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Análise Política da Semana

Um golpe armado dentro do governo Lula

ALERTA: a militância do PT deve ficar de olho em Flávio Dino, Silvio Almeida e seus nomeados

Na Análise Política da Semana deste sábado, dia 24 de dezembro, Rui Costa Pimenta comentou sobre os principais acontecimentos da semana, em especial sobre, como classificou, “um primeiro retrocesso” no governo Lula. Confira os principais temas da Análise e falas do companheiro Rui sobre a nomeação dos Ministros de futuro presidente Lula, questões internacionais e quentes polêmicas com a esquerda;

Flávio Dino: um governo que nasce sitiado

Algumas indicações do governo Lula são uma notícia desastrosa. Uma crise que se instaura dentro do governo. Essa crise se deu, principalmente, em torno da figura do Flávio Dino. Rui explicou que conforme o PCO já havia avaliado, Flávio Dino tem dois defeitos e nenhuma qualidade.

“Primeiro que ele era um cavalo de troia no ministério mais sensível no sentido da possibilidade do golpe de estado. Ele não é uma pessoa de confiança, de esquerda, progressista. Ele, na verdade, é um político burguês, e que diante de uma crise que envolva o conjunto da burguesia ele não vai combater o conjunto da burguesia.” 

“Em segundo lugar nos assinalávamos outro problema muito grave. O ministério da justiça cuida de uma questão que talvez seja a questão mais candente no Brasil, depois da fome, o problema do sistema judiciário, policial e prisional.”

De acordo com Rui, se tivéssemos que condensar o problema da opressão da população seria justamento no problema da justiça. A repressão mais intensa na sociedade contra os pobres vem da violência policial e dos juízes carrascos que jogam as pessoas na cadeia.

“A repressão é intensa contra a população pobre, em todos os sentidos. Os pobres não têm direitos. A polícia para qualquer pessoa a qualquer hora na rua, agride, revista, prende sem causa, deixa as pessoas presas, as pessoas são presas de forma sumária, etc”

Se fala muito hoje sobre o problema do racismo, mas muito do é dito sobre o racismo no Brasil, como Rui explica, se deve justamente ao caráter extremamente repressivo do sistema político brasileiro.

“A maioria dos casos de racismo se refere a atitude da política com a população negra. Se refere a incursão violenta da política nas favelas, a política de assassinatos sistemáticos da polícia militar em todos os lugares. Isso é um sistema monstruoso cujo arremate é o sistema penitenciário nacional, onde as pessoas são empilhadas como se eles estivessem em um navio negreiro… É um dos piores sistemas penitenciários do mundo, uma verdadeira sucursal do inferno.”

Sendo assim avaliado previamente pelo PCO, Flávio Dino decidiu provar

que o partido estava absolutamente certo. Primeiro, ele nomeou para chefiar a PRF um lavajatista de carteirinha, Edmar Camata. Logo, voltou devido a uma reação imediata do PT, mas, como se não bastasse, nomeou um coronel que participou do massacre do Carandiru, Nivaldo César Restivo, para Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Veja o que Rui Costa Pimenta falou sobre:

“No quesito do golpe de estado, ele nomeou para PRF um dos algozes do presidente para participar do governo, um dos golpistas que prenderam o Lula… A PRF é estratégica, tem o poder de bloquear as estradas e, portanto, é uma peça chave do sistema repressivo no Brasil. Logicamente, por sorte, até mesmo dentro do PT, o qual é um partido que costuma aceitar essas barbaridades aí sem muito protestar, houve uma chuva de processos e ele foi exonerado antes de assumir o cargo.”

“Em uma segunda façanha ele nomeou justamente para a chefia do sistema penitenciário brasileiro uma pessoa envolvida em um dos piores massacres de presídios da história brasileira. Um policial da rota, uma polícia conhecida por ser de extermínio, um dos organizadores da operação do Carandiru que resultou na morte de, até onde se sabe, 111 presos.”

A história é ainda pior no caso deste coronel:

“A gente deveria esperar que diante da enormidade que aconteceu lá, que a polícia entrasse e procurasse colocar panos quentes, mas os relatórios policiais indicam que não. A polícia militar entrou no presídio e se colocou em uma política de repressão e tortura dos presos. Nesse momento a tropa estava sob comando deste cidadão. Essa pessoa é o exato oposto de uma política de esquerda no quesito dos presídios.”

Afinal, o que representa Flávio Dino no governo Lula? Rui esclarece que ele não é nada mais do que um golpista, braço do PSDB, disfarçado no partido laranja de uma parte dos tucanos, o PSB. Estas figuras, como Dino, Alckmin, França, são infiltrados no governo. De acordo com Rui, os indicados de Dino não são “pessoas que procuram demolir esse sistema prisional que existe no Brasil e pessoas de confiança do governo Lula”

Mesmo com a situação extremamente complicado, Rui propõe uma saída:

“A única solução aceitável era a saída do Flávio Dino e, em seu lugar, colocar uma pessoa de confiança, que diante de uma tentativa de golpe, pudesse ter um controle dessa situação, ao contrário do que aconteceu com o golpe de 2016. Com o Flávio Dino, Lula tem um golpe de estado armado dentro do governo. Colocar toda a polícia na mão de Flávio Dino é um perigo. Policia Federal, PRF, Força Nacional de Segurança, isso sem falar em todo o serviço de inteligência sobre o controle das forças armadas. “

Silvio Almeida: direitos humanos contra os humanos

Assim, o governo já nasce como um governo sitiado, Rui avisa a militância do PT a estar muito atenta para as ações de Dino e seus indicados. Mas a crise não para por aí.

