Dono do mundo

George Soros, o “filantropo e progressista”, quer golpe na China

Bilionário húngaro-americano declarou que país asiático precisaria "mudar de política".

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O bilionário George Soros, um dos homens mais ricos do mundo, defendeu um golpe na China, atacando o país, com a desculpa de que seria “autoritário” e “antidemocrático”, chegando a dizer que era a maior ameaça para a humanidade hoje em dia.

Com “para a humanidade”, devemos entender: para seus interesses econômicos. George Soros não defende nenhum interesse da humanidade, não defende a “democracia” ou qualquer outro valor, apenas financia movimentos golpistas pelo mundo, através da Open Society, para impor o programa do imperialismo pela força.

É isso que ele quer fazer na China. A nação hoje é uma das principais rivais geopolíticas dos Estados Unidos, sendo um país atrasado que é uma potência regional e cuja direção política é caracterizada por um nacionalismo burguês – um fenômeno progressista em países atrasados, que os leva a se opor ao imperialismo em determinados aspectos essenciais.

E é precisamente essa a razão de a burguesia imperialista, e George Soros está incluso nisso, se opor tão veementemente ao governo da China. Contudo, é difícil fazer uma propaganda anti-China e pró-imperialista dizendo a verdade, dizendo que se quer derrubar o governo chinês para favorecer os tubarões capitalistas. Então o imperialismo adota uma tática, que já é bem antiga: a de dizer que está lutando pela “democracia”, que sua ação em países atrasados (tais quais os do Oriente Médio, ricos em petróleo, da América Latina e no restante do mundo) tem como objetivo combater “ditaduras” e restabelecer a “democracia” (ou seja, um governo servil aos Estados Unidos).

Os marxistas, por outro lado, sempre denunciaram tais posições, afirmando que a luta real não se dá entre “democracia contra fascismo”, mas sim entre países imperialistas e países atrasados, e, nelas, os países atrasados devem ser defendidos, afinal estão travando uma luta por sua libertação nacional – em qualquer que seja o contexto. A posição dos marxistas, de apontar a luta de classes como o motor da História, é o oposto das posições do imperialismo, que procura tratar a questão de um ponto de vista moral unicamente para defender seus interesses econômicos.

Foi esse George Soros, que se apresenta como um “filantropo”, mas que, na realidade, é um grande inimigo dos povos e que financia movimentos golpistas ao redor do mundo, que ajudou a derrubar o governo de Dilma no Brasil. Ele, com isso, ajudou a financiar a ascensão do fascismo, de Bolsonaro, da Lava Jato e da direita tradicional; os ataques aos direitos trabalhistas e ao conjunto do povo.

Apresentar esse verdadeiro criminoso e, pior, como um “esquerdista” ou um “progressista” é um completo absurdo; ele, na realidade, é um inimigo dos governos nacionalistas, que, mesmo não sendo socialistas, ainda assim são de esquerda e possuem uma importante base entre os trabalhadores, e os utilizam para lutar pela libertação nacional, para lutar contra os imperialistas como George Soros. Ele é um financiador da direita ao redor do mundo, é um dos principais defensores do governo Joe Biden, age pela opressão de todos os trabalhadores pelo Capital.

Tendo isso em vista, é muito negativo que setores da esquerda brasileira sejam financiados por George Soros. Importantes setores do PSOL recebem financiamento da Open Society, instituição do bilionário norte-americano, por exemplo. Isso deveria acender um alerta – por que eles são financiados por George Soros? Qual o interesse do bilionário norte-americano com isso? Essas organizações estão alinhadas com os interesses do imperialismo?

A propósito, vemos por aí a direita declarar que a China seria uma ditadura. Por que eles, que defenderam e ainda defendem a Ditadura Militar brasileira, começaram a se importar subitamente com a questão da democracia? E por qual motivo “defender a democracia” só é importante nos países atrasados, completamente espoliados pelo imperialismo e que precisam recorrer a um fechamento maior ou menor em alguns aspectos para se defenderem da ingerência estrangeira? 

Ora, não existe, nem pode existir democracia nos países atrasados enquanto estes forem países atrasados. Mesmo em Cuba, que é um país que cortou a corrente de transmissão do Capital, não se pode existir democracia plena – é um país mais democrático que muitas democracias burguesas na questão da participação do povo no processo eleitoral, na democracia direta –, porque é um país que precisa exercer um controle sobre seus meios de comunicação, sobre os políticos que são financiados de fora do país – por gente como George Soros – e que agem contra a soberania nacional. Se Cuba não exercesse esse controle e essa restrição, facilmente sofreria um golpe imperialista.

Situação parecida na China – que, no entanto, não chega a ser um país que tem um governo operário, mas sim um governo nacionalista burguês. Esses países só poderão ter uma democracia no sentido mais puro do termo – ou o mais perto disso – após a revolução socialista internacional, nunca poderão alcançar sozinhos a democracia. 

Nos países atrasados que sofreram golpes e possuem governos alinhados ao imperialismo, como o Brasil, a democracia é mais escassa ainda. Não há qualquer participação direta do povo nas decisões e os revolucionários são cada vez mais perseguidos. A democracia burguesa, enquanto tal, se limita a uma época histórica em que a burguesia ainda cumpria um papel revolucionário, antes de sua fase imperialista, e apenas nos países desenvolvidos. Para os países atrasados, no entanto, por conta de sua condição econômica, jamais poderão chegar à democracia enquanto permanecerem países atrasados; só poderão chegar a ela na medida em que deixarem de ser países atrasados. No entanto, nem mesmo uma revolução socialista neles é capaz de fazer isso – como se comprovou na URSS e em Cuba –, apenas a revolução socialista internacional é capaz de fazê-los deixar de ser países atrasados e, portanto, chegarem próximos a um nível de democracia real.

E é o imperialismo, justamente, o maior inimigo da revolução, o maior inimigo da libertação dos povos e, portanto, o maior inimigo da possibilidade de os países atrasados se tornarem algo próximos a uma democracia real e total. E, cinicamente, eles usam a desculpa de o país ser uma “ditadura” (e só o é por culpa deles) para invadir, saquear e pôr no lugar um governo sanguinário que vai perseguir o povo e restringir todas as liberdades e direitos conquistados – que belas maravilhas fazem esses “filantropos” em nome da democracia!

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