Estudantes de 130 cursos da Universidade de São Paulo (USP) estão em greve por tempo indeterminado contra a situação da universidade, segundo levantamento do Diretório Central dos Estudantes. A greve foi anunciada em 14 de abril e os estudantes cobram melhores condições de permanência e maior qualidade dos restaurantes universitários. A paralisação ocorre tanto nos institutos da capital quanto no interior paulista, com tendência de ampliação do movimento.
As principais reivindicações levantadas pelos alunos são melhores condições dos restaurantes universitários e fim da ameaça de entrega à iniciativa privada, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil para um salário mínimo paulista, expansão dos programas de permanência estudantil que garantam a continuidade dos alunos nos cursos, defesa dos espaços estudantis dedicados à vida estudantil e condições igualitárias de trabalho e remuneração entre docentes e funcionários.
Alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Escola Politécnica e da Escola de Comunicações e Artes estão entre os participantes na capital. No interior, 21 cursos da USP São Carlos e outros do campus Ribeirão Preto, como Química, Educação Física e Psicologia, aderiram à greve. A última pauta é em apoio à greve dos funcionários, que reivindicam reajuste salarial após benefícios serem oferecidos exclusivamente aos professores.
O Conselho Universitário da USP aprovou, no dia 31 de março, bônus de 4,5 mil reais voltado a docentes que assumirem projetos extracurriculares, como oferta de disciplinas em inglês e ações de extensão. A iniciativa foi criticada pelos demais trabalhadores. A universidade acompanha a greve dos estudantes e afirmou que protocolos garantem alimentação segura nos restaurantes universitários, mas os estudantes seguem mobilizados por melhores condições na USP.



