A realização da Copa do Mundo no Catar está sendo alvo de intensa campanha do imperialismo. Da noite para o dia, o país tornou-se o foco da luta pelos “direitos humanos” e a imprensa imperialista passou a se dedicar em tornar o Catar o pior país para mulheres e sobretudo, LGBTs, viverem no mundo.
Ignorando o genocídio provocado pelo mesmo imperialismo no Oriente Médio, a imprensa tornou o Catar e seu povo, o primeiro país árabe a sediar uma copa do mundo em verdadeiros criminosos.
A campanha está mais do que clara, se o imperialismo não for capaz de ganhar a copa será necessário deslegitima-la, e diminuir o impacto da vitória de um país atrasado, nesse caso, sobretudo, o Brasil.
Dentro das quatro linhas o futebol europeu revelou estar no ponto mais profundo de sua crise. O que era antes a principal seleção do imperialismo, a Itália, sequer foi à copa, pela segunda edição consecutiva. Refletindo a crise econômica de seus países e a crise geral do imperialismo, os resultados em campo mostram que seus resultados passados foram mais frutos de grandes investimentos econômicos do que de uma nata habilidade no esporte, como no caso dos sul-americanos.
Por outro lado, se a Itália sequer foi a Copa, caiu nas mãos de Alemanha, França e Inglaterra o papel de garantirem a vitória do imperialismo. Contudo, a realidade mostra que esta tarefa estará longe de ser simples, principalmente se precisar depender apenas da qualidade de seus jogadores.
Se na copa passada a França garantiu sua conquista pelo VAR, o mesmo que impediu o Brasil de avançar contra a Bélgica, hoje o fato de entrar na competição já em crise complica ainda mais a situação. Já a Inglaterra não passa de propaganda, com mais um time formado na base de imigrantes africanos e poucos ingleses pernas de pau, o time inglês ganhou fácil do Irã após a dura pressão política contra o país persa, no entanto, o retrospecto mostra que precisará de muito mais para brigar por algo na competição.
No mesmo caminho segue a falida seleção alemã. Se em 2014 a imprensa burguesa, inclusive brasileira, tratava o time como parte do “novo país do futebol”, bastaram poucos anos para demonstrar o fracasso da “geração alemã”. Caindo na fase de grupos para a Coreia do Sul em 2018 e agora, sofrendo sérios riscos de ser eliminada já na segunda rodada devido ao resultado contra o Japão, a Alemanha vem sendo a maior prova de que a mera propaganda identitária não ganha jogo.
A imprensa aplaudiu a iniciativa demagoga da seleção alemã ao entrar com braçadeiras com as cores LGBT. Uma total hipocrisia e parte da campanha geral contra o Catar. No entanto, as braçadeiras gays de nada serviram em campo, quando sem muito esforço a seleção japonesa, uma das mais frágeis da copa, garantiu sua virada contra a Alemanha.
Agora, o imperialismo se vê ameaçado de perder uma das suas principais seleções, ainda na fase de grupos, e lidar com confrontos diretos entre as mesmas nas oitavas, quartas e semifinais, caso avancem na competição. Em relação às demais seleções europeias a crise é ainda mais profunda. Bélgica, Holanda, Dinamarca, entre outras das quais muito se fez propaganda, mostraram não ter capacidade de ganhar dos mais frágeis times, e dificilmente ultrapassarão as oitavas de finais.
Os dados vistos na copa do mundo revelam a crise geral do imperialismo. Para ganhar, o imperialismo precisará muito mais do que a mera propaganda identitária, mas uma dura campanha contra as seleções adversárias e contar com ajuda do VAR e juízes afins para seguir em frente.




