Nesta quarta-feira (08), o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) anunciou ter alcançado um acordo que prevê o fim da guerra em Gaza, a retirada da ocupação do território, a entrada de ajuda humanitária e a troca de prisioneiros.
Conforme o chefe da delegação do Hamas que tomou parte nas negociações, Khalil Al-Hayyah, o acordo prevê a entrada de ajuda humanitária, a abertura da passagem de Rafah e a troca de prisioneiros. Nesta, serão libertados 250 palestinos condenados à prisão perpétua e 1.700 prisioneiros de Gaza detidos após 7 de outubro, além de todas as crianças e mulheres. Da parte da Resistência Palestina, os prisioneiros de guerra israelenses serão todos libertados.
Nesta quinta-feira (09), Khalil Al-Hayyah, que também é o Líder do Hamas na Faixa de Gaza, fez um discurso em que anunciou o fim da guerra e da agressão sionista contra o enclave palestino.
Desde o primeiro anúncio na quarta-feira, palestinos na Faixa de Gaza vêm celebrando o acordo, que foi uma vitória do Hamas e demais organizações da Resistência Palestina. Veja vídeos divulgados pela emissora turca TRT World:
Um compilado de vídeos também foi divulgado pela emissora libanesa Al Mayadeen. Veja o registro:
Em declaração sobre o que foi acordado nesta primeira fase do acordo, um dos líderes do Hamas, Osama Hamdan, informou que “durante as negociações, conseguimos modificar os mapas e ampliar a linha amarela, bem como a área de retirada israelense da Faixa de Gaza”. Ele também informou que “a administração da Faixa de Gaza ficará dentro de um quadro nacional palestino, que será discutido durante a segunda fase do acordo”.
Apesar de o Hamas ter aceitado o acordo, “israel” já postergar três vezes a reunião do gabinete de guerra, na qual se ratificaria (ou não) a aprovação do acordo. No meio tempo, as forças israelenses de ocupação realizaram vários novos bombardeios contra Gaza.




