Por quê estou vendo anúncios no DCO?

Servidores da educação

Educação em Goiás paralisa em defesa de piso salarial

Trabalhadores cobram ainda a realização de concurso público e abertura de diálogo com a prefeitura


─ Roberta Quintino, Brasil de Fato ─ Servidores da educação do município de Valparaíso de Goiás realizaram, na terça-feira (15), uma paralisação geral para exigir o pagamento do reajuste no piso salarial do magistério. Os manifestantes cobraram ainda a abertura de diálogo com a prefeitura local para discutir a campanha salarial da categoria e tratar do déficit no quadro de pessoal da rede pública de ensino.

Como determina a Lei nº 11.738/2008, “o piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado, anualmente, no mês de janeiro”. No entanto, o Sindicato dos Servidores Públicos e Empresas Públicas Municipais de Valparaíso de Goiás (SINDSEPEM/VAL) informou que o reajuste ainda não foi repassado à categoria.

O parecer técnico da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação informa que o piso do magistério em 2021 estava fixado em R$ 2.886,24 e conforme indicador de atualização da Lei do Piso, o novo valor é de R$ 3.845,63, o que representa um reajuste de 33,24%.

O documento destaca ainda que a “necessidade de reajustar o piso salarial nacional dos profissionais do magistério da educação básica pública é uma política de valorização profissional prevista na Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014”.

Falta de diálogo

O professor e presidente do SINDSEPEM/VAL, Marcilon Duarte, aponta dificuldades em dialogar com o prefeito de Valparaíso, Pábio Correia Lopes (MDB), apesar de todas as tentativas do sindicato de marcar uma reunião para tratar das demandas da categoria e de uma “é uma política de valorização profissional”.

“Desde janeiro estamos tentando abrir mesa de negociação com o prefeito. Ele fez recentemente uma live afirmando que pagaria a data-base e o piso do magistério, mas não se comprometeu sobre o percentual e menos ainda sobre o piso salarial do magistério, que pela Lei deve ser pago em janeiro. Direitos não devem ser questionados, devem ser cumpridos”, ressalta o presidente.

Duarte destaca que a greve temporária foi a alternativa encontrada pelos servidores da educação “para pressionar o prefeito a abrir uma mesa de diálogo e negociarmos os acordos coletivos de trabalho” da categoria.

“Essa é uma luta dos servidores da educação, de todos os cargos, por melhores condições de trabalho, de salários e pela manutenção de direitos adquiridos com muitas lutas. Caso o diálogo não avance e o prefeito continue fugindo da categoria, teremos que apelar para uma greve geral por tempo indeterminado” declara.

Precarização

De acordo com a professora Lanna Peres, o governo municipal tem sido omisso com os servidores da educação.

“Há 12 anos não tem concurso público para nenhum cargo. A gente trabalha de forma precária. A escola de música que eu leciono está caindo os pedaços. Há quase quatro anos esperamos por instrumentos musicais, a escola está parada. Além disso, o prefeito não pagou o rateio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)”.

A entidade sindical destaca que uma das pautas urgentes a ser tratada com o governo municipal é a realização de concurso público, em virtude do aumento no número de trabalhadores adoecidos devido à sobrecarga de trabalho.

“Isso afeta os professores, as merendeiras e o setor administrativo das escolas. Tem gente trabalhando sem horário de almoço”, denuncia o sindicato. “A sobrecarga de trabalho pode gerar diversas transtornos para a saúde do trabalhador. Nesse sentido, o Sindsepem/Val tem atuado de forma contundente para combater esse tipo de situação”, declara.

A reportagem do Brasil de Fato DF entrou em contato com a prefeitura de Valparaíso, em Goiás, questionando sobre as declarações do Sindicato dos Servidores Públicos, mas não obteve retorno até publicação desta matéria.

Gostou do artigo? Faça uma doação!


COTV

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.