Ricardo Rabelo

Ricardo Rabelo é economista e militante pelo socialismo. Graduado em Ciência Econômicas pela UFMG (1975), também possui especialização em Informática na Educação pela PUC – MINAS (1996). Além disso, possui mestrado em sociologia pela FAFICH UFMG (1983) e doutorado em Comunicação pela UFRJ (2002). Entre 1986 e 2019, foi professor titular de Economia da PUC – MINAS. Foi membro de Corpo Editorial da Revista Economia & Gestão PUC – MINAS.

Coluna

Crise econômica israelense gerada pelo massacre dos palestinos

A Bloomberg calculou que o efeito econômico da atividade guerreira de Tel Aviv chegou a uma perda de quase US$ 8 bilhões até o momento

A atuação de Israel com relação aos palestinos parece ser a de um gigante militar, capaz de despejar várias toneladas de TNT sobre Gaza e provocar a morte de mais de 12.000 pessoas e não ser afetado em nada, já que os atacados estão desarmados e indefesos. Mas isto não é verdade. Israel com sua ação truculenta e completamente insensível ao sofrimento humano está certamente criando enormes problemas para sua própria população e para seu futuro como país. 

Recentemente , o jornal Financial Times que não parece ser suspeito de antissemitismo, divulgou notícias aterradoras sobre o caos econômico que está sendo criado em Israel devido ao massacre palestino em Gaza. O efeito desse caos atinge praticamente todos os setores da economia e o próprio governo israelense. O respeitado jornal econômico mostra que foram atingidas milhares de empresas, muitas colocadas em situação de insolvência, com várias áreas econômicas passando por um abalo econômico profundo.

As empresas israelenses, desde pequenos restaurantes até firmas de alta tecnologia e um grande campo de gás operado pela Chevron Corp., vêm sendo afetadas fortemente pela guerra contra os palestinos. A fase inicial, logo depois do 7 de Outubro, foi tão crítica que somente 12% das fábricas israelenses estavam em atividade plena após duas semanas de guerra, principalmente pela falta de pessoal.

A comparação com a covid-19 é inevitável pois escolas, escritórios e canteiros de obras estão vazios ou abrem apenas algumas horas por dia. A política de excessiva ofensiva sobre Gaza levou a uma mobilização recorde de 350 mil reservistas frente a uma ofensiva terrestre em que Israel está sendo derrotado e que drenou cerca de 8% da força de trabalho essencial para a economia.

Essa política militar tipo brutamontes resultou na paralisação quase total da economia, como um choque brusco de oferta , acarretando resultados negativos em todos os setores que são importantes, desde o bancário até o da produção industrial e agrícola. De acordo com o banco Mizrahi-Tefahot, um dos principais de Israel, isso está custando ao governo o equivalente a US$ 2,5 bilhões por mês. O banco central advertiu que o impacto se agravará se o conflito durar mais tempo.

A conta financeira já é grande. As ações israelenses são as de pior desempenho no mundo desde o início dos combates. O índice referencial do mercado acionário de Tel Aviv caiu 15% em dólares, equivalente a quase US$ 25 bilhões. O shekel (moeda israelense) atingiu sua pior cotação desde 2012, apesar do anúncio pelo Banco Central de um pacote sem precedentes de US$ 45 bilhões para defender a moeda, que ruma a seu pior desempenho anual neste século. O custo das operações de proteção contra mais desvalorizações aproxima-se de seu limite. 

De acordo com o Escritório Central de Estatísticas de Israel uma em cada três empresas encerrou suas atividades ou está funcionando com 20% da sua capacidade produtiva desde a Operação Tempestade Al-Aqsa de 7 de outubro e impactou negativamente a confiança nacional israelense.

Mais da metade das empresas registrou quedas de receita que são superiores a 50%. As empresas situadas na região sul, mais próximas de Gaza, são ainda mais afetadas, com dois terços das empresas fechadas ou funcionando muito precariamente. Por outro lado, o Ministério do Trabalho de Israel anunciou que 764.000 cidadãos, perto de um quinto da força de trabalho, estão desempregados. Algo que derrubaria qualquer governo em uma situação política normal. 

