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Estadão “lacra” e faz “topless” contra Bolsonaro

A voz da burguesia golpista nacional lança mais um ataque a Bolsonaro, desnudando a jogada da terceira via sob demagogia da mulher oprimida


Na segunda-feira (1º) o jornal Estado de S. Paulo, um dos pilares do golpismo no país, publicou mais um de seus editoriais dando voz aos vampiros do mercado financeiro e aos capachos do imperialismo em sua saga pela promoção da “Terceira via”.

O artigo de opinião, de título “A rejeição feminina a Bolsonaro”, busca “demonstrar” ao leitor porque o ilegítimo Jair Bolsonaro teria uma forte rejeição do eleitorado feminino, buscando trazer novidades a um fato que não se restringe a esta parcela da sociedade, o misto de rejeição e certo apoio popular da política ultra demagógica e de extrema-direita do bolsonarismo.

Para isso, os editores do periódico trazem uma linha de explicação mais profunda, à priori, pelo menos. Que a rejeição feminina teria muito mais a ver com a política econômica de seu governo e o desmantelamento dos programas sociais, nominalmente, o Bolsa Família, que teriam tornado as condições de vida das mulheres, principalmente aquelas que são chefes de família, ainda mais difícil. Destacando ainda a inflação, sem controle, principalmente, sobre os alimentos.

Não dando espaço a uma negativa dos bolsonaristas à argumentação, esquemática, ainda sobrou para a primeira-dama, igualmente ilegítima, Michele Bolsonaro, utilizada inúmeras vezes, para apresentar tentativas do governo de mostrar que estaria, sim, empenhado com a causa feminina. Chegando a citar, inclusive, o mérito dos governos Lula no avanço do Bolsa Família, o que teria piorado a situação de Bolsonaro.

Até este ponto faria um leitor desatento acreditar estar lendo um artigo no site da CUT (Central Única dos Trabalhadores) ou na chamada imprensa “progressista” dado o ataque, insosso é verdade, ao governo bolsonarista. E mais: no interior da matéria, o Estadão chega a usar o termo “desgoverno”, utilizado à exaustão pela esquerda pequeno-burguesa. Chega a parecer, pelo tom que adota, que o Estadão desfilaria na Marcha das Vadias, fazendo “topless” e exibindo cartazes contra Bolsonaro.

O golpe na praça

Entretanto, o engano deve parar por aí. Este não é um artigo da esquerda sonâmbula, mas sim de um dos principais canais do golpismo dos últimos tempos e que expressa em suas palavras o interesse dos setores mais poderosos do país, não sedo, portanto, “palavras ao vento”.

O artigo tirado contra Bolsonaro, utilizando como arma de ataque a “situação da mulher pobre” tem um objetivo muito mais importante do que um mero ataque à trupe presidencial. Visa alargar a via principal de ataque da campanha eleitoral da terceira via de Simone Tebet (MDB), deixando ainda mais claro que esta será um dos pontos centrais de sua campanha, se não o único.

O golpe de utilizar a mulher pobre, mãe de família, que está sendo esmagada pela política neoliberal tocada pelo governo Bolsonaro, está sendo usada contra este justamente porque é uma fragilidade óbvia do bolsonarismo, até por isso a escolha de Tebet. É uma via forte de ataque ao Bolsonaro também porque não há como em pouco tempo este desfazer tudo o que foi dito e feito contra a população pobre. No que Tebet se aproveitará, se vendendo como uma mulher, “lutadora” contra o machismo, supostamente representante da mãe de família, contra o “domínio masculino que não enxerga as mulheres etc, etc”. Um discurso para capturar tanto setores da classe operária, como setores de classe média bolsonarista, que poderão se desagregar com o ataque massivo da imprensa que está sendo preparado.

A mensagem do rombo aberto no “flanco” bolsonarista, entretanto, não é para os eleitores, mas sim para os setores da burguesia nacional que estão no momento dando apoio à reeleição de Bolsonaro. Visa dar-lhes uma espécie de último aviso antes de uma bomba que pode ser disparada nos próximos dias, certamente, explorada ao máximo pela imprensa golpista.

O objetivo final é Lula

Contudo a profunda demagogia com as mulheres anunciada no editorial do Estadão, mostra que a política da burguesia não para no Bolsonaro e visa principalmente a candidatura do ex-presidente Lula. O periódico faz questão de citar que a única vantagem que Lula teria é a memória do Bolsa Família e o “sonho de um futuro melhor”, o que caso fosse fato, não seria nenhum obstáculo a uma candidata “nova, contra quem não pesaria nenhuma rejeição, ou dúvida” e, sobretudo, mulher.

Já dá o sinal de que, até o momento, a política dos banqueiros continua sendo reduzir o capital eleitoral do Bolsonaro, viabilizando cada vez mais a candidatura da terceira via, e principalmente, pressionando os setores dissidentes da burguesia menor que seguem dando suporte ao bolsonarismo a “abandonarem o barco” antes que seja tarde demais. Posteriormente, já dentro do período da campanha eleitoral, inevitavelmente o alvo será Lula, com ataques brutais da burguesia de conjunto à sua candidatura.

Ou seja, com o tiro curto da campanha eleitoral que começará em breve, ao que tudo indica, a arma demagógica da mulher oprimida, somada a uma campanha de denúncias e calúnias, “cairia como uma luva” para uma ascensão aguda da candidata dos banqueiros, do imperialismo e dos setores mais poderosos da burguesia nacional: Simone Tebet.


COTV

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