Caso leo Lins

Membro do PCB pensa que é marxista, mas se revela um reacionário

Gabriel Landi Fazzio tenta atacar o PCO e acaba se dando mal

O membro do Comitê Central do PCB, Gabriel Landi Fazzio, fez um comentário sobre um tuíte da conta oficial do Partido da Causa Operária tratando da notícia sobre a censura ao comediante Leo Lins, que foi obrigado a retirar um vídeo do ar, está impedido de falar determinadas coisas e até mesmo de sair da cidade por mais de 10 dias, tudo isso por contar piada.

A publicação do PCO denuncia a censura e o abuso do Judiciário contra o comediante. O membro do PCB, aproveitando a onda impulsionada pela burguesia, se achou bastante esperto e inteligente e foi criticar a posição do PCO em seu Twiter pessoal:

“Quem não defende a censura contra os reacionários só pode ser um democrata vulgar, jamais um marxista. ‘Surja a democracia, desde o princípio, decidida e terrorista contra a reação, e a influência desta nas eleições será antecipadamente aniquilada.’ – Marx”

O comentário é curto, mas vale uma nota porque demostra bem a mentalidade da esquerda pequeno-burguesa.

Segundo o nosso grande marxista do PCB, a posição do PCO seria vulgar. Segundo ele, os marxistas defendem a censura contra os reacionários. Será mesmo?

Vejamos primeiro a citação do próprio Marx retirada do texto “Mensagem da Diração Central à Liga dos Comunistas”, escrito na realidade em conjunto com Engels. Será mesmo que Marx aqui está defendendo que os comunistas deveriam ficar a favor que o Estado burguês impeça alguém de falar alguma coisa? Absolutamente não.

O texto em questão, de 1850, portanto dois anos após a Revolução de 1848, trata principalmente de como os comunistas devem levar adiante seu programa revolucionário naquele período. Por exemplo, antes da citação apresentada pelo grande teórico do PCB, Marx e Engels explicam que o proletariado devem se manter independente da burguesia e pequena-burguesia democrática, apresentando um programa própria na eleição.

Isso não tem nenhuma relação com defender que o Estado burguês impeça alguém de falar. Quando o texto afirma que a democracia “decidida e terrorista contra a reação aniquila sua influência na eleição” se refere primeiro ao problema da revolução burguesa que, se desenvolvendo plenamente, vai aniquilando os vestígios medievais. E isso principalmente no campo das reivindicações concretas, como, por exemplo, da propriedade da terra.

Não se trata aqui de uma defesa de uma ação repressiva do Estado burguês contra os reacionários, mesmo porque Marx e Engels dizem, um pouco antes da citação escolhida pelo membro do PCB, que:

“Os progressos que o partido proletário tem de fazer, surgindo assim como força independente, são infinitamente mais importantes do que o prejuízo que poderia trazer a presença de alguns reacionários na Representação.”

Ou seja, a preocupação dos comunistas é o de manter a independência política, inclusive, à custa de que alguns reacionários tenham representação parlamentar. Segundo a lógica do membro do PCB, Marx e Engels deveriam dizer: “que o proletariado defenda o rigor da lei burguesa contra os reacionários, inclusive impedindo de falar e até mesmo de candidatar-se”. Não é isso o que diz o texto.

Também é preciso reforçar que o aniquilamento da reação citado no texto se refere, como dissemos, à revolução burguesa, ou seja, um período em que a democracia (ou seja, a burguesia) ainda se constituía como uma força relativamente revolucionária.

Cabe aqui a pergunta: o Judiciário brasileiro que determinou a sentença contra Leo Lins é uma força revolucionária? Até a pergunta é esquisita, mas como estamos tratando com pequeno-burgueses histéricos pela propaganda da burguesia, vamos responder: é claro que não!

O que está em jogo aqui é a força do Estado capitalista reacionário, ou seja, que há muito tempo deixou de ser minimamente democrático, contra um humorista. É apenas isso e nada mais. A ideologia desse humorista e o que ele falou não tem relevância nenhuma.

Pela lógica do membro do PCB, que ele malandramente atribui a Marx, a democracia seria o mais alto terrorismo contra o cidadão. É uma ideia completamente absurda.

Após entender um pouco a citação de Marx e Engels, fica fácil de responder o comentário do próprio membro do PCB. Defender a censura do Estado burguês contra quem quer que seja é coisa de um reacionário. Descobrimos, então, que o grande gênio do PCB não é mesmo um democrata vulgar, mas um reacionário enrustido.

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