A crise no comércio e no turismo de Tel Aviv

A Bloomberg calculou que o efeito econômico da atividade guerreira de Tel Aviv chegou a uma perda de quase US$8 bilhões até o momento, com mais US$260 milhões em prejuízos diários. O governo de Israel parece ignorar esta complicada conjuntura econômica pois não quer ou não pode interromper a matança em Gaza.O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, só se mantém no poder por continuar a destinar grande volume de recursos para os setores políticos ultras sionistas de direita, desviando-os da guerra. Recentemente Netanyahu distribuiu 14 bilhões de shekels (US$ 3,6 bilhões) para os cinco partidos políticos que estão representados no governo, e que consta que serão aplicados em escolas religiosas e e nos assentamentos judaicos ilegais na Cisjordânia ocupada.

O turismo, uma fonte de receitas muito importante para Israel, naturalmente sofre em uma situação de guerra. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) as viagens internacionais contribuem com 2,8% do PIB de Israel e geram cerca de 230 mil empregos, 6% da força de trabalho total. Em outubro registrou-se uma queda de 76% em termos anuais . Após 7 de Outubro os voos diários de saída e chegada no Aeroporto Ben Gurion caíram de 500 para 100.

A crise no setor de tecnologia

O setor de capital de risco de Israel registrou uma forte desaceleração desde o início das operações militares de Tel Aviv em Gaza. Essa desaceleração repentina provou ser um solavanco brutal na indústria de tecnologia de Israel, um dos setores econômicos mais importantes do país, ao lado da manufatura e do polimento e corte de diamantes. 

Em outubro, US$ 325 milhões em financiamento em 120 negócios foram investidos no setor de capital de risco de Israel. Esta é uma queda acentuada em relação ao financiamento de US$ 1 bilhão em 232 negócios apenas um mês antes, em setembro, de acordo com o IVC Research Center, com sede em Tel-Aviv. 

Com base em relatórios publicados pelo “think tank” Start-Up Nation Policy Institute (SNPI) de Tel Aviv pode-se constatar como a crise atinge o setor de tecnologia de Israel. Os dados dos relatórios apontam que 80% das empresas de tecnologia israelenses foram afetadas pelo agravamento da “situação de segurança” do país, enquanto um 25% das empresas registrou problemas tanto em recursos humanos quanto na obtenção de capital de investimento. Mais de 40% das empresas de tecnologia tiveram acordos de investimento adiados ou cancelados, e apenas 10% estavam esperando dificuldades ainda maiores de obter a efetivação de promessas da investimento. O quadro geral é de incerteza, adiamento de decisões de investimento e dificuldades de obter aportes de capital devido à instabilidade política em função da guerra, combinada com a recessão econômica mundial.

Outra razão para o fracasso do setor de tecnologia israelense é a exposição das vulnerabilidades do sistema de vigilância eletrônica em função da Tempestade Al-Aqsa . Esta operação da resistência palestina acarretou um declínio significativo nas receitas do setor de segurança cibernética de Israel, pois ela revelou fragilidades na capacidade de obter resultados que comprovem a eficiência dos sistemas de segurança cibernética de Israel. 

A dimensão sem precedentes da Tempestade de Al-Aqsa, que necessitou da mobilização de 360.000 soldados israelenses, com a reorientação de parte deste contingente para enfrentar o Hesbolá e a crise econômica resultante, impede a comparação com outras operações como a “Margem Protetora” do exército israelense em 2014. Nela, apenas 5.000 soldados foram mobilizados em uma ação militar da Força de Ocupação israelense que durou apenas 49 dias.

A Operação Tempestade Al-Aqsa alcançou sucessos surpreendentes, desafiando as medidas de segurança estabelecidas por Israel e potencialmente sinalizando o início de um desdobramento maior do projeto sionista de limpeza étnica. Os riscos para Israel nunca foram tão importantes. A economia colonizadora e imperialista de Tel Aviv, dependente da submissão dos palestinos, deixa vislumbrar um futuro de rápido declínio, não resistindo a esse desastre se o massacre dos palestinos durar muito tempo. H

O problema da Dívida

De acordo com o Financial Times, Israel tem acumulado bilhões de dólares em dívida nas últimas semanas visando obter recursos para seu esforço de guerra contra os palestinos em Gaza. Tel Aviv fez grandes acordos de negociação com investidores internacionais, tendo levantado pelo menos US$ 6 bilhões desde 7 de outubro. Isso inclui US$ 5,1 bilhões em três emissões de títulos, seis complementações com recursos de empresas, pelo menos US$ 1 bilhão de captação de recursos dos EUA e eurobonds. Muito destas operações envolveu emissão de títulos que não são oferecidos no mercado público, mas vendidos a investidores privados. 

