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Pressão contra a Seleção

Perseguição a Neymar volta com tudo para sabotar Brasil na Copa

Somente pessoas ingênuas poderiam acreditar que acusações contra Neymar às vésperas da Copa são coincidências


O Brasil, favorito para ganhar a Copa do Mundo de 2022, no Catar, sofre nova perseguição à equipe nacional. A Seleção Brasileira de futebol corre o risco de não poder contar com seu principal jogador, o melhor do mundo, Neymar. O atacante passa por julgamento na Espanha neste mês de outubro, faltando um mês para a competição.

O teor do julgamento seria a já recorrente “corrupção” — sobre um fato ocorrido em 2013 — utilizada pelo imperialismo para dar golpes em toda a América Latina e pelo mundo e, agora, para buscar retirar o principal jogador de futebol do planeta do campeonato mundial. A um mês da Copa, o julgamento teve início, suposta coincidência, algo impossível de acreditar. O que busca a acusação é a prisão do jogador, membro da Seleção Brasileira, em outro país, a Espanha, um ataque por si só ao Brasil, sem nem considerar a iminência da Copa do Mundo. Mais, caso condenado, mas não preso, ou seja, caso cumpra pena em liberdade, Neymar ainda assim não poderá jogar a Copa, uma aberração jurídica e ataque frontal à soberania nacional do Brasil.

Enquanto a esquerda pequeno-burguesa faz chacota do PCO por defender o futebol nacional, o imperialismo leva a questão bastante a sério e procura desestabilizar a Seleção favorita do campeonato atacando frontalmente seu principal jogador, numa manobra que, a esse ponto, só pode ter um sentido político. O julgamento ocorreu no dia 17 e seguirá no dia 31 de outubro, e a Copa do Mundo inicia no dia 20 de novembro, menos de um mês entre os dois.

A acusação

Neymar é acusado de algo que teria ocorrido em 2013, em sua transferência do Santos para o Barcelona. A empresa de investimentos DIS acusa fraude na declaração dos valores da compra do jogador pelo Barcelona, e pede 5 anos de prisão, enquanto a promotoria espanhola pede 2 anos de prisão e multa de 10 milhões de euros. A empresa DIS comprou 40% dos direitos do jogador quando ele tinha 17 anos, por 2 milhões de euros, e alega que a venda para o Barcelona foi abaixo de seu valor de mercado, para reduzir o repasse que ela receberia. O valor na época foi de 57,1 milhões de euros.

Além de Neymar, estão sendo julgados também os dois clubes, Santos e Barcelona, além de seus ex-presidentes. Do Barcelona, Josep Maria Bartomeu e Sandro Rosell, e, do Santos, Odílio Rodrigues.

Nova campanha contra o futebol nacional: é preciso defendê-lo

O futebol brasileiro vem sendo atacado de maneira recorrente. Em concursos políticos, como a Bola de Ouro, os jogadores brasileiros são repetidamente reduzidos no que seria uma avaliação independente. A imprensa nacional joga lama na Seleção e em seus jogadores de destaque repetidamente, como é o caso de Neymar, o melhor do mundo, atacado de maneira reiterada.

O objetivo é não meramente levar o Brasil a perder campeonatos, pela desmoralização dos jogadores, mas desmoralizar a população do País como um todo. O povo brasileiro, para ser dominado como necessita o imperialismo, não deve ter qualquer aspiração. Como escravos, os trabalhadores brasileiros não devem poder sequer erguer a cabeça durante o campeonato de futebol, uma das maiores festas do mundo, que é a Copa. Para a burguesia, a submissão deve ser total.

Também o lado econômico, o mercado de produtos esportivos, a propaganda no esporte, tudo deve estar controlado inteiramente pelo imperialismo. O Brasil não pode ser o País do futebol, um país atrasado deve aspirar à Europa, com seu futebol mecânico, sem graça, chato, e chamado de “técnico”. Técnico é o futebol brasileiro, o futebol arte, bonito, com passes e dribles que desenvolvem mesmo o esporte e são proibidos pelas federações quando estas conseguem intervir. Querem um futebol manso, controlado, um futebol nobre, não do povo, do trabalhador sofrido, mas um futebol para as elites.

O futebol é o esporte mais popular do planeta, pode ser jogado com uma bola de meia, com uma latinha, uma castanha caída, é o esporte acessível a todos. Gols podem ser feitos com duas pedras, não é necessário usar calçados ou mesmo ter um piso adequado, seja ele qual for. Campos de terra espalhados pelo País, terrenos baldios e até mesmo a rua servem de quadra. O futebol é o esporte do trabalhador, deve ser defendido como tal. E o futebol brasileiro, como expressão máxima desse fato, deve ser ainda mais defendido, pois é por meio do ataque ao nosso futebol que atacam o futebol como esporte e arte de conjunto e, com isso, atacam a classe operária.


COTV

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