Líbano

‘Israel’ retoma bombardeios em Beirute, matando três e ferindo 18

Devido aos ataques, o Hesbolá cancelou as celebrações do Dia de Al-Quds previstas para o mesmo dia

Na última sexta-feira (28), a ditadura sionista “Israel” retomou sua ofensiva contra o Líbano, bombardeando um prédio residencial no bairro de Hadath, na periferia sul de Beirute, próximo a duas escolas. O ataque, realizado durante o horário de pico em pleno mês sagrado do Ramadã, destruiu o edifício e foi precedido por três ataques de drones na mesma região, sendo o primeiro desde o cessar-fogo assinado em 2024. Simultaneamente, o enclave imperialista lançou uma série de bombardeios pesados no sul do Líbano, matando três pessoas, incluindo uma mulher, e ferindo 18, entre elas seis crianças e oito mulheres, segundo o Ministério da Saúde libanês.
O ataque em Hadath ocorreu em um dia escolar, em uma área movimentada, aumentando o risco para civis. No sul, a cidade de Kfar Tibnit, na província de Nabatieh, foi alvo de um bombardeio que destruiu uma casa, e operações de busca e resgate ainda estão em andamento, conforme informou a emissora libanesa Al Mayadeen. Outras áreas atingidas incluem Iqlim al-Tuffah, Kafr Tibnit, Birket al-Jabbour, Mount Safi, Aramta, Sajad e Yahmor al-Shaqif. A artilharia do país artificial também disparou contra Qaaqaiyat al-Jisr, Naqoura, Aita al-Shaab e Khiam, usando até mesmo bombas de fósforo, enquanto aviões sobrevoaram Tyre, Bint Jbeil, Saida e Jezzine em baixa altitude. Um artefato sônico foi lançado sobre uma casa em Houla, Marjayoun.
A ofensiva foi justificada por “Israel” após o lançamento de dois foguetes em direção ao norte dos territórios ocupados, um deles interceptado e o outro caindo em solo libanês, segundo o porta-voz militar sionista. Sirenes soaram em Kiryat Shmona, Margaliot e Tel Hai, e duas explosões foram relatadas em Kiryat Shmona, conforme a imprensa local. O ministro da Segurança do enclave imperialista Israel Katz, ameaçou Beirute, declarando: “se não houver calma em Kiryat Shmona e nos assentamentos da Galileia, então não haverá calma em Beirute”. Ele acrescentou: “o governo libanês tem responsabilidade direta por cada disparo lançado contra al-Jalil. Não permitiremos o retorno da realidade de 7 de outubro, garantiremos a segurança dos residentes da Galileia e agiremos contra toda ameaça”.
O Hesbolá, por sua vez, negou envolvimento nos disparos de foguetes e acusou “Israel” de usar o incidente como pretexto para retomar a agressão. Uma fonte do partido afirmou: “a Resistência Islâmica no Líbano está totalmente comprometida com o acordo de cessar-fogo negociado e implementado em novembro de 2024”, e completou: “o Hesbolá não esteve envolvido nos foguetes lançados contra o norte da Palestina ocupada na manhã de hoje, afirmando que tais incidentes refletem pretextos suspeitos para justificar a continuação da agressão sionista contra o Líbano”. Devido aos ataques, o Hesbolá cancelou as celebrações do Dia de Al-Quds previstas para o mesmo dia.
O prefeito de Metulla David Azulai, criticou a situação, dizendo: “é exatamente o que temíamos. Tem sido o mesmo que no sul por 23 anos. Não permitiremos isso e não concordaremos com isso. O governo sionista deve anunciar a anulação da Resolução 1701 a partir de hoje”. Dados da ONU, atualizados até 2024, indicam que mais de 3 mil pessoas morreram no Líbano desde o início dos conflitos com “Israel” em 2023, com 80% das vítimas sendo civis.

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