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Direto ao ponto

O trotskismo é o único leninismo

Fundador do Exército Vermelho deixou como legado a defesa viva da revolução proletária internacional


Em um esforço contemporâneo de difamação barata do trotskismo, uma dupla de youtubers decidiu transmitir uma conversa de título “O que é Leninismo? Trotskismo é ‘Leninista’?”. Participaram do pretenso debate um cidadão autoapelidado de “Froggy”, egresso da UJC/PCB, e um tal de Ian Neves, um sósia do cantor Lobão dos anos 2000 filiado à Unidade Popular pelo Socialismo (UP).

A transmissão se divide em duas partes igualmente sofríveis. Na primeira, Froggy anuncia que vai explicar o que seria o “marxismo-leninismo”… mas acaba frustrando o expectador. Por razões óbvias, alguém que se aventure a tratar do assunto deveria saber o que é o marxismo, para então passar à definição do “marxismo-leninismo”. Froggy, no entanto, pula fora e foge olimpicamente da questão:
“Peço desculpas porque marxismo, em si, falar só sobre marxismo daria uma live, um curso completo só sobre o que é marxismo. Tem, tipo, análises super profundas para explicar o que é marxismo, conceitos extremamente longos para explicar… Então, hoje, pelo bem de nossa saúde mental, a gente vai pular a explicação do marxismo em si e vai direto para o que é o leninismo dentro desse marxismo”.

Para o bem da saúde mental de nossos leitores, interromperemos por aqui a enrolação do youtuber. E vamos além: ensinaremos ao candidato a aprendiz do marxismo, com poucas palavras, o que é o marxismo.

Friedrich Engels, que, pelo visto, não tinha a língua tão longa e enrolada como Froggy, disse, na obra Princípios Básicos do Comunismo, em 1847: “o comunismo é a doutrina das condições de libertação da classe operária”. Isto é, a teoria segundo a qual a classe operária pode ser libertada. Essa teoria é o marxismo, conforme atestado pelo próprio Karl Marx, em carta escrita a Joseph Weydemeyer no ano de 1852:
“No que me diz respeito, não me cabe o mérito de ter descoberto nem a existência das classes na sociedade moderna nem a sua luta entre si. Muito antes de mim, historiadores burgueses tinham exposto o desenvolvimento histórico desta luta entre as classes, e economistas burgueses, sua anatomia económica. O que de novo eu fiz, foi:
1 – demonstrar que a existência das classes está apenas ligada a determinadas fases de desenvolvimento histórico da produção;
2 – que a luta das classes conduz necessariamente à ditadura do proletariado;
3 – que esta mesma ditadura só constitui a transição para a superação de todas as classes e para uma sociedade sem classes”

A rigor, a exposição do youtuber perderia sua validade nos primeiros minutos. Quem é incapaz de definir o que é o marxismo, não deveria se aventurar a falar por quarenta e tantos minutos sobre o “marxismo-leninismo”. Para esclarecer as demais baboseiras apresentadas, prosseguiremos com a crítica às colocações do rapaz.

Ao não definir o marxismo, Froggy ao menos conseguiu não errar. No caso do leninismo, já não teve tanta sorte. Era melhor ter ficado calado. Como dizem, em boca fechada não entra mosca.

Segundo o youtuber, era chamado de “leninista” a pessoas que, em 1903, “colava com Lênin nas paradas do partido”. Isto é, “a galera” que “votava junto com Lênin, que concordava com Lênin, que era amigo do Lênin, que repetia as coisas do Lênin”. Acontece que, em 1903, Lênin já era uma das principais lideranças do Partido Social-Democrata Russo, estando pessoalmente envolvido nos esforços que levaram à sua fundação e estando à frente do principal periódico da esquerda russa, o Iskra. Lênin, portanto, não reunia amigos e fãs, como dá a entender o egresso do PCB, mas sim expressava as tendências mais revolucionárias de um setor da esquerda russa.

Essa definição do “leninismo”, além de desastrosa, serve muito bem aos interesses dos setores mais oportunistas da esquerda e do movimento operário. É a típica definição que a burocracia stalinista e os chamados “stalinistas” dos dias de hoje recitam em suas missas: a de que Lênin é uma espécie de Deus e o leninismo, uma espécie de religião.

