O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira (26) que as forças armadas norte-americanas realizaram bombardeios no noroeste da Nigéria, aprofundando a política de intervenções militares do imperialismo em território africano. Segundo a Casa Branca (sede do governo) e o Comando Africano dos EUA (Africom), o ataque teria como alvo supostos combatentes do grupo Estado Islâmico, operando no estado de Sokoto.
A justificativa apresentada por Trump foi a de que o grupo armado estaria promovendo uma campanha de ataques contra cristãos na região. Em publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano afirmou que ordenou um ataque “poderoso e mortal” contra a chamada “escória terrorista”.
O Ministério das Relações Exteriores nigeriano, por sua vez, confirmou que os ataques foram realizados em “cooperação” com os Estados Unidos, evidenciando o grau de submissão do regime ao imperialismo. A Nigéria é o principal país da região, e tem atuado com o objetivo de sufocar os movimentos nacionalistas que ocorrem nos países ao seu redor.
No mês passado, Trump havia falado sobre a intenção de atacar a Nigéria, dizendo que os EUA “podem muito bem entrar naquele país agora desonrado, ‘com armas em punho’, para aniquilar completamente os terroristas islâmicos que estão cometendo essas atrocidades horríveis” contra seus “queridos cristãos!”
A cooperação ocorre apesar das repetidas objeções de autoridades nigerianas em enquadrar a crise social do país como perseguição religiosa. As autoridades afirmaram que grupos armados visam tanto muçulmanos quanto cristãos e que as alegações dos EUA de violência anticristã sistemática simplificam excessivamente um conflito complexo.
No mês passado, o presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, disse que a caracterização da Nigéria como um país religiosamente intolerante não refletia a realidade.
“A caracterização da Nigéria como religiosamente intolerante não reflete nossa realidade nacional, nem leva em consideração os esforços consistentes e sinceros do governo para salvaguardar a liberdade de religião e de crença para todos os nigerianos”, afirmou ele.
A Nigéria é dividida aproximadamente entre um norte majoritariamente muçulmano e um sul majoritariamente cristão.




