Dia de Hoje na História

09/02/1849: Proclamada a republica em Roma

A tentativa revolucionária de derrubar a monarquia e unificar a Itália contou com o erro de acreditar nas instituições

Em 9 de fevereiro de 1849, ocorreu a Proclamação da República Romana, fruto de uma luta dura de revolucionários italianos para a instauração de um regime liberal na região da Itália. O principal líder da ação chamava-se Giuseppe Mazzini.

Na primeira metade do século XIX, havia na região da Itália um desejo de mudança dos regimes absolutistas que esmagava o povo e impedia o progresso da sociedade. Um dos principais anseios era o de unificar a Itália, que, apesar de compartilhar a mesma língua, aspectos culturais, como arte e literatura, se encontrava dividida entre reinos comandados por regimes monárquicos. 

Acontece que aquela região, assim como parte da Europa, começava a se movimentar em torno de um avanço econômico e industrial, e a divisão italiana freava o avanço econômico e social da população. Dessa forma, a unificação da Itália e instauração de um regime liberal começaram a tomar corpo e desejo em uma parcela daquela sociedade.

Nesse período, começou-se uma movimentação no sentido de organizar pessoas que pudessem mudar a situação política na Itália. Contudo, não se ia além de pequenas organizações secretas pouco populares. Ou seja, inútil para construir uma situação revolucionária que desse conta de resolver a situação.

Percebendo isso, Giuseppe Mazzini, que havia sido preso em 1831 pela repressão da época, organizou um grupo denominado “Jovem Itália”, que pretendia unificar a Itália e derrubar influências estrangeiras (principalmente austríacas), por meio de uma mobilização popular que alcançasse a massa popular em seu projeto político de uma democracia liberal.

Já em 1848, influenciados por revoluções em países como França, na Itália começou a haver focos de situações revolucionárias. A luta ganhou força e os revolucionários liberais começaram a adquirir condições para seus objetivos. Acontece que cometeram erros políticos importantes. O maior exemplo foi o do rei da Sardenha, Carlos Alberto, que tinha tendências liberais e procurava implementar reformas nesse sentido. Ele instaurou o parlamentarismo em seu reino e entrou em conflito com os demais reis. Acontece que logo foi derrotado por seus adversários e abdicou do trono em favor de seu filho, fugindo para Portugal, largando os revolucionários. Ou seja, a crença dos revolucionários em instituições monárquicas (ainda que com tendências mais liberais) mostrou-se como um grave erro político cometido pelas lideranças.

As forças revolucionárias, porém, não arredaram pé. A organização de Mazzini contava com o importante apoio de Giuseppe Garibaldi, notável figura militar que comandou forças revolucionárias tanto na Europa quanto na América do Sul (em destaque no Brasil). 

Em fevereiro de 1849, foi proclamada a República de Roma, que havia elaborado uma Constituição capaz de unificar a Itália. Nessa ocasião, os revolucionários cercaram o palácio onde o Papa Pio IX (que exercia importante papel político naquela época) morava. O Papa teve que fugir para Gaeta, outra região da Itália, e de lá entrou em contato com outras potências europeias para formar uma contrarrevolução.

A contrarrevolução na Itália foi comandada de fora, principalmente pela França, que já havia derrotado sua tentativa de revolução interna, com Napoleão III, sobrinho e herdeiro de Napoleão Bonaparte, no poder. As tropas francesas invadiram Roma, contando com a resistência das tropas de Garibaldi, Contudo, os franceses derrotaram a revolução em julho de 1949.

O movimento de Giuseppe Mazzini perdeu força a partir de então, e a grande maioria dos Estados italianos voltaram ao absolutismo.

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