As demais colocações sobre o assunto vão no mesmo sentido. Froggy chega a garimpar uma citação do papa do oportunismo, Josef Stálin, de quem a obra escrita não pesa meio quilo, nem vale meio centavo furado, para afirmar que “o leninismo é a teoria e a tática da revolução proletária”. A questão, no entanto, permanece: qual a relação do leninismo com o marxismo? Quais as premissas materiais, científicas das conclusões a que Lênin chegou?

Em nenhum momento, o youtuber responde. E esse é o objetivo: apresentar o legado de Lênin como um conjunto de normas e dogmas a serem seguidas, e não como a expressão viva da ciência social, o marxismo. Ao expectador lesado, vítima dos estelionatários que prometeram esclarecer o que é o marxismo-leninismo, explicamos.

O leninismo nada mais é que o desenvolvimento da doutrina marxista. Isto é, é a própria doutrina marxista, aprofundada e expandida a partir de um conjunto de experiências que transcendem a vida de Karl Marx e Friedrich Engels. Entre elas, a mais importante de todas as experiências da história da classe operária: a revolução russa de 1917. O único sentido possível para a afirmação de que o leninismo seria a teoria da revolução proletária é, portanto, o de que o leninismo é o marxismo aplicado nos tempos em que as premissas objetivas da revolução proletária estavam dadas, e não a de que o leninismo é uma teoria própria com métodos próprios.

Desse ponto em diante, Froggy se dedica a expor uma espécie de receita de bolo — ou bula de remédio — que ele acredita ser o leninismo. Não há motivos para entrar no detalhe de cada aspecto de sua exposição — para criticá-la, basta apontar que a própria ideia de apresentar o leninismo como uma fórmula é uma coisa grotesca e infantil, como um conto em que a princesa beija o sapo, e este vira príncipe. Grotesca, porém, a serviço de um determinado interesse: o da usurpação oportunista do leninismo para justificar posições contrarrevolucionárias, como será visto adiante.

Para ficar em apenas um exemplo, destacamos a forma folclórica com que Froggy apresenta a questão do centralismo democrático. Segundo ele, o centralismo democrático não seria um princípio político, mas sim uma espécie de sistema de comunicação interna de uma repartição pública, em que os “núcleos” enviam propostas para um “comitê central” e este processa essa proposta e distribui essas propostas para os demais “núcleos”. A concepção é tão rasa que o youtuber chega a afirmar que “tem partido de direita que usa o centralismo democrático”. De fato, se isso é centralismo democrático, até o TSE pode fazer uso desse princípio.

Ao mesmo tempo em que a direita teria o centralismo democrático enquanto princípio, Lênin seria o maior infrator do sistema inventado por Froggy. Afinal, desde o II Congresso do Partido Social-Democrata Russo, em 1903, até a sua morte, em 1924, Lênin mudou o sistema de organização interna inúmeras vezes, respondendo às necessidades políticas de cada momento.

Na segunda parte da conversa, a transmissão passa de uma maçaroca de confusões acerca da doutrina leninista para uma clara difamação mal-intencionada do trotskismo. Ian Neves entra latindo como um cachorro louco, atacando a figura de Leon Trótski, e retoma as bobagens ditas por seu colega para defender suas posições ultra reacionárias:
“Eu sou marxista-leninista, o Froggy é marxista-leninista. Nós essencialmente somos contra o trotskismo como linha política, no geral. (…) Eu acho o trotskismo danoso para a classe trabalhadora”.

Por cachorro louco, obviamente, entendam como um chihuahuas, que pode até fazer barulho, mas se mija de medo da própria sombra.

No preâmbulo de Ian Neves, já nos é revelado, de forma cristalina, o motivo pelo qual os rapazes se dedicam a falar do tal “marxismo-leninismo”. Não se trata de uma defesa séria da revolução proletária, uma vez que os youtubers nem sabem do que estão falando, mas sim um velho truque stalinista.

O termo “marxismo-leninismo”, embora seja, a princípio, correto, uma vez que havia uma unanimidade entre os bolcheviques quanto à contribuição de Lênin para o desenvolvimento do marxismo, passou a ser utilizado intensamente como propaganda reacionária pelos defensores dos crimes da burocracia soviética. Após a Segunda Guerra Mundial, os apoiadores do regime se consideravam “stalinistas”, uma vez que a burocracia havia forjado, por meios controversos, uma autoridade política. Contudo, o regime entrou em uma crise terminal, de modo que hoje em dia ninguém mais se considera “stalinista”, uma vez que a figura de Stálin ficou marcada na história como uma pessoa repressiva, e até genocida. Com o tempo, os grupos que eram abertamente stalinistas e mesmo aqueles que estavam a ponto de romper com o regime, passaram a se denominar “marxistas-leninistas”. Basta ver que praticamente todas as organizações maoístas, que são, todas elas, filostalinistas, utilizam em seus nomes o tal do “marxismo-leninismo”.

