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Campanha Salarial

Por um rumo de luta na Campanha Salarial dos Bancários

É preciso reverter os rumos da atual campanha salarial dos bancários, colocar como reivindicações centrais, além do reajuste salarial, a reposição de todas as perdas da categoria


Os mais de 450 mil bancários de todo o país se encontram em mais uma campanha salarial convivendo com uma situação ainda mais dramática do que nos anos anteriores.

As seguidas medidas econômicas do governo pró-imperialista de Bolsonaro nada mais são do que mecanismos de utilização do Estado para a crescente transferência de fabulosos recursos para os grandes banqueiros e capitalistas nacionais e internacionais, num processo de ataque às já precárias condições de vida das massas, só vista nos famigerados governos de FHC (PSDB) na década de 1990. Esse processo está conduzindo a maioria da população a níveis de pobreza e miséria nunca vistos, ao rebaixamento dos salários, desemprego em massa, matança de crianças, negros, índios etc.

A categoria dos bancários, em virtude de suas características numérica, nacional e sua natureza central na economia capitalista na atual etapa, pode deslanchar um importante movimento nacional de luta, unindo-se inclusive ao conjunto da classe, contra o governo golpista e os grandes capitalistas. Somente uma luta unitária dos bancários nacionalmente por suas reivindicações poderá abrir perspectiva de reversão do atual quadro.

No entanto, a política de capitulação das direções sindicais, não está sendo impulsionada uma campanha salarial realmente de luta pelas reivindicações da categoria bancária. Essa política se materializa na falta de uma verdadeira mobilização dos trabalhadores, armando os bancários politicamente, desde o início da campanha salarial, contra os seus inimigos históricos. Os banqueiros ao longo de décadas vêm desfechado uma ofensiva gigantesca contra os trabalhadores. Uma categoria que já teve um contingente de quase um milhão de trabalhadores, na década de 1990, hoje conta com apenas um pouco mais de 450 mil, fruto de um a política de massacre às condições de vida dos bancários. Os seus salários, nem falar! Hoje o vencimento de um bancário sequer supre as necessidades básicas de uma família de trabalhadora e, na maioria dos casos, esses mesmos bancários, são obrigados a recorrer aos agiotas oficiais e não oficiais para poderem pagar as suas contas.

O que se viu, desde o início da campanha deste ano, é que não houve um verdadeiro impulsionamento de uma campanha salarial realmente de luta pelas reivindicações da categoria. Ao invés de mobilizar por uma campanha real, buscam acordos com as direções dos principais bancos, via Fenaban e, quando se vêm frustradas as “benditas” negociações, ao invés de chamar a categoria ir às ruas, convocam os trabalhadores para assembleias virtuais, sem qualquer conteúdo de massas.

A atual campanha está reduzida apenas à negociação dos índices de reajuste salarial que, cá pra nós, não reajusta nada. Os 5% de ganho real, reivindicado pelas direções, é apenas um melzinho para adoçar a boca no neném, sendo que as perdas da categoria passam dos 100% e, se comparado aos lucros dos banqueiros, vira uma brincadeira de criança. Só no ano passado, os bancos faturaram a bagatela de R$ 132 bilhões de lucro líquido, enquanto que esses mesmo bandidos oficializados reajustaram os salários dos seus funcionários em apenas 0,5%, ou seja, nada!

É necessário reverter os rumos da atual campanha salarial. É preciso colocar como reivindicações centrais, além do reajuste salarial, a reposição de todas as perdas salariais, reajuste automático dos salários toda a vez que a inflação atingir 3%, estabilidade no emprego, salários de ingresso de R$ 7 mil, fim das terceirizações, não às privatizações.

Para isso, é necessário constituir uma Frente de Luta e a criação de Comitês de Luta em todos os locais de trabalho. A criação de um Comando Nacional dos Bancários, eleitos pela base, para organizar as mobilizações e a greve da categoria, nacionalmente, para que essas reivindicações sejam atendidas pelos patrões. Somente a luta, nas ruas, poderá barrar a ofensiva reacionária dos banqueiros.

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