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Analise Política na TV 247

“Somos, sim, assassinos de falsas reputações”

Rui Costa Pimenta fala das questões políticas mais recentes e também sobre as polêmicas que permearam a semana


O presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, em sua esperada Análise Política, programa transmitido pela TV 247, e também simultaneamente pela COTV, fez, nessa terça-feira (15), sua costumeira análise sobre os principais acontecimentos nacionais e internacionais.

Logo de início, Rui Pimenta foi confrontado por Attuch com uma polêmica. Uma nota emitida por entidades judaicas autodenominadas progressistas acusaram-no de “antissemitismo” com base no vídeo da última Análise Política da Semana, veiculada no último sábado (12) na COTV.

Eu acho essa nota totalmente absurda…Como poderia um partido de esquerda ser negacionista do Holocausto?”, disse Rui ao mesmo tempo em que enumerou vários argumentos para justificar sua posição a respeito. Segundo ele, o PCO é um partido de esquerda com 40 anos de militância pela liberdade de expressão, pela liberdade religiosa e pela defesa radical de todas as reivindicações democráticas. Além disso, considerou que o PCO é um partido marxista-trotskista, sendo que Marx e Trótski eram judeus. “O clima que se abriu com o caso do Monark, esse clima de histeria, é que leva a isso. E isso é um abuso”, analisou Rui Costa Pimenta. “Se a coisa continuar assim, nós não vamos poder discutir mais nada. E a coisa está indo assim mesmo”, acrescentou, em tempo que citou passagens da análise de sábado (12), quando fez uma explanação quanto aos conflitos entre o Estado de Israel e os árabes e palestinos, onde também pontuou a existência de um poderoso lobby da burguesia judaica dos Estados Unidos e dos demais países associados ao imperialismo

Na sequência, o tema do programa seguiu pela defesa do presidente do PCO quanto a outras acusações de que tem sido alvo, como racismo, homofobia, misoginia etc. ”Essa ideologia possui um fundo fortemente totalitário”, afirmou Rui. “Eu acho que é a comprovação do problema que tem essa ideologia, que a gente poderia dizer, não só identitária. Nos Estados Unidos, ela vem sendo chamada de ideologia Woke, que é um novo tipo de método de ação para a luta dos negros, mas que está se espalhando para um monte de outras coisas”…”Eu sou a favor da luta do negro”, disse em outra passagem sobre o assunto. Nesse sentido, deixa entrever que a defesa firme da liberdade de expressão seria o real motivo dessas acusações. “O identitarismo é uma espécie de polícia do pensamento. Você não pode pensar determinadas coisas, senão você vai ser perseguido”, disse. “E as organizações identitárias estão sendo todas financiadas pelo imperialismo”, completou.

Quanto a questão da crise Rússia-Ucrânia, Rui teceu vários comentários sobre o desenrolar dos eventos. “Os países europeus não apoiaram a operação dos Estados Unidos, com exceção da Inglaterra, por que eles viram nisso daí um problema muito grave”, ponderou. “Temos que lembrar que a Ucrânia é um país que se aproxima da Europa dita ocidental. Mais um pouco e se está na Alemanha. Depois há problemas econômicos como o suprimento de gás. Putin explorou essa brecha entre os dois imperialismos, Europeu e Norte Americano”, completou.

Outro ponto que foi abordado por Rui Costa Pimenta diz respeito à posição de Lula quanto à invasão da igreja do Rosário em Curitiba. “Achei a posição dele perfeita, exatamente o que eu acho. Não tem que invadir igreja, tem que respeitar a religião dos outros, portanto tem que respeitar o local onde a pessoa pratica essa religião, mas o fato do rapaz ter invadido a igreja não é também um grande crime, ele não foi lá pra depredar a igreja, foi um pequeno erro que pode ser resolvido com um pedido de desculpas sério e honesto. A posição de Lula nesse sentido é muito boa. Ele procura manter uma posição equilibrada em relação ao problema do identitarismo”, disse.

Questionado sobre mais uma polêmica que envolve o seu nome enquanto presidente do PCO como também contra o seu partido, Rui Costa Pimenta respondeu a pergunta de Attuch sobre as afirmações do youtuber Jones Manoel, que o acusou de ser um “assassino de reputações” e também quanto à acusação de que o Partido da Causa Operária seria financiado por um milionário árabe.

Quanto à questão do “assassinato” de reputações, Rui afirmou que, “Ele (Jones Manoel) está certo, o PCO é um ‘assassino de reputações’ mesmo, ele só esqueceu de acrescentar que nós somos ‘assassinos’ de falsas reputações”. Para exemplificar tais afirmações, Rui Pimenta acrescentou: “O Ciro Gomes quer se apresentar como sendo mais a esquerda do Lula. Nós, num certo sentido ‘assassinamos’ a reputação dele com uma série de declarações, análises etc.”. E continuou: “Aí vem o Boulos. Não é que ele quer se apresentar como a esquerda do Lula, é o novo Lula. Aí o cidadão é financiado por dinheiro que vem diretamente da CIA. NED, Global Americans, etc. Uma parte expressiva de nosso trabalho é liquidar essas falsas reputações”, afirmou Rui com mais um exemplo.

A última questão apresentada durante o programa pedia considerações sobre a decadência ideológica atual e a decadência da burguesia. “A democracia burguesa, não a democracia burguesa ideal, mas a que existe de fato, por exemplo, nos Estados Unidos, atravessa a maior crise de sua história. Veja-se que o Partido Republicano foi liquidado por dentro pelo Trump e o Partido Democrata, suando muito, ganhou essa eleição com um candidato tradicional direitista. Há um esfacelamento desse regime político, uma decadência completa”, disse Rui.

Vamos ver o que acontece na eleição francesa. O Macron provavelmente vai ganhar, mas nós vamos ver que a situação vai ficar muito feia. Na Alemanha nós já estamos vendo, na Espanha a extrema-direita está ganhando terreno. A burguesia está percebendo que ela não consegue controlar a situação através dos métodos pseudo-democráticos tradicionais. Então ela está apelando para uma ideologia antidemocrática”, acrescentou ainda para ilustrar bem suas ponderações.

Quando as pessoas tiram do túmulo uma pessoa como Karl Popper, – que não podemos tolerar os intolerantes – já significa que a democracia tradicional já está seriamente comprometida. E a esquerda, como está muito atrelada ao imperialismo, vai entrando nesse negócio anti-democrático”. Nesse contexto, Rui expôs que a burguesia, com isso tudo, está decretando a falência da democracia por estar perdendo o controle do regime político. E que, após isso, lançaria mão de um regime de força tipo fascista, exatamente como ocorrido no passado.

Por fim, Rui sugeriu a leitura do livro “Revolução e Contra Revolução, de Leon Trótski, que fala sobre os acontecimento históricos da Alemanha pré-nazista a fim de que as pessoas possam obter um maior conhecimento sobre os acontecimentos políticos daquela época, a qual, em sua opinião traz uma clara similaridade com o momento atual.

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