A casa do time de basquete norte-americano, New York Knicks, da NBA, conhecida por, além dos jogos, serem uma casa de shows de uma série de artistas, o famoso Madison Square Garden (MSG), em Manhattan, está no centro de uma nova polêmica envolvendo espionagem, coleta de dados pessoais e uma política de reconhecimento facial cada vez mais próxima ao controle social visto no livro 1984 de George Orwell.
O local onde ocorreu a “luta do século” entre Joe Frazier e Muhammad Ali em 1971, hoje adota uma política de perseguição as seus usuários. Conforme divulgado na própria imprensa burguesa, o local está utilizando agora um programa associado as câmeras de segurança que é capaz de não apenas reconhecer o individuo como também a acessar automaticamente diversos dados pessoais sobre o mesmo.
O caso estourou com a informação que as câmeras estariam barrando e servindo para expulsar todos os indivíduos que fossem advogados. Segundo a administração, a iniciativa seria para enviar problemas devido a eles estarem associados a litígios em andamento. O que chama a atenção, é que o aparato de segurança está sendo capaz de barrar todos aqueles que trabalham ou trabalhavam como advogados e que desejem entrar no local. Seja em casos de shows, eventos esportivos, etc. Ou seja, a tecnologia usada esta servindo para abrir um precedente de total vigia e perseguição aos indivíduos.
No meio desta polêmica, diversas pessoas passaram a denunciar a ação como uma violação os direitos humanos, um abuso da tecnologia que claramente pode servir para provocar espionagem, por fim a privacidade de indivíduos e servir como forma de perseguição política.
O uso destes aparatos de espionagem está se tornando cada vez mais corriqueiro nos Estados Unidos, o país no mundo que mais espiona seus próprios cidadãos. Esta medida revela a profunda deterioração dos direitos democráticos da população e o estado cada vez mais ditatorial que os trabalhadores são obrigados a conviver. Pelo país, diversas câmeras do tipo estão sendo utilizadas o que acentua a espionagem contra o próprio povo.
As comparações ao livro 1984 são válidas, no entanto, a realidade norte-americana já vem se mostrando em diversos aspectos pior do que o mundo imaginado por George Orwell.




