O correspondente Internacional número 144 trouxe um dossiê informativo sobre a Bielorrússia, um dos últimos países da antiga URSS que mantiveram ainda uma estrutura fortemente estatal. O presidente Lukashenko traz em seu governo várias conquistas que suportaram os avanços neoliberais na Europa e que englobaria a Bielorrússia. A tática de manutenção da industrialização estatal e estatização de setores estratégicos foram importantes na manutenção do bem estar social daquele país. A desindustrialização promovida pelo neoliberalismo passou em branco na Bielorrússia, que não deixou suas indústrias se desfazerem diante do assédio globalista das empresas imperiais. Diferentemente de grande parte das repúblicas soviéticas. O índice de pobreza da Bielorrússia é o segundo menor do mundo ultrapassando quase todos os países europeus. Cerca de 90 % da produção agrícola é coletiva e grande parte dos recursos da produção, cerca de 75% do PIB do país, vem da estatual. A terra é basicamente do Estado.
O correspondente informou sobre as negociações Aleksandr Grigorievitch Lukashenko com Yevgeny Viktorovich Prigozhin Segue a conversa na íntegra de Lukashenko e Prigozhin.
Lukashenko: Você matou alguém civil ou militar?
Prigozhin: Aleksandr Grigorievitch juro a você que não tocamos em ninguém e ocupamos o prédio do Estado maior.
Lukashenko: Isso era verdade, isso era muito importante, vocês ocuparam Rostov sem nenhuma morte. O que você quer?
Prigozhin: Eu Aleksandr Grigorievitchnão não peço nada, só quero que Shaigu ministro da defesa da Rússia e Gerasimov me sejam dados, preciso falar com Putin. Queremos justiça
Lukashenko: Ninguém vai te dar o Shaigu e nem Garasimov e além disso nem ninguém, além disso nessa situação você sabe que Putin não é menos do que eu e em segundo lugar ele não apenas não vai se encontrar com você e mesmo pegar seu telefone nessa situação seria impossível.
Prigozhin: Queremos justiça eles tem que nos ouvir, iremos para Moscou.
Lukashenko: No meio do caminho eles irão te destruir como insetos pensa sobre isso. Faça o que quiser, mas lembre-se todas as brigadas do exército estarão lhe esperando em Moscou, você lê os livros de história, vamos defender Moscou como em 1941 isso não é apenas por causa do nosso passado histórico, mas porque Deus me livre esse levante acontece em toda Rússia o impacto é colossal e seremos os próximos, a Rússia afinal de contas é grande defensora da Bielorrússia, se não fosse a Rússia o imperialismo teria esmagado a Bielorrússia como fez com a Iugoslávia, se isso fosse possível já teria acontecido.
Prigozhin concorda com as propostas de Lukashenko e o diálogo se encerra conforme informações da revista Comuna. Um fato relatado também pelo Cláudio Martini foi a questão da propaganda do Grupo Wagner em se promover diante da guerra na ucrânia.
Um fato importante denunciado pelo correspondente é que grande parte dos nazistas Ucranianos ainda estão intactos e isso deve-se a proteção estatal desses nazistas que colocam nas frentes de batalha a população ucraniana, os trabalhadores em geral. As convocações para as brigadas ucranianas têm sido forçadas pelo exército colocando grande parte da população destreinada nos campos de batalha para morrer.
O correspondente informa sobre a situação política geral da Europa e atualiza sobre as as questões dos levantes na França, muitos deles influenciados pela morte do menino Nahel, ao passo que o país enfrente dia e noite confronto com civis, reforços policiais cerca de 40 mil soldados tem sido concentrados nas cidades mais inflamadas, os caveirões da França tem sido queimados e atacados pela população civil com coquetel molotovs. A população em geral da França não está segura e a batuta do imperialismo na França coloca todos em risco.
O correspondente também informa das atuais tendências imperialistas como o nazi ambientalismo, referência a visita de Greta Thunberg à Zelenski. Utilização da bandeira LGBT (coloridos) como instrumento de manipulação política através da propaganda identitária, como os casos evidenciados de Patches bordados com a caveira Totenkopf símbolo tradicional do nazismo e das suas forças especiais, circundada a caveira pela bandeira ucraniana ela ostenta ao fundo a ideologia da bandeira colorida por detrás de tudo, como uma cereja do bolo.
O correspondente também informa sobre a terceira toma de Lima no Peru no dia 19 de julho e a população unida contra as mortes promovida por Dina Boluarte.