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Crise capitalista

Guerra dos EUA é contra a Europa, reconhece dirigente europeu

Medidas contra a Rússia agravam situação na Europa, o que não acontece por acaso: EUA procuram impor seu interesses contra o restante do Mundo


Em meio a previsões crescentes de que a Europa poderá entrar em recessão nos próximos meses diante das graves consequências dos embargos às importações russas que impulsionam as tendências de crise já agravadas pela pandemia em meio à crise histórica do capitalismo, o presidente do Conselho Europeu,  Charles Michel,  afirmou aquilo que fica mais óbvio a cada dia: que a União Europeia está sofrendo mais que os Estados Unidos com o conflito na Ucrânia.

Fiel a sua conduta de súdito do imperialismo norte-americando, o ex-primeiro ministro belga e que desde 2019 preside o Conselho, procurou suavizar a declaração, afirmando que a operação russa “fortaleceu os vínculos entre a UE e os EUA“. O dirigente no entanto destacou que o “impacto do conflito nos EUA não é o mesmo que na UE“, principalmente no setor energético, relatou a Agência Sputnik. Isso quando a guerra está levando a maior potência capitalista do planeta a maior onda inflacionária em quatro décadas e um retrocesso nas condições de vida da maioria da população que faz aumentar a rejeição popular ao governo Biden, principal responsável pela guerra contra a Rússia e defensor dos interesses dos grandes monopólios norte-americanos que lucram com a situação, como as poderosas indústrias armamentistas e petroleiras. O que ficou evidente na derrota do Partido Democrata nas recentes “eleições de meio de mandato” naquele País.

Tentando ocultar os atritos

A explicação “técnica” dada pelo dirigente europeu é que os Estados Unidos são exportadores de energia, enquanto a União Européia é importadora e dependente das importações e, por isso, está correndo sério risco de entrar em recessão. Michel afirmou que as indústrias européias “pagam mais pela energia e enfrentam a concorrência das norte-americanas”. Ele ainda acrescentou que “países como os EUA e a Noruega estão tirando proveito dos altos preços energéticos“.

As explicações do belga são apenas “meia verdade” e ocultam que a guerra claramente provocada pelos Estados Unidos, por meio da OTAN que comandam,  e que tem a Ucrânia como “bucha de canhão”, levando adiante uma “guerra por procuração”, são parte de um plano estratégico dos EUA para atingir a Rússia, politica, militar e economicamente e, ao mesmo, tempo debilitar a Europa, em um momento de intensa guerra comercial dos EUA contra os países capitalistas europeus.

O fato de que a guerra provocada e financiada, principalmente, pelos EUA (com apoio da União Europeia) tenha como estratégia debilitar a Europa, concorrente direto dos Estados Unidos, que há meses vem sendo denunciada pelo Partido da Causa Operária (PCO), vai ficando cada vez mais evidente. 

Mais restrições

Nesta segunda-feira (5), está prevista para entrar em vigor decisão adotada pelos países mais ricos do mundo, integrantes do G-7 (Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Japão, Canadá e Itália), pela qual pretendem impor um teto de US$ 60 dólares no barril do petróleo russo após acordo com a União Europeia.

A medida, aprovada na sexta-feira (dia 2) visa conter os ganhos extraordinários que os russos vem tendo com a venda do seu petróleo, diante do bloqueio legal imposto, que fez com que a Rússia, praticamente, não tivesse perdas econômicas com a guerra, uma vez que a elevação dos preços, que serve aos interesses das indústrias petrolíferas imperialistas, tenha gerado ganhos extras para a economia russa que, inclusive, segundo algumas estimativas, cobririam os gastos com a guerra de libertação que foram forçados e levar adiante contra o exército de nazistas ucrânianos financiados pelos Estados Unidos e outros países imperialistas. 

O pretexto para a medida é que ela serviria para tentar frear a crise energética que assola a Europa, principalmente, após as sanções dos Estados Unidos contra a Rússia. 

Rússia reage… vem aí mais crise

Já no sábado (dia 3), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia não aceitará o teto imposto ao petróleo russo.

“Não aceitaremos esse teto. Como organizaremos o trabalho? Faremos um anúncio relevante após uma análise, que será feita prontamente”

O que deixa evidente que a medida pode aprofundar a crise ao invés de atenuá-la.

Diante disso, o próprio  presidente do Conselho Europeu – evidenciando um certo desespero dos dirigentes europeus – foi à China (foto) pedir ao governo chinês que use a influência junto de Putin para acabar com a guerra.

Na oportunidade voltou a criticar os Estados Unidos, se referindo à Lei de Redução da Inflação adotada por Washington, que cria restrições contra a China, que ele classificou como sendo uma medida que visa apenas os próprios interesses econômicos dos EUA.

Na ocasião, ele destacou que a UE não deve se tornar uma “vítima colateral” do confronto entre Pequim e Washington, ressaltando que a UE e os EUA têm “pontos de convergência” em relação à política chinesa, e que nas relações com o país asiático, a “UE tem interesses para afirmar”. 

Fica claro, que a UE – incluindo até mesmo seus países imperialistas – se vê de forma crescente cercado pelos interesses dos grandes monopólios dos EUA e que a guerra comercial entre as grandes potências e blocos regionais, tende a se intensificar no próximo período. Abre-se também uma brecha para a intensificação da polarização política e para a intervenção da classe operária desses países, na defesa dos seus próprios interesses, e contra a covardia política das burguesias locais diante do imperialismo norte-americano.

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