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Assim se combate o fascismo

O que significa a “desnazificação” russa na Ucrânia?

Ação russa é extremamente progressista e está desmantelando os grupos nazistas promovidos pelo imperialismo.


Fica cada dia mais nítido o papel que cumprem diversos setores da esquerda pequeno-burguesa, que por detrás de muita conversa fiada, colocam em ação a defesa dos interesses do imperialismo. Foi assim no golpe de Estado de 2016 no Brasil e está sendo agora na campanha imperialista contra as ações militares russas na Ucrânia.

Diante de todos os argumentos expostos pelo governo russo em torno na necessidade de “desnazificar” a Ucrânia e do desenrolar dos acontecimentos no país a partir do golpe de Estado de 2014, o youtuber do PCB Jones Manoel taxou de “retórica” a necessidade de “desnazificação” apontada pelos russos. Para completar a postagem, depois de um argumento digno de um esquerdista padrão Globonews, nada melhor do que uma manobra evasiva. Para terminar a defesa do imperialismo contra a Rússia com um tom “progressista”, Jones convida as pessoas a acompanharem com ele o “brutal processo de legitimação e normalização do nazismo” na imprensa “ocidental”, ainda assim, como faz o desagravo de que isso seria uma “resposta” à retórica russa.

O companheiro Eduardo Vasco respondeu à publicação apontando os fatos recentes de que o exército russo e as milícias populares estão desmantelando os grupos nazistas e que o imperialismo já está enviando mercenários para ajudar esses grupos. Após 8 anos de crescimento dos ataques desses grupos nazistas contra as populações do Donbass, além do avanço da OTAN na Ucrânia, os russos empreenderam uma verdadeira maratona de esforços diplomáticos. Diante da recusa do imperialismo norte-americano e de seus capachos europeus em negociar, a Rússia se viu obrigada a agir. Em um curto espaço de tempo, subjugou quase a totalidade dos militares ucranianos, tantos os comuns quanto os grupos armados fascistas, integrados ou não às Forças Armadas da Ucrânia. Agora, o imperialismo mobiliza mercenários para engrossar as fileiras nazistas.

Para combater a vitoriosa campanha russa, o truculento imperialismo norte-americano tem impulsionado nada menos do que uma campanha racista contra toda a população de origem étnica russa. A olhos vistos. Reproduzindo em nível internacional um pouco do que foi implementado pelo governo ucraniano a partir do golpe de Estado, que adotou políticas discriminatórias contra uma enorme população ucraniana de origem russa e esmagou a esquerda no país. Ao longo dos últimos anos, os chamados “nacionalistas ucranianos” foram ampliando as ações oficiais de exaltação de diversos colaboracionistas com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, com destaque para Stepan Bandera. A campanha de propaganda internacional tem se apoiado nesse racismo para censurar veículos de imprensa russos, exaltar o “nacionalismo” dos ucranianos “brancos de olhos azuis” e perseguir cidadãos russos ao redor do planeta, como os atletas que estão sendo impedidos de competir internacionalmente apenas por serem russos.

Para taxar de “retórica” a declaração pública da Rússia em torno do combate ao nazismo é necessário recortar da realidade todas as ações militares dos grupos fascistas desde o violento golpe de Estado de 2014, apoiado pelo imperialismo e saudado por nossa esquerda pró-imperialista. Com isso, o bombardeio russofóbico nos monopólios da comunicação aparece para o youtuber do PCB como uma “resposta” à “retórica” russa. Jones Manoel consegue as proezas de ser um “marxista” que ignora a realidade concreta e um “antifascista” que não apoia o combate real que acontece hoje contra nazistas de carne e osso. Nazistas que foram centrais no levante paramilitar durante o golpe e que se constituíram na coluna vertebral do regime político ucraniano desde então.

Habituados a se comportarem como papagaios do imperialismo, setores da esquerda pequeno-burguesa defendem um governo nazista com o argumento da defesa da autonomia dos povos. Autonomia para viver debaixo de uma ditadura racista, que marginaliza etnias dentre sua própria população, autonomia para atuar como um governo fantoche dos Estados Unidos, autonomia para atacar alvos civis na região do Donbass por oito anos. Por outro lado, fazem questão de ignorar o direito à autodeterminação da população das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk. Um verdadeiro malabarismo acadêmico para finalmente defender a posição militar de grupos fascistas financiados pelo imperialismo.

Desmantelar esses grupos é uma ação extremamente progressista, pois significa na prática a destruição do regime golpista ucraniano e mais uma derrota para o histórico recente do imperialismo. Declarar neutralidade nesse contexto não passa de uma manobra para respaldar a truculência da burguesia imperialista. Os russos estão mostrando na prática como se combate o nazismo.


COTV

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