13,75%

Banqueiros mantêm a mesma taxa de juros: agora é guerra!

CUT e sindicatos precisam subir o tom e organizar uma mobilização grande e radical e Lula precisa se apoiar nos trabalhadores, caso contrário não conseguirá governar

Nesta quarta-feira (22), o Banco Central (BC) decidiu, após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), presidido por Campos Neto, presidente do órgão, manter a taxa dos juros em 13,75% ao ano. Esse é o maior nível da Selic desde janeiro de 2017, esta sendo a quinta vez seguida em que o BC não mexeu na taxa.

O anúncio do Copom vem após uma grande batalha entre Lula e a burguesia ligada ao capital financeiro, o chamado “mercado”. Desde a sua campanha eleitoral, o presidente afirma que lutará contra a ditadura do “mercado”, defendendo uma redução na taxa de juros. Até mesmo alguns setores da burguesia nacional criticam a taxa de juros do Banco Central, como é o caso da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Josué Gomes, presidente da organização, afirmou, em evento promovido na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na segunda-feira (20), que “A atual taxa de juros do Brasil é inconcebível”.

Finalmente, a política de juros de Campos Neto e dos banqueiros representa um verdadeiro estrangulamento da economia nacional. Os 13,75% ao ano tornam o governo cada vez mais refém da dívida pública, que já rouba mais de 50% do orçamento público para meia-dúzia de parasitas, dispostos a destruir o Brasil em prol de seus próprios lucros. Dessa forma, sobra cada vez menos dinheiro para que o governo possa investir em saúde, educação, no desenvolvimento da indústria nacional, em seguridade social e, no geral, em qualquer coisa que melhore as condições de vida dos trabalhadores.

Os banqueiros, principais interessados em uma taxa de juros crescente, estão pressionando com todas as forças que possuem o governo Lula e, com isso, não aceitam abaixar a Selic, apesar de essa ser a política do governo. Isso significa que os bancos não querem ceder nem um mísero centavo, que colocarão o peso da crise nas costas do povo.

Finalmente, Lula perdeu essa briga, pois não está com força política suficiente para se contrapor aos banqueiros. Na terça-feira (21), ocorreram atos em várias cidades do País contra a alta taxa de juros, contra a “independência” do Banco Central e por Fora Campos Neto. Uma iniciativa correta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), mas que não foi o suficiente, já que os atos foram pequenos.

É preciso ficar claro que, neste momento, Lula está sozinho. Está sendo amplamente sabotado pela burguesia, a começar por seus ministros direitistas. Simone Tebet, candidata da terceira via nas eleições de 2022, é a principal responsável pela pressão à direita que o governo sofre em seu interior. Afinal, ela é amiga dos banqueiros e, portanto, tentará obrigar Lula a adotar uma política econômica cada vez mais reacionária.

De fora, está Campos Neto que, empossado por Bolsonaro, consagra-se como inimigo número um do governo, usando cada oportunidade que tem para sabotar a administração e a política de Lula. “O Copom reafirma que conduzirá a política monetária necessária para o cumprimento das metas”, diz o comunicado do Banco Central, uma declaração de que Campos Neto é absolutamente fiel aos interesses dos banqueiros e dos especuladores e que não desistirá de jogar o Brasil na miséria.

Frente a isso, a CUT, os sindicatos, os partidos de esquerda e todas as organizações populares devem colocar força total na mobilização contra os banqueiros para conseguir derrotar a política lesa-pátria do Banco Central. Os próximos atos devem ser amplamente convocados, a CUT, principalmente, deve organizar ônibus de sindicatos para os próximos atos. Os bancários devem estar na linha de frente desse movimento e, junto ao governo, explicar ao povo os efeitos devastadores que a política do BC tem sobre o País.

É preciso agir urgentemente. Se a situação política continuar rumando na mesma direção, o governo Lula vai ruir por conta dos cavalos de troia que o cercam. Lula deve convocar a Central a lutar, mas esta também deve ter iniciativa. Acima de qualquer coisa, Lula deve se apoiar principalmente no povo, na mobilização dos trabalhadores e convocar toda a classe operária a tomar as ruas em defesa de seus próprios interesses.

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