Nesta quarta-feira (10), o ativista norte-americano Charlie Kirk, de 31 anos, foi assassinado enquanto discursava em um evento no campus da Utah Valley University, em Orem, Utah. O atirador, que supostamente disparou de um telhado, ainda está foragido, e o crime foi classificado pelo governador de Utah, Spencer Cox, e pelo presidente Donald Trump como um “assassinato político”. Kirk era um apoiador do presidente.
Na Câmara dos Representantes, um momento de silêncio em homenagem a Kirk se transformou em uma briga partidária. A representante republicana Lauren Boebert, do Colorado, e a democrata Anna Paulina Luna, da Flórida, se envolveram em uma discussão acalorada, com Luna acusando a ala democrata de ser a responsável pelo atentado, sem que ainda houvesse informações sobre o atirador.
A morte de Charlie Kirk é mais um episódio em uma série de atos de violência política que se tornaram cada vez mais frequentes nos últimos anos. Nos Estados Unidos, o número de ameaças contra funcionários públicos e políticos aumentou drasticamente.
Em 2023, o Departamento de Justiça dos EUA registrou um total de 9.774 ameaças direcionadas a juízes e promotores federais, representando um aumento de 12% em comparação com o ano anterior.
Em 2024, houve dois atentados contra a vida do então candidato presidencial Donald Trump, um em Butler, Pensilvânia, e outro em Washington, DC.
Em 2022, o marido da ex-presidente da Câmara, Nancy Pelosi, foi brutalmente atacado com um martelo em sua casa em São Francisco.
Historicamente, a violência política nos EUA não é um fenômeno novo, com a lista de presidentes e líderes políticos alvos de atentados sendo longa e trágica. No século XX, quatro presidentes foram mortos: Abraham Lincoln, James Garfield, William McKinley e John F. Kennedy. Em 1968, o país assistiu aos assassinatos de Martin Luther King Jr. e Robert F. Kennedy.
Charlie Kirk se tornou uma das vozes mais influentes da direita americana. Aos 18 anos, ele fundou a Turning Point USA, uma organização que cresceu exponencialmente, com um faturamento de US$92,4 milhões em 2023, vindo principalmente de doações. O grupo tem mais de 850 capítulos em universidades e faculdades, onde realiza eventos e debates com jovens conservadores.
Kirk era um aliado próximo do presidente Trump e do filho do presidente, Donald Trump Jr. Ele era visto com frequência na Casa Branca e esteve envolvido no processo de seleção de nomes para o segundo mandato de Trump. Além de seu trabalho como ativista, ele apresentava o podcast The Charlie Kirk Show, que alcançou milhões de ouvintes.





