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Luta concreta

Lutar por salários, trabalho, terra e pelo trabalhador

Temos que trazer a luta por salários, trabalho, terra e todas as questões concretas da classe trabalhadora à tona, numa verdadeira onda vermelha.


Neste curto período entre turnos eleitorais, devemos intensificar a mobilização elevando-a a um novo patamar. Temos que trazer à tona a luta por salários, trabalho, terra e todas as questões concretas da classe trabalhadora em uma verdadeira onda vermelha.

Para isso, em João Pessoa, entre muitas atividades, iremos realizar mais uma versão do Baile Amantes de Lula e da Feira Luta Castelo. Pretendemos realizar as atividades não apenas neste interstício de turnos, mas até a posse ou o quanto seja necessário nessa luta para organização e mobilização locais.

Baile e Feira com mais de 700 pessoas

7 Baile Amantes de Lula

A última atividade do Bloco Amantes de Lula e Feira Luta Castelo, no dia 10 de setembro, numa análise conservadora, reuniu mais de 700 pessoas. Sendo aceitável, sem levantar dúvidas, uma estimativa de 900 a 1000 pessoas.

Esses números reafirmam o acerto político do grupo que vem promovendo as atividades: a disposição para luta da classe trabalhadora e o potencial de mobilização da campanha Lula Presidente em 2022.

Essa foi a maior atividade da campanha de Lula na Paraíba sem a participação do próprio. Sendo a única atividade relevante totalmente independente da burguesia e da máquina estatal na Paraíba.

A orientação política de independência do Estado e do imperialismo, demonstrou-se correta à esquerda. É a orientação política certa nesse momento de luta contra os ataques imperialistas.

Tendo como eixo a independência e luta pelas condições de vida concreta dos trabalhadores em oposição aos ataques do imperialismo. Esses pontos são essenciais para unificação da esquerda e mobilização popular.

Apuração com mais de 200 pessoas

No dia 2 de outubro, infelizmente, a esquerda em João Pessoa, com exceção do Bloco Amantes de Lula, não realizou nenhuma atividade em local aberto, pública, de apuração. Os integrantes do bloco ao terem ciência da capitulação do restante da esquerda, perante possíveis agressões da direita, convocaram o acompanhamento da apuração em praça pública, onde costumeiramente realizamos os bailes.

Embora tenha sido convocada num espaço curto de tempo, e houvesse uma verdadeira campanha de terror da esquerda pequeno-burguesa com medo do bolsonarismo, a atividade foi um sucesso. Reuniram-se mais de 200 pessoas na praça Abdon Millanez, para acompanhar a apuração, torcer pela candidatura Lula e preparar-se para o futuro. Um segundo turno, no qual teremos que lutar intensamente pela mobilização de mais pessoas.

Resultado das urnas

Embora não devamos aceitar como invioláveis a lisura de nenhum sistema de apuração eleitoral, pelo contrário, o mais provável seja a fraude e que o processo eleitoral no Brasil seja organizado para ser manipulado pela burguesia. Os resultados das urnas e pesquisas indicam o seguinte: Lula teve 57% dos votos entre quem recebe até dois salários mínimos (SM).

Esse dado indica que a população mais pobre, que recebe até 2 SM, correspondente a 50% do eleitorado, e que sofre mais com os golpes de Estado, são a base da candidatura Lula. Isso demonstra que o caminho para a vitória do Lula passa pela mobilização e luta contra os golpes de Estado.

A cooperação de classe e capitulação servem apenas para esmaecer a candidatura Lula e desmobilizar. Essa política de conciliação fortalece Bolsonaro que se apresenta como um candidato antissistema.

Entre o 1° turno e  2° turno

Infelizmente, alguns setores que se declaram apoiadores da campanha Lula têm atuado de forma desagradável e infrutífera. Muitos desses aliados são inúteis e colaboram contra a candidatura.

No geral, a campanha deles se coloca mais próxima do imperialismo do que do trabalhador. Esses setores são uma forma de transmissão da política burguesa para a candidatura Lula.

Na campanha pouco se fala nos ataques sofridos pelos trabalhadores ou como melhorar concretamente suas condições de vida. Lula tem que dizer como a picanha irá para a mesa do trabalhador, não importa a quem isso desagrade.

O Bloco Amantes de Lula superou as dificuldades impostas pela burguesia, pelas candidaturas da esquerda pequeno-burguesa, pelas máquinas estatais e pelo processo atropelado. Colocou-se como uma conquista da esquerda no cenário político paraibano, abrindo uma via de mobilização independente.

É fruto de uma iniciativa originada em plena pandemia, quando não se omitiu da luta política, ignorou o “ficar em casa” e foi às ruas com o Fora Bolsonaro. Foi também o primeiro grupo no estado da Paraíba a chamar o Lula Presidente em 2022. Em ambos momentos colocando suas faixas contra a vontade do restante das direções de esquerda.

Por compreender a importância do bloco e feira, que têm  papéis bastante relevantes no estado da Paraíba, convocamos a todos para a próxima atividade no dia 8 de outubro. As atividades acontecerão entre o 1° turno e 2° turno das eleições de 2022 e servirão como um momento de apoio à militância, preparação para a luta e mobilização popular.

Mesmo que a eleição seja apenas uma das disputas, na luta de classe, ela é essencial a sua organização e mobilização, para o próprio pleito e os momentos posteriores. A defesa dos interesses dos trabalhadores, a luta concreta por suas condições de vida é o ponto central para sua organização e mobilização. Temos que trazer à tona a questão do poder operário, de um governo dos trabalhadores da cidade e do campo, como única saída para atender as necessidades da população.

Mobilizar as bases por Lula Presidente

O novo período abre um cenário de lutas mais intensas, a eleição de 2022, longe de ser um passeio, ainda pode reservar muitos desgostos a população, inspirando muito cuidado para o futuro. Na câmara de deputados a direita já tomou a dianteira com 273 cadeiras, uma maioria quase absoluta, contra 138 da esquerda.

Temos que ampliar o polo combativo criado em torno do Bloco Vermelho no País e do Bloco Amantes de Lula e Feira Luta Castelo, na Paraíba, e reunir as bases militantes que desejam lutar. Orientando essas forças em uma política concreta que possa mobilizar a classe trabalhadora.

Venha conosco!

Mantendo a tradição, nosso bloco ocorrerá neste final de semana, segundo sábado, dia 8 de outubro. Nosso esforço será concentrado em mobilizar ainda mais pessoas em torno da campanha Lula, da defesa dos interesses da classe trabalhadora.

Queremos unificar a militância de esquerda não apenas para a eleição, mas para o momento posterior. O objetivo desta unidade é canalizar parte da energia latente de mobilização da classe trabalhadora, numa verdadeira onda vermelha, influindo na marcha das massas no próximo período.

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* As opiniões dos colunistas não refletem, necessariamente, as deste Diário.


COTV

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