A perseguição imperialista contra os esportistas brasileiros ganhou mais um capítulo nefasto no desembarque do aeroporto da Filadélfia, na semana passada. O professor e faixa-preta de jiu-jítsu Thiago Brito foi arbitrariamente detido pelo ICE — a truculenta polícia de imigração dos Estados Unidos —, transformando mais um trabalhador do esporte em vítima da sanha repressiva e burocrática da máquina estatal norte-americana.
Thiago Brito viajava para exercer sua profissão e disseminar a arte suave brasileira, mas acabou interceptado pela fiscalização de fronteira sob alegações formais de inconsistência documental. O caso gerou imediata indignação e mobilização entre atletas, alunos e a comunidade do lutador, que organizaram campanhas de solidariedade internacional demandando sua libertação e a garantia de seus direitos fundamentais diante das ameaças de deportação arbitrária.
A prisão não é um fato isolado, mas parte do cerceamento sistemático imposto pelo imperialismo aos atletas brasileiros.
Essa ofensiva atua em duas frentes: com a negação sumária de vistos por consulados americanos, sob a justificativa de “falta de vínculos com o país de origem“. Dezenas de campeões e jovens promessas do jiu-jítsu e de outros esportes são impedidos de disputar torneios importantes, como o Mundial e o Pan da IBJJF, sufocando carreiras que dependem da projeção internacional.
Segundo, com o assédio nos aeroportos aos que possuem visto. Sob o pretexto de combater o “trabalho irregular“, atletas que vão apenas competir ou dar seminários passam por rigorosos interrogatórios.
Essa truculência do ICE e dos fiscais de fronteira reflete a política do Estado americano contra o trabalhador imigrante. Ao revistar pertences, devassar conversas, cancelar vistos e impor repatriamentos sem direito à defesa, o aparelho policial intimida estrangeiros. No esporte, esse terrorismo burocrático busca frear o avanço e o protagonismo do jiu-jítsu brasileiro no cenário global.





