Vitória dos povos oprimidos

Imperialismo reconhece fracasso da contra-ofensiva ucraniana

Regime de Kiev, a serviço do imperialismo, não consegue recuperar terreno, mesmo com os bilionários recursos, e mergulha em uma crise profunda que pode levar à sua queda

Na última semana, o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, submetido a uma crescente pressão que inclui uma campanha pública do ex-conselheiro presidencial, Oleksiy Arestovych, para que as eleições, anteriormente prevista para março do próximo ano, não fossem adiadas, teve que se colocar contra a realização de um processo eleitoral, afirmando que “não é o momento” para realizar eleições no país.

O adiamento das eleições foi imposta pela lei marcial, instituída desde do início da guerra, em fevereiro de 2022, que suspende a realização de qualquer pleito. No mesmo discurso em que negou a possibilidade de eleições, o aliado do imperialismo norte-americano também anunciou sua intenção de concorrer à presidência, com o claro propósito de disfarçar a perda total de apoio após cerca de 21 meses da guerra libertadora que a Rússia leva adiante contra o País, cujo governo se colocou à disposição dos interesses de atacar os povos russos, inclusive, da região do Donbass, no interior da própria Ucrânia.

Como resultado da política do governo ucraniano, estima-se que até 120 mil soldados do país teriam morrido e haveria mais de 150 mil feridos. Além disso, instigados pela propaganda nazista contra a Rússia e pela campanha da imprensa imperialista, até 8 milhões de ucranianos (20% da população) teriam deixado o País, estando a maioria espalhados pela Europa, em condições muito precárias. É claro que a devastação econômica e da infraestrutura do País é imensa, apesar da evidente política das forças russas de pouparem os civis e manterem a ofensiva concentrada em uma pequena região do País.

Fiasco da contra-ofensiva

Um dos principais órgãos da imprensa imperialista, The Economist, se viu forçado a reconhecer na semana passada que “a tão esperada contra-ofensiva, que começou para valer em 4 de junho, fracassou, com poucos ganhos ou perdas territoriais para ambos os lados”, afirmou o órgão britânico.

Segundo o jornal, no auge da ofensiva ucraniana, em meados de agosto, eram registrados diariamente quase 1.000 disparos de artilharia. “Desde 13 de outubro, no entanto, detectamos menos de 300 impactos em dias com céu relativamente limpo, sugerindo uma desaceleração”, destacou The Economist.

O porta-voz dos banqueiros londrinos, assim como outros importantes monopólios da imprensa internacional que apoiaram as provocações da OTAN/EUA por meio da Ucrânia contra a Rússia; se vê forçado a admitir o fracasso. Ao mesmo tempo, integra uma verdadeira campanha internacional em favor da redução dos gastos militares com a Ucrânia, que atinge até mesmo nos Estados Unidos e, ainda mais, a Europa, lançada em uma crise sem precedentes por conta da sua submissão aos ditames do imperialismo norte-americano.

A guerra na Ucrânia frustrou todas as expectativas dos imperialistas e da sua imprensa. Iniciada em junho passado, tinha como base, segundo The Economist, “a esperança de que os soldados ucranianos, equipados com armas ocidentais modernas e após treino na Alemanha, recapturassem território suficiente para colocar os seus líderes numa posição forte em quaisquer negociações subsequentes“.

Nada disso ocorreu. Cálculos otimistas apontam que a Ucrânia teria reconquistado “menos de 0,25% do território que a Rússia ocupou até junho. A linha de frente de 1.000 km quase não mudou”, segundo reconheceu The Economist.

O próprio comandante-chefe das Forças Armadas Ucranianas, Valeri Zaluzhny, admitiu numa entrevista recente ao The Economist que a Rússia está numa posição melhor no conflito armado, dada a sua maior população e uma economia mais robusta e com maiores recursos, ao mesmo tempo que reconheceu a falta de progresso na contra-ofensiva de Kiev.

Crise do governo Zelensky

Outra face da crise, e expressão do fracasso da “contra-ofensiva” é a divisão nas próprias fileiras ucranianas.

Em agosto, Zelensky, demitiu todos os funcionários regionais encarregados do recrutamento militar, a pretexto de erradicar um sistema de corrupção que permite, em particular, que os recrutas fujam do Exército.

No mês seguinte, o demitido foi o ministro da Defesa do país, Oleksiy Reznikov, que foi substituído pelo ex-deputado do parlamento e presidente do Fundo de Propriedade do Estado, Rustem Umerov, que substituiu dias depois seis vice-ministros, o que foi apontado também – pela imprensa imperialista – como uma política de exigências da União Europeia de que a Ucrânia deva aumentar o combate à corrupção no país, amplamente disseminada no interior das forças armadas e do governo ucranianos.

Por detrás da crítica à corrupção, intrínseco a todo regime capitalista, e sabidamente dominante no governo de extrema direita, com setores nazistas, da Ucrânia, está justamente o fracasso da dita contraofensiva da Ucrânia contra as forças libertadoras da Rússia e o avanço da crise econômica em toda Europa impulsionada pelos gastos militares forçados a fazer e pelos graves problemas econômicos causados pelos bloqueios e sanções impostos à Rússia que causaram mais prejuízos aos países europeus.

Crise do imperialismo

A perda de apoio da Ucrânia não para de crescer.

No Leste Europeu, por exemplo, a Eslováquia elegeu um governo que promete cessar o fornecimento de armas, como já fizera a Polônia antes do impasse que caiu após o atual partido no poder não conseguir maioria no pleito de 15 de outubro. Da mesma forma, a Hungria já havia descartado ajudar o regime de Zelensky, tendo se aproximado de Putin.

Nos Estados Unidos, na Câmara dos Deputados, a pressão contra o financiamento à guerra da Ucrânia não para de crescer, refletindo também a enorme pressão entre a população com os gastos com a guerra.

Toda essa situação política, contrária aos interesses do imperialismo norte-americano, se vê potencializada exponencialmente pela espetacular reação armada do povo palestino, liderada pelo Hamas e com a participação de outros grupos, o que é também um fator de enfraquecimento da ofensiva imperialista contra a Ucrânia.

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