Ian Neves não é rigorosamente um “stalinista” porque tal coisa não existe mais. Não há mais a burocracia stalinista e, portanto, não há mais como haver defensores dessa, mas apenas saudosistas do que ouviram de “orelhada” por aí. O stalinismo, ao contrário, do leninismo, não é uma doutrina. Mas pode-se dizer que o youtuber é um típico filostalinista, um “stalinista” do século XXI, que tem como principais características: a hostilidade total ao trotskismo e o culto à figura de Stálin.

Logo de cara, Ian Neves anuncia que “se apegou” aos textos de Lênin do período de 1903 a 1923 para demonstrar que o trotskismo seria o oposto do marxismo-leninismo. Segundo ele, assim os trotskistas não poderiam alegar que se trata de uma “intriga stalinista”.

Ora, mas a recorrência a textos antigos de Lênin sempre foi o método favorito da burocracia stalinista para combater o trotskismo de um ponto de vista pretensamente teórico! Como uma verdadeira seita, o stalinismo, que por si só nunca teve autoridade teórica alguma, nunca se prestou a um debate honesto com as posições de Trótski, mas se dedicou a acusá-lo de, no ano tal, ter tido uma divergência com o texto sagrado de São Lênin. Uma concepção que nada tem de marxista.

Trótski, desse ponto de vista, não era “marxista-leninista”, se o “marxismo-leninismo” de que estamos falando for a religião maluca inventada pelos stalinistas reunindo textos desconexos — e muitas vezes falsificados — da doutrina leninista. Contudo, do ponto de vista do desenvolvimento do marxismo, Trótski é, segundo as próprias palavras de Lênin, o militante bolchevique mais capaz após a revolução de outubro.

Houve alguma divergência entre Lênin e Trótski? Sim, o que é bastante natural em um movimento político vivo, ainda mais levando-se em consideração que esses eram pessoas de ideias próprias, preocupados em refletir o mundo em que viviam, o que exige uma série de desafios. Essas divergências, no entanto, nada provam em relação ao alinhamento de Trótski à doutrina leninista.

As divergências políticas, se partem de um interesse real no movimento político, e não mero academicismo, são algo momentâneo. A realidade vai superando essas divergências, ou acabam por aprofundá-las e transformá-las em programas diferentes. No caso em tela, convergiram para um acordo fundamental: a Revolução Russa.

Quaisquer que tenham sido essas divergências no passado, Trótski ingressou no Partido Bolchevique e teve, sem sombra de dúvidas, o papel mais importante na vitória da revolução bolchevique, após Lênin. O ingresso de Trótski foi visto como uma grande aquisição por parte do partido bolchevique, uma vez que era um quadro teórico muito importante e um líder de massas, tendo arrastado milhares de pessoas para o partido. E foi ele, no final das contas, quem tomou para si a tarefa de defender a revolução no seu aspecto mais crítico: comandou o Exército Vermelho durante a guerra civil.

O ingresso de Trótski se deu sem qualquer negociação fisiológica ou exigências vaidosas. Não se pediu que Lênin ou Trótski cedessem nas posições que ficaram no passado. O interesse genuíno e a dedicação implacável à revolução bastaram para isso. Foi essa a maior prova prática da adesão de Trótski ao leninismo.

Na luta de ideias entre ambos, há ainda uma questão muito importante a ser levada em conta. A teoria da revolução permanente, veementemente atacada pelos stalinistas, foi a teoria da revolução russa. Isto é, a tomada de poder pela classe operária em 1917 confirmou a teoria esboçada por Trótski em 1905 e que, naquele período, foi criticada por Lênin. Fossem Lênin e Trótski fanáticos religiosos, passariam o restante da vida disputando para quem tinha a razão. Tal coisa seria completamente desnecessária: a revolução russa foi a prova dos nove da revolução permanente. Os fanáticos stalinistas, portanto, teriam de se decidir: estaria São Lênin errado, por ter criticado Trótski, e portanto, a religião do “marxismo-leninismo” é falha, ou simplesmente Lênin aderiu tacitamente à teoria de Trótski por ter chegado às mesmas conclusões a que o marxismo e a experiência russa inevitavelmente levariam?