Algumas das emissões de títulos de Israel são consideradas problemáticas no mercado de dívida, embora existam investidores nos EUA que dizem que estão prontos para emprestar dinheiro a Israel. Mas os bancos estão precificando juros muito altos sobre a dívida internacional de Israel, em função da guerra. O setor financeiro tem apresentado questionamentos sobre como a guerra afetará o crescimento e os níveis de dívida pública de Israel, e os subsequentes ratings soberanos. A experiência da derrota de Israel frente ao Hesbolá em 2006 é lembrada quando se tenta prever os danos causados ao PIB , que se espera sejam muito maiores do que os danos causados em 2006. Da mesma forma, o shekel sofreu um duro mergulho desde o início da guerra e está sendo relatado como uma das moedas de pior desempenho do mundo.

O JPMorgan reduziu drasticamente sua previsão econômica para Israel no quarto trimestre. O Produto Interno Bruto (PIB) do país pode encolher 11% em relação aos três meses anteriores, em meio à escalada da violência contra os palestinos. No início de novembro, o banco previa uma queda de 1,5%, mas as projeções iniciais foram consideradas “otimistas demais”.

Segundo o banco, avaliar o impacto da guerra na economia de Israel continua difícil, tanto devido à incerteza ainda muito alta sobre a escala e a duração do conflito quanto à falta de dados disponíveis. O banco também cortou suas projeções iniciais para o crescimento anual do PIB do país para 2,5%, em vez dos 3,2% anteriores. 

De acordo com o JPMorgan os conflitos anteriores de Israel, como a operação de 2014 contra o Hamas ou a derrota de 2006 perante Hesbolá, pouco afetaram a atividade econômica . No entanto, a guerra atual teve um impacto muito maior na segurança e na confiança internas. O número de mortos estimado em cerca de 1.200 israelenses já era muito maior do que durante os conflitos anteriores, enquanto o número de reservistas mobilizados já ultrapassou 350.000, o maior número da história de Israel e mais de 5% da força de trabalho do país.

Desde o início das operações de guerra, houve um aumento global no preço do petróleo e de ativos de reserva de valor, como ouro e prata. Há o temor que o conflito possa desestabilizar o Oriente Médio, especialmente se se espalhar para os países vizinhos, o que, por sua vez, afetaria toda a economia global.

A guerra testará a resistência econômica de Israel até seus limites. O governo informa que os déficits fiscais podem mais do que dobrar em 2023 e 2024 em relação às previsões anteriores. As agências avaliadoras de risco de crédito S&P Global Ratings, Moody’s Investors Service e Fitch Ratings emitiram alerta sobre a perspectiva dos títulos de dívida do país, o que os aproxima de um possível rebaixamento de nota pela primeira vez.

A queda no consumo

Os gastos das famílias declinaram abruptamente, causando grande impacto no consumo, que equivale a cerca de metade do Produto Interno Bruto (PIB). O consumo privado caiu mais de 30% nos dias subsequentes ao início das operações militares, em relação a uma semana média de 2023, de acordo com dados do Shva, um sistema de compensação de pagamentos. Os gastos com itens como lazer e entretenimento tiveram também um grande declínio e chegaram a diminuir 70%.

Israel tinha uma economia que vinha sendo puxada nos últimos 20 anos pelas exportações de tecnologia e pelas descobertas de gás natural em campos marítimos. O PIB per capita subiu para quase US$ 55 mil, ultrapassando os do Reino Unido, França e Alemanha. O crescimento econômico tornou positivas as contas do governo e trouxe anos de superávits na balança de pagamentos. Isso possibilitou que o Banco Central acumulasse cerca de US$ 200 bilhões em reservas internacionais, um aumento de cerca de sete vezes desde 2008. Estes bons resultados começaram a ser afetados pelos planos da coalizão de Netanyahu — da ultradireita mais radical na história de Israel — de enfraquecer o poder do Judiciário que desencadearam protestos em massa e começaram a afastar o investimento externo.

