No último dia 28, o Hamas denunciou que equipes da Defesa Civil e do Crescente Vermelho Palestino foram alvos de um ataque em Rafah, cidade no sul da Faixa de Gaza, durante operação militar israelense. A organização classificou o episódio como um “crime de guerra” e pediu uma investigação internacional.
Segundo o comunicado divulgado pelo grupo, socorristas entraram no bairro de Tal Al-Sultan e na área de Al-Baraksat durante uma ofensiva do exército de “Israel”. Após dias sem contato, corpos de diversos membros dessas equipes teriam sido encontrados soterrados ao lado de veículos destruídos. A nota aponta para uma violação do direito internacional e acusa “Israel” de impedir operações de resgate ao longo do conflito em Gaza.
O governo sionista ainda não se pronunciou sobre as denúncias. No entanto, não surpreende ninguém que esse agrupamento de criminosos fascistas esteja atacando civis ou socorristas. Tudo isso condiz com seu projeto de genocídio da população de Gaza. Tudo isso vai no mesmo sentido de seus ataques contra hospitais, escolas, universidades, creches e prédios residenciais.
A retomada do conflito por parte de Netanyahu já fez mais de mil vítimas palestinas. A destruição promovida nesse último período é a prova de que a retórica de que os bombardeios em Gaza seriam uma resposta de “Israel” à operação realizada pela Resistência Palestina no 7 de outubro é uma falsificação – a política de genocídio é o modus operandi do governo Netanyahu.
O Hamas cobrou a formação de uma comissão independente para investigar o ataque e pediu a intervenção de agências como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. O grupo também afirma que é necessário apurar o paradeiro de milhares de civis palestinos desaparecidos após ofensivas na região de Rafah.
A Federação Internacional da Cruz Vermelha e da Crescente Vermelha já se posicionou e exige informações sobre os médicos, que já estão desaparecidos há nove dias em Gaza. A organização diz: “A IFRC está profundamente preocupada com as equipes de ambulância do Crescente Vermelho Palestino, que foram alvo de intenso tiroteio enquanto respondiam a um chamado nas primeiras horas de 23 de março, na área de Al-Hashashin, em Rafah. Desde então, não houve nenhuma comunicação com as equipes.”
Essa ação de “Israel” vai contra todas as leis internacionais e deve ser amplamente denunciada.