Silvio Almeida foi indicado para o ministério dos direitos humanos. Diferente das indicações de Dino, ele tem um caráter mais esquerdista e, portanto, a esquerda não o critica. Porém, de acordo com Rui, essa é uma cobertura totalmente falsa.

Como argumento, Rui conta explica que em primeiro lugar ele é um advogado ligado ao IREE, instituto ligado a CIA. O presidente do PCO convida todos a irem à página do IREE, “lá aparece a Global Americans, fachada da CIA, e o NED, a CIA propriamente dia. Ele pode não ser uma agente de carteirinha da CIA, mas que ele está ligado a Cia, sobre isso daí não pode haver dúvida. Colocar uma pessoa como essa no governo, um que passou sobre a experiência do golpe de estado… é uma imprudência.” 

Além disso, Rui alerta que ele é Chefe da Instituo Luis Gama e, em suas investigações, Rui revela o verdadeiro caráter de tal Instituto. De acordo com uma declaração de Julio Santos, diretor do instituto, o aumento da pena sobre a injúria racial é uma conquista do povo negro. A proposta para o governo é o aumento da pena de 1 a 3 anos para 2 a 5 anos. 

Sobre isso, Rui comenta:

“Bom, aí nos já podemos tirar qual é a política de direito humanos. É a política de colocar mais gente na cadeia possível, seja pelo motivo que for. Se colocar gente na cadeira é uma política de direitos humanos, não da para entender o que as pessoas chamam de direitos humanos. Tudo bem, direitos humanos é uma coisa que a burguesia criou, não é propriamente uma política revolucionaria, mas mesmo assim, deveria ter um critério mínimo. Colocar pessoas na cadeia, aumentar as penas no Brasil, é uma medida contra as pessoas, de esmagamento das pessoas pobres. Quem vai para cadeia são os pobres.”

De fato, os ricos podem pagar advogados e driblar o judiciário. Mas os pobres, alvo das polícias e do juízes, são os presos com o aumento das penas. Como Rui disse: “A política de direitos humanos vai ser contra os direitos humanos, vai ser para colocar os humanos na cadeira.”

Rui ainda comenta sobre a incrível histórico de Sílvio Almeida na luta do povo negro:

“Ele foi contratado na época em que um segurança de supermercado matou um negro a pretexto de que o cidadão estava roubando alguma coisa, ele foi contratado para resolver o problema do racismo estrutural na sociedade. O que ele fez? Ele deu uma boa demão de tinta na fachada do supermercado e foi embora. Deixou a coisa exatamente como estava.”

Para Rui, a situação é terrível, desastrosa para o governo Lula. 

“O Ministério dos direitos humanos vai aprovar a lei de aumento das penas, o cidadão que controla a polícia vai colocar o cara em cana, e o sujeito do Carandiru vai lá e vai matar ele na prisão.”

Outros temas abordados

Rui comentou também sobre temas importantíssimos do panorama internacional, da campanha suja da imprensa burguesa contra os ministérios de lula e da ideologia identitária.

Se quiser saber a opinião do Partido da Causa Operária sobre a visita do presidente da Ucrânia aos EUA, recebido como herói pelo imperialismo, ou sobre a verdadeira faceta da guerra na Ucrânia, e porque o PCO dá apoio incondicional a Rússia e a todos os países contra o imperialismo,  não deixe de assistir à Análise de do dia 24.

Além disso, Rui comentou sobre a intensa campanha identitária da imprensa burguesa contra os ministérios de Lula. A Folha de São Paulo chegou a chamar o Ministério de Lula de Ministério de homens brancos.

“Essa política é a política da Folha de são Paulo, um jornal dos banqueiros. O dono do jornal é um banqueiro e este jornal tem se transformado o porta-voz dos banqueiros.”

Rui explicou, de maneira imperdível, que toda essa história da cultura woke e do identitarismo, exemplificando com o caso recente dos atos contra a transfobia na UnB é um “pega trouxa”.

“O inimigo não é o homem branco, o inimigo é o dono e própria Folha de São Paulo, os detentores de dinheiro… A ideia de que o inimigo é homem branco é uma ideia para tirar totalmente de foco a luta de classes, ou seja, a luta da classe trabalhadora contra a classe dominante.”

Se você ainda não assistiu, assista à Análise Política da Semana do dia 24 de dezembro. Acompanha a principal análise de política da esquerda e prepara-se para a luta política.

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