Logo após o encerramento do XII Congresso do Partido da Causa Operária (PCO) — batizado de Congresso Natália Pimenta —, Antônio Carlos Silva, membro da Direção Nacional da organização, fez um balanço altamente positivo do evento, classificando-o como uma “vitória espetacular do partido”. Segundo o dirigente, o encontro refletiu um profundo amadurecimento de toda a militância, consolidando resoluções que apontam para uma perspectiva política independente e revolucionária diante da atual conjuntura.
O Congresso reuniu delegados de todas as regiões do país, registrando uma expressiva e destacada participação dos setores mais jovens da organização. Para Antônio Carlos, essa forte presença da juventude atesta o êxito e a continuidade da política de rejuvenescimento e fortalecimento do Partido, visível tanto nos debates realizados nos grupos de trabalho quanto nas plenárias gerais.
Essa mudança culminou na eleição do novo Comitê Central da legenda. Conforme explicou o dirigente:
“A eleição do Comitê Central do PCO expressou uma boa dose de renovação, mas também mantendo aí os quadros experientes, importantes, que são responsáveis pela construção do Partido ao longo dessas últimas décadas.”
Ao analisar a atuação recente do partido, Antônio Carlos relembrou as prioridades estabelecidas no período anterior. Ele pontuou que, entre o XI e o XII Congresso, o grande destaque das atividades partidárias foi o combate ao regime golpista e a liderança nas campanhas contra a prisão do ex-presidente Lula.
Mais recentemente, no entanto, o eixo de atuação expandiu-se de forma considerável no plano externo. De acordo com o integrante da Direção Nacional, o PCO estruturou um intenso trabalho internacional na luta contra o imperialismo, posicionando-se firmemente em defesa da soberania e da luta de povos oprimidos, citando como exemplos os posicionamentos em relação a Rússia, Palestina, Venezuela e Cuba. Mais recentemente, o Partido também se dedicou a defender a revolução e o regime do Irã contra as agressões das potências imperialistas.
No cenário doméstico recente, o principal destaque do PCO foi o combate intransigente ao cerceamento das liberdades políticas. Antônio Carlos Silva ressaltou que, embora o partido tenha mantido sua tradição de defender as reivindicações imediatas e históricas da classe trabalhadora, a organização se sobressaiu por denunciar as medidas de exceção no país.
“O Partido foi, sem dúvida nenhuma, o porta-voz consequente, na esquerda, da defesa dos direitos democráticos na luta contra a censura, contra a ditadura do judiciário, contra a perseguição política.”
Na avaliação do dirigente, essa postura conferiu grande projeção à legenda e a capacitou para enfrentar o período seguinte. Diante do avanço da crise do imperialismo e da ofensiva da direita, Antônio Carlos concluiu apontando que a única arma fundamental capaz de barrar esses retrocessos é a mobilização popular e dos trabalhadores nas ruas, guiada por um programa claro de defesa dos direitos democráticos.





