A Revista Afirmativa teve seu sítio retirado do ar depois de sofrer um ataque cibernético nesta semana.
O veículo vinha denunciando tentativas frequentes de invasão de suas contas e meios de comunicação na Internet. Segundo a publicação, medidas de segurança já estavam sendo reforçadas diante desses episódios.
Criada em 2014, a revista publica reportagens sobre racismo, violência policial, direitos das mulheres e outros problemas sociais.
Até o momento, não existem elementos públicos que permitam identificar os responsáveis pelo ataque. Qualquer atribuição de autoria, portanto, seria especulativa.
Isso não reduz a gravidade do ocorrido.
Derrubar o sítio de um jornal significa impedir seus leitores de acessar as reportagens e materiais publicados. Para uma publicação pequena, que não dispõe da estrutura financeira e técnica dos grandes grupos de comunicação, uma ofensiva dessa natureza pode causar prejuízos ainda maiores.
A situação ganha importância adicional durante o período eleitoral, quando órgãos de imprensa publicam denúncias e informações diretamente relacionadas aos candidatos e à disputa política.
A liberdade de imprensa não deve ser defendida apenas quando o veículo atacado possui uma linha política com a qual se concorda. Qualquer órgão jornalístico precisa ter garantido o direito de publicar sem sofrer ataques destinados a impedir seu funcionamento.





