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Ron DeSantis

Rival de Trump está envolvido com torturas em Guantánamo

O pico da tortura foi a partir e durante o período em que DeSantis atuou no local. A principal tarefa do republicano era “encontrar as fraquezas” dos prisioneiros para “apertá-los”


As eleições de meio de mandato, que ocorrem entre as eleições presidenciais, acabaram de ocorrer nos EUA, com uma vitória folgada dos republicanos. O trumpismo está em alta, mesmo com toda a campanha e censura contra o ex-presidente de extrema-direita, Donald Trump. A crise política no seio do imperialismo se agrava. Frente a isso, o chamado establishment busca um substituto para Trump dentro do partido Republicano, e a imprensa imperialista agora apresenta o atual governador da Flórida, Ron DeSantis, como candidato de destaque à próxima corrida presidencial no país, em 2024.

O novo cotado do imperialismo, porém, tem um passado obscuro nas forças armadas, que está vindo à tona. Apresentado como uma nova figura extremamente popular no partido Republicano, inflado pela imprensa imperialista nos EUA, DeSantis tem envolvimento com torturas, e não é um envolvimento indireto, ou mesmo de tipo primário.

Organizador de torturas

Na infame prisão de Guantánamo, base militar dos EUA em território cubano, Ron DeSantis teve atuação de destaque nas torturas pelas quais a base é notória. Apresentado como mais um político tradicional, DeSantis é o típico caso do “mal menor” que é, na realidade, um mal bem maior.

Segundo Mansoor Adayfi, de origem iemenita, que ficou preso em Guantánamo, em entrevista ao podcast Eyes Left (olhos à esquerda, em tradução direta), ele foi torturado pelo próprio Ron DeSantis, quando este lá “trabalhava”. A função oficial do atual governador da Flórida era “garantir os direitos humanos dos detidos”, uma fachada.

Ainda de acordo com Adayfi, o pico da tortura foi a partir e durante o período em que DeSantis atuou no local. A principal tarefa do republicano era “encontrar as fraquezas” dos prisioneiros para “apertá-los” melhor, ou seja, garantir a violação dos direitos dos detentos no mais alto grau. Ele disse que DeSantis não só intensificou as torturas, como sentou, assistiu e riu, durante as sessões de brutalidade.

Em 2005, os prisioneiros entraram em greve de fome, com mais de 500 adesões. A greve de fome estava sendo um problema para o governo Bush, que levou uma série de agentes especialmente brutais para quebrar o movimento. DeSantis se passava por um oficial amigável, para conversar com os presos e descobrir como piorar o sofrimento infligido a eles.

Para quebrar a greve de fome, os alimentaram forçadamente pelo nariz com um suplemento nutricional líquido, chamado Ensure: “Ron DeSantis estava lá nos observando. Nós estávamos chorando e gritando. Estávamos amarrados à cadeira de alimentação. E aquele cara estava assistindo a isso. Ele estava rindo.” A alimentação forçada é classificada como um ato de tortura e proibida por diversas convenções internacionais.

O iemenita relata ainda que os presos eram forçados a ingerir quantidades de suplemento nutritivo maior do que seus corpos eram capazes de lidar e, portanto, vomitavam durante a tortura. Segundo ele, chegou a vomitar literalmente na cara de DeSantis.

Essa “alimentação” era ainda suplementada com o uso de laxantes, e os prisioneiros eram ainda colocados em confinamento solitário. Durante o processo, os tubos de “alimentação” levavam os presos a sangrar pelo nariz e pela boca. Todo o processo era acompanhado por espancamentos, todos os dias e durante os dias inteiros. O uso de spray de pimenta, e outro método de tortura, a privação de sono, mais a alimentação forçada, quebraram as greves de fome em uma semana. As privações de sono, o uso de spray de pimenta e os espancamentos duraram três meses.

Sobre Ron DeSantis: “Quando eu estava gritando, olhei para ele, e ele estava sorrindo. Como alguém que estivesse se divertindo,” e “Aquilo chocou a todos nós“, disse.

Sobre o papel de DeSantis na identificação de como melhor torturar os presos, ele se utilizou das reclamações da privação de sono, dos barulhos que os presos ouviam à noite, para intensificar os barulhos intencionais. Um ponto de explicação: é comum nas torturas cometidas pelo imperialismo o uso de algo como alarmes sonoros nas celas, para impedir que os presos durmam, espancamentos também são utilizados para esse fim.

As queixas sobre a carne na comida do presídio para DeSantis, pois que os prisioneiros, enquanto muçulmanos, comem comida Halal, com um preparo especial, levou a que a carceragem misturasse carne em toda a comida. Mansoor Adayfi ressaltou que o atual político estadunidense não era apenas um oficial de baixo escalão que foi rotacionado para a base, mas que foi levado especificamente num momento de crise, para lidar com ela.

Temos com Ron DeSantis mais um típico candidato do imperialismo, mais um chamado “mal menor”. Um verdadeiro monstro da burguesia internacional, que ela busca impor aos eleitores dos EUA. Uma farsa completa.

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