Quando Ian Neves se dedica a caracterizar o trotskismo, o cinismo floresce ainda mais. O trotskismo, sgundo ele,
– Se opõe à figura de Stalin
– Ataca todo e qualquer país de orientação socialista
– Se favorece da campanha da “mídia burguesa” de que é um perseguido

O primeiro ponto é correto. E como não deixar de sê-lo? Na época em que Trótski viveu, Stálin estava à frente de uma máquina gigantesca, capaz de ditar os rumos da esmagadora maioria dos partidos que controlavam o movimento operário mundo afora. À frente dessa máquina, enterrou um sem número de revoluções. Não criticar e se opor ferrenhamente seria uma capitulação vergonhosa. Não é à toa que Trótski não foi o único a criticar Stálin; uma quantidade imensurável de organizações romperam com o stalinismo ao longo da história.

Quanto a atacar países de “orientação socialista”, é simplesmente uma calúnia. O trotskismo nunca teve essa tradição. Pelo contrário: até mesmo a União Soviética, cuja burocracia foi criticada em toda a sua obra, era defendida por Trótski contra o imperialismo. O trotskismo não deixa margem para dúvidas: não é sequer necessário que o país seja socialista para que seja defendido, basta ser um país atrasado em conflito com o imperialismo. Trótski chegou a usar o Brasil, que na época vivia uma ditadura semifascista, de exemplo, para dizer que o país merecia ser defendido em uma hipotética invasão imperialista, independentemente de seu governo.

Os exemplos do youtuber são horríveis. Ele cita artigos de agremiações como o PSTU e a Esquerda Marxista, que nada têm a ver com o trotskismo, em momentos que de fato apoiaram a posição do imperialismo. Cita essas organizações, na medida em que não tem exemplos do trotskismo para dar. E há ainda um caso muito bizarro: Ian Neves debocha do apoio do PCO ao Talibã, que expulsou as tropas norte-americanas do Afeganistão. Qual seria, então, a posição, anti-imperialista, apoiar os Estados Unidos?

No fim das contas, são “marxistas-leninistas” que sequer compreendem o conceito de imperialismo.

O suposto apoio da imprensa imperialista a Trótski não passa difamação gratuita e grotesca. É difícil saber o que o cidadão leu que interpretou como “apoio”. Mas indo aos fatos, o stalinismo já foi muito elogiado pelo imperialismo, principalmente durante o período da Segunda Guerra, como uma pessoa sábia, ponderada. Em grande medida, a fama de Stalin vem daí. Nos últimos anos, inclusive, figuras como Jones Manoel, que são abertamente defensores de Stálin, estão sendo impulsionadas pela burguesia. O partido trotskista do século XXI, o PCO, só aparece na imprensa burguesa para ser achincalhado.

A perseguição ao trotskismo não é uma fábula da imprensa burguesa. Pelo contrário: a burguesia procura falsificar o caráter da perseguição stalinista. A burguesia procura mostrar Stálin como um mero assassino, um louco, psicopata sanguinário. Independentemente de questões psicológicas, o fato é que Stálin fez o que nem Adolf Hitler conseguiu fazer: exterminar toda uma geração de revolucionários. Um famoso quadro produzido pelos trotskistas mostra que praticamente toda a Direção do Partido Bolchevique que organizou a insurreição de outubro foi assassinada, à exceção do próprio Lênin de quem já havia sido morto por causas naturais. Stálin não apenas perseguiu Trótski, mas sim todos os que contestaram a sua guinada cada vez mais reacionária para satisfazer os interesses da burocracia.

Foram milhares de pessoas mortas, e não quaisquer pessoas: quadros da vanguarda da classe operária. E tudo isso em períodos pacíficos, que não justificavam uma matança, ao contrário do período da guerra civil, em que Lênin e Trótski tiveram de travar uma verdadeira guerra contra os inimigos da revolução.

A salada dos youtubers nada tem a ver com o leninismo. É uma enxurrada de ataques baixos, calcados na mais profunda ignorância, com um único objetivo: tentar reerguer o cadáver do stalinismo.


COTV

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