A crise do setor imobiliário

A atual situação do setor imobiliário dá mostras do que pode ser esperado no futuro. Ainda que tenha ocorrido a reabertura de alguns canteiros de obras, há uma falta muito grande de trabalhadores. O setor tem grande dependência da mão de obra de cerca de 80 mil palestinos que habitam a Cisjordânia, um território que foi submetido a um total fechamento de segurança desde meados de setembro e no qual as agitações tem aumentado desde o início dos ataques do exército de Israel e do bloqueio total na Faixa de Gaza.

A paralisação na construção e no setor imobiliário, que contribuem com 6% da arrecadação tributária do país, prejudicará a receita do governo e poderá desencadear uma nova alta nos preços de um mercado imobiliário que está entre os mais caros da Europa e do Oriente Médio.

Jordânia descarta acordo de água por energia com Israel

O ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi comunicou ao governo israelense que um acordo de troca de água por energia assinado com Israel não será mantido devido à brutal campanha de limpeza étnica de Tel Aviv em Gaza.

Concretizado em novembro de 2021 em Dubai sob o patrocínio dos EUA, o acordo de troca de água por energia estabelecia que Israel construísse uma usina de dessalinização na Jordânia em troca de eletricidade gerada por uma usina de energia solar da Jordânia construída por uma empresa dos Emirados Árabes Unidos.

Segundo as autoridades jordanianas, o que Israel está fazendo criou um ambiente de ódio em meio ao qual não pode haver relações comerciais e políticas normais e pacíficas. Na verdade, isto representa um recuo do governo jordaniano diante da atitude repressiva que adotou perante os protestos populares contra a matança de Israel. A pressão popular não cedeu e, pelo contrário, cresceu. Em função disso, o governo da Jordânia convocou seu embaixador em Israel.

O ministro das relações exteriores da Jordânia, em entrevista à imprensa, declarou que : “A agressão e os crimes de Israel em Gaza não podem mais ser justificados como legítima defesa. Tem matado civis inocentes e atacado hospitais”. “Se qualquer outro Estado tivesse cometido uma fração do que Israel está fazendo agora, teríamos visto sanções impostas a ele de todos os cantos do mundo”, acrescentou o ministro.

O acordo de cessar-fogo entre Israel e a resistência palestina

Segundo foi divulgado na imprensa, Israel aprovou no dia 21 de novembro um acordo de cessar-fogo com o Hamas que prevê a libertação de reféns detidos na Faixa de Gaza. A decisão se deu depois de uma série de reuniões entre o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e outras autoridades do governo.

Na 1ª fase do acordo, o Hamas deve libertar cerca de 50 mulheres e crianças israelenses detidos em Gaza, enquanto Israel deverá soltar aproximadamente 150 prisioneiros palestinos, a maioria sendo mulheres e menores, durante um cessar-fogo de 4 dias.O acordo também prevê que Israel permitirá a entrada diária de aproximadamente 300 caminhões de ajuda em Gaza, provenientes do Egito. Durante a pausa nos combates, também será autorizada a entrada de mais combustível ao território, segundo as autoridades israelenses. Na 2ª fase do acordo, a resistência palestina poderá libertar mais reféns, em troca de Israel estender o cessar-fogo.

O acordo representa uma vitória da resistência palestina liderada pelo Hamas, pois o governo israelense até pouco tempo atrás rejeitava veemente a ideia de um cessar-fogo. O exército israelense tem tido pesadas baixas, tanto em soldados como em equipamentos de guerra , na tentativa de invadir Gaza por terra. Esta situação não foi assumida pelas forças de ocupação, mas pode ser constatada pelo relato de uma alta frequência de sepultamentos de soldados nos cemitérios e pelos vídeos divulgados por Hamas do intenso bombardeio e destruição dos tanques de Israel. Certamente que a situação desastrosa da economia tem sua parte nesse claro recuo do governo. Por outro lado, tem havido frequentes manifestações contra o governo pelos próprios israelenses, além do desespero dos familiares pela libertação dos reféns.

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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