Algumas considerações sobre o jogo do Brasil nessa sexta, contra o Haiti, pela segunda rodada da Copa. A vitória foi tranquila, o time mostrou-se mais confiante e menos pressionado do que no primeiro jogo. Claro que um dos motivos foi o adversário mais fácil e o simples fato de não ser mais estreia, mas não nos enganemos, a pressão em Copa do mundo é um perigo permanente em qualquer ocasião e, podemos dizer sem medo de errar, o principal adversário da Seleção Brasileira historicamente.
Alguns companheiros disseram que o Brasil “tomou sufoco” no jogo. Eu discordo dessa ideia por um motivo simples: o jogo foi 3 a 0, o time nitidamente tirou o pé, o técnico fez trocas para testar e o jogo poderia ter sido até 5 a 0, não fosse empedimentos de poucos centímetros.
Tenho consciência, no entanto, de que se o time adversário fosse mais forte, poderia, aí sim, ter sido um sufoco. Mas no futebol, o “se” não ganha, nem perde jogo. Além do mais, quero acreditar que, se fosse um adversário mais forte, o time não tiraria o pé, nem o Ancelotti faria testes.
Sobre o Brasil não ter ido com tudo atrás de fazer mais gols eu digo o seguinte: também não gosto de retranca. No entanto, me preocupa mais a falsa ideia de que tudo está resolvido que uma goleada mais ampla poderia passar. Mesmo o 3 a 0 pode enganar, o adversário é fraco e o time precisa melhorar muito ainda.
Não estou aqui defendendo a retranca, mas tentando entender o que pode estar passando pela cabeça da comissão técnica. É uma especulação. Além disso, não vejo como algo produtivo ficar jogando merda no treinador e na Seleção, principalmente porque já tem muita gente sendo bem paga pra isso. Então, tenhamos um pouco de paciência.
A Copa se ganha um jogo de cada vez, com a cabeça no lugar, sem euforia excessiva, mas principalmente deixando de lado a pressão psicológica que tanto atrapalha o jogador brasileiro.





