Oriente Médio

Iêmen realiza operação contra ‘Israel’ com mísseis supersônicos

Ataque ocorreu dois dias depois que o exército iemenita reivindicou a autoria de uma série de ataques aéreos contra posições israelenses

As Forças Armadas do Iêmen afirmam que sua força de mísseis lançou um míssil balístico hipersônico Palestine-2 com múltiplas ogivas contra alvos sensíveis em Telavive, no interior dos territórios ocupados por “Israel”.

Em um comunicado divulgado na sexta-feira (12), as Forças Armadas Iemenitas declararam que a operação foi uma resposta aos “crimes de genocídio e fome” de “Israel” contra Gaza, e à “agressão contra nosso país”. O comunicado afirma que a operação “alcançou seus objetivos com sucesso” e fez com que “milhões de hordas de sionistas usurpadores fugissem para abrigos”.

As Forças Armadas do Iêmen se comprometeram a continuar as operações em defesa do país e em apoio aos “nossos irmãos resilientes em Gaza até que a agressão contra eles cesse e o cerco seja levantado”.

No início do dia, a imprensa israelense informou que sirenes de ataque aéreo foram ativadas nos territórios ocupados por “Israel” devido a um ataque de míssil. O ataque de míssil vindo do Iêmen fez com que sirenes soassem em Telavive e em outras comunidades em todo o território ocupado.

O serviço de emergência de “Israel”, Magen David Adom (MDA), não relatou feridos diretos em decorrência do ataque. O exército posteriormente afirmou que seus sistemas de mísseis antiaéreos “interceptaram” o projétil.

Este ataque ocorreu dois dias depois que o exército iemenita reivindicou a autoria de uma série de ataques aéreos contra posições israelenses, usando um “míssil balístico hipersônico” e três veículos aéreos não tripulados (VANTs). O porta-voz militar iemenita, General de Brigada Iahia Saré, disse na quinta-feira (11) que o míssil e um VANT visaram locais designados no deserto do Neguev, enquanto outros dois VANTs foram direcionados ao aeroporto de Ramon, na cidade de Eilat, no sul. Ele descreveu os ataques como “bem-sucedidos”.

Em meio à intensificação da guerra genocida em Gaza, que começou em outubro de 2023, as forças iemenitas realizaram um bloqueio marítimo estratégico para impedir a entrega de recursos militares a Israel, ao mesmo tempo em que instam a comunidade global a resolver a terrível crise humanitária em Gaza.

Simultaneamente, eles conduziram múltiplos ataques com mísseis e VANTs contra alvos importantes localizados nas regiões ocupadas por Israel, demonstrando seu apoio aos palestinos em Gaza.

As Forças Armadas Iemenitas afirmaram inequivocamente que continuarão suas operações até que Israel ponha fim aos seus ataques terrestres e aéreos em Gaza. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, Israel já matou pelo menos 64.756 palestinos, a maioria mulheres e crianças, na Faixa de Gaza sitiada desde outubro de 2023.

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