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Adoecimento bancário

Defender a saúde dos bancários e derrotar os banqueiros

Entre 2013 e 2020 a média de afastamentos foi 20.192 por ano. Nos últimos 5 anos o número de afastamentos nos bancos aumentou 26,2%


O grande número de bancários doentes é o resultado direto das péssimas condições de trabalho nos setores e do constante assédio sofrido pela categoria, diante da voracidade por lucros dos banqueiros e seus serviçais.

Além de sofrer com a falta de materiais, a falta de funcionários e o aumento considerável da carga de trabalho, a cada dia os chefes estão exigindo mais dos trabalhadores, submetendo-os ao regime do chicote para cumprir as metas cada vez mais exigentes, mesmo sem as condições mínimas para isso.

Na última campanha salarial dos bancários, não existiu uma campanha efetiva contra as péssimas condições de trabalho e de denúncia dos banqueiros que, objetivamente, são responsáveis pelos acidentes ocorridos em seus bancos, sob a sua direção.

Os bancários vêm apresentando altos índices de doenças do trabalho. A excessiva carga de trabalho imposta pelos banqueiros é responsável pelo desenvolvimento de inúmeras doenças como a depressão, síndrome do pânico, LER/Dort, entre outras sequelas que fazem da categoria uma das mais afetadas com as doenças ocupacionais.

Na pandemia, os bancários foram duramente atingidos pela política genocida dos patrões, levando à morte um número gigantesco de trabalhadores, quando não fizeram praticamente nada para evitar as aglomerações, tanto dentro quanto fora das agências bancárias. Sem falar das sequelas da doença, que os bancários estão obrigados a conviver, tendo que trabalhar normalmente, em ambientes, na maioria das vezes, degradantes.

Os dados, apresentados pelo movimento sindical, de adoecimento na categoria são verdadeiramente alarmantes: entre 2013 e 2020 a média de afastamentos foi 20.192 por ano. Nos últimos 5 anos o número de afastamentos nos bancos aumentou 26,2%, enquanto no geral a variação foi de 15,4%. A categoria bancária tem peso de menos de 1% no emprego formal no Brasil, mas tem peso de 3% nos afastamentos acidentários. Nos afastamentos previdenciários, as doenças mentais eram de 23% em 2012 e saltaram para 36% em 2021. Nos afastamentos acidentários as doenças mentais e comportamentais saíram de 30% em 2012 para 55% em 2021 e as doenças nervosas saíram de 9% para 16%.

Esses números não deixam sobra de dúvidas que a categoria bancária é uma das mais atingidas pelas doenças desenvolvidas no trabalho e a que apresenta um maior risco de desenvolver distúrbios psicológicos. Os dados da pesquisa mostram que esses trabalhadores correm um risco duas vezes e meia maior de se afastarem do trabalho por mais de 15 dias consecutivos por problemas mentais. Um dos motivos para que isso aconteça diz respeito ao assédio moral nas relações de trabalho, ou seja, a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras dos chefes, as cobranças de metas abusivas para garantir os bilionários lucros dos banqueiros. Mesmo constando na Convenção Coletiva da categoria, todo o bancário sabe muito bem o que realmente acontece nos locais de trabalho é um verdadeiro terror de ameaças de demissão, a sobrecarga de trabalho, o desrespeito aos direitos do trabalhador, enfim, um implacável sistema de opressão no trabalho que, na maioria das vezes debilita e afeta – muita das vezes de forma irreversível – as já precárias condições de vida e de saúde da categoria bancária, levando à depressão e outras doenças.

Nesse sentido, os bancários não poderão esperar por mais dois anos que, sabe-se lá e se depender das direções do movimento, terão as suas verdadeiras reinvindicações atendidas. O que se viu nesta campanha salarial dos bancários, foi uma verdadeira capitulação das direções do movimento, que abriu mão de uma verdadeira luta pelas reivindicações fundamentais dos bancários, com a justificativa de que a “atual conjuntura estás desfavorável”. Cabe a pergunta: quando foi que a conjuntura era favorável para os trabalhadores, quando que isso se deu!?

Os trabalhadores, apenas e tão somente, conseguiram o atendimento das suas reivindicações através de uma intensa luta. Foi assim e continua sendo.

O que está colocado para os bancários é dar um basta à política de capitulação das direções sindicais com a classe que vem atacando sistematicamente as condições de vida da categoria, e partir para uma ofensiva de luta, através dos métodos tradicionais da classe trabalhadora: greves, piquetes, ocupações etc. para que as suas reivindicações sejam atendidas.


COTV

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