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Golpe?

Uma suspeitíssima distorção entre as pesquisas e a votação do PCO

Durante a campanha, candidatos do Partido da Causa Operária apareceram com votações expressivas; já nas urnas...


Finalizadas as eleições de primeiro turno em todos os estados do Brasil, os senadores, deputados e alguns governadores foram definidos, enquanto a decisão de outros e do presidente acabaram ficando para o fim do mês.

Até o dia das eleições, que ocorreram no último domingo (02), o Partido da Causa Operária mobilizou seus militantes e simpatizantes para a distribuição de milhões de panfletos, conversando com centenas de milhares de pessoas sobre as questões do Brasil, a importância do apoio ao Lula para a classe trabalhadora e os candidatos do partido. Só em São Paulo, foram 2 milhões de panfletos distribuídos no período de 5 dias que antecederam o fim de semana que hospedou a “festa da democracia“.

Em prol dessa campanha popular, os institutos de pesquisa apontavam os candidatos do PCO com uma votação expressiva, variando, geralmente, de 1% a 3%. Ainda em SP, o companheiro Antônio Carlos, professor estadual e atuante no movimento sindical, também conhecido como Toninho, aparecia estável nas pesquisas com seus 3% de votos, oscilando ocasionalmente para 2% e 4%. Porém, no decorrer das apurações, percebeu-se que o resultado viria a ser diferente do constatado.

Com 13.280, cerca de 0,06% dos votos válidos, o resultado final de Antônio Carlos foi 50 vezes menor do que o número bruto esperado pelas pesquisas, apesar da massiva campanha de rua, nas portas de fábricas, terminais e estações. Mesmo após diversas figuras populares, como professores, sindicalistas e até estudantes indicarem o voto em Antônio Carlos, o companheiro obteve este resultado altamente discrepante.

Mas a surpresa não veio exclusivamente com Toninho para o senado de São Paulo. Ao redor do Brasil, diversos casos parecidos puderam ser constatados. Na Bahia, o candidato Cícero também aparecia com destaque para o posto de senador pelo seu estado, indo de 3% a 4% nas pesquisas de intenção de voto, mas apresentou uma votação final de 1.549 votos, simbolizando 0,02% dos votos, o que representa o dobro percentual de seu companheiro de chapa na Bahia, Marcelo Millet, candidato ao governo, que obteve 0,01% (846 votantes).

Outro caso curioso foi o de Lourdes Melo, no Piauí, tradicional candidata que viralizou nessas eleições por conta dos debates que participou. Nas redes sociais, não era difícil ver um reduto de pessoas que disse que votaria em Lourdes caso fosse do Piauí, ou lamentando não poder votar nela por não ser do estado. Nas pesquisas eleitorais, a candidata que obteve milhões de visualizações, engajamentos e compartilhamentos, além de ter encabeçado a luta contra o golpe em seu estado, obtinha 1% inabalável nas intenções de voto. Porém, na hora da apuração, obteve menos de 2.000 votos , expressando 0,1% do eleitorado – uma escala 10 vezes menor do que o esperado, em uma visão ainda conservadora.

Os números atribuídos à votação de cada candidato acima podem representar diversos itens e fatores específicos, mas não representam a realidade. Antônio Carlos, Cícero e Lourdes eram nomes cotados não só pela imprensa revolucionária de irem bem, mas pela própria imprensa capitalista – algo que definitivamente não os interessa. A distorção identificada entre as pesquisas e a votação obtida pelo Partido da Causa Operária é suspeita. Por que iria a imprensa burguesa impulsionar os candidatos do PCO?

A companheira Lourdes Francisco, candidata ao governo de Minas Gerais pelo PCO, obteve 0,02% dos votos, cerca de 10 vezes menos do que as pesquisas identificavam. No Paraná, estado que Sérgio Moro foi eleito, também tem exemplos para governador e senador.

Adriano Teixeira e Roberto França, ambos candidatos únicos para seus respectivos cargos, apresentavam com uma estabilidade eterna a intenção de 1% de votos, o que não permaneceu no resultado final. Adriano obteve 0,03% dos votos; a metade de Roberto, que emplacou 3.500 votos segundo o TSE, simbolizando 0,06% dos votos válidos.

O caso se repetiu com figuras também tradicionais do Partido. Em Volta Redonda, Luiz Eugênio, candidato a governador, é amplamente conhecido, sobretudo na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), mas teve um votação ínfima. Jairo Palheta, candidato do PCO ao governo do Amapá, também fez uma massiva campanha de rua, pontuando dez vezes mais na intenção de votos do que na apuração.

A enorme divergência entre as pesquisas e a votação que o Partido da Causa Operária obteve é suspeita. O apoio que o Partido recebe pela classe trabalhadora em suas pautas populares vem sendo sentido, contabilizado e até noticiado pela imprensa capitalista, mas não pode ser conferido quando olhado exclusivamente à votação recebida pelos seus candidatos ao governo, ao senado e aos cargos de deputado federal e estadual. A suspeitíssima relação das pesquisas com os resultados entregues pela urna eletrônica se dão pela disparidade enxergada não em um, dois ou três estados, mas todos que o PCO possuía candidato e pontuava nas intenções de voto.


COTV

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