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Colômbia

A crise do regime pode engolir governo de Gustavo Petro

O presidente recém-eleito na Colômbia, Gustavo Petro, demonstra não dispor de uma política para se opor ao imperialismo e de colocar a fim aos massacres contra a população


A chegada de Gustavo Petro à presidência da Colômbia provocou certo entusiasmo em setores da esquerda, sua vitória nas eleições deste ano marcara o fim do governo de extrema-direita de Iván Duque, um verdadeiro capacho do imperialismo. Apesar das condições em que se deu vitória de Petro, o governo recém-eleito demonstra de imediato não dispor de uma política para se opor principalmente aos Estados Unidos e de colocar a fim aos massacres contra a população. 

O governo de Iván Duque, que teve início em 2018 e que se encerrou neste ano de 2022, foi marcado por grandes ataques aos direitos dos trabalhadores e às condições de vida do conjunto da população colombiana. Desta forma, os protestos contra o então presidente se intensificaram e desencadearam uma greve geral no final de abril ano passado, que durou cerca de 100 dias.  

Em oposição ao movimento popular que se formava, o governo de extrema-direita aumentou a repressão contra os manifestantes, foram registrados aproximadamente 5 mil casos de violência policial, sendo pelo menos uma centena com lesão ocular por disparo de balas de borracha e cerca de 80 assassinatos, além de mais de 2 mil prisões e mais de 300 pessoas desaparecidas. 

A presidência sob o comando Duque, que constituiu um regime de verdadeiro terror no país, também foi marcado pela intensificação dos assassinatos contra lideranças principalmente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Situação que se iniciou com “Acordo de Paz” assinado em 2016 para integrar mais de 7 mil guerrilheiros ao regime. Desde então foram mortos mais de mil líderes dos mais variados movimentos populares.  

Neste período foram registrados centenas de massacres contra comunidades pobres, os quais seguem acontecendo no atual governo e que já somam milhares de mortes de civis. Na busca de colocar fim a esta situação, o presidente Petro decidiu se reunir com representantes da cúpula militar, uma política sem qualquer efeito tendo em vista que são justamente as forças repressivas do estado que sustentam as ações dos governos de extrema-direita. 

Iván Duque também exercia papel fundamental dentro do “Grupo de Lima”, o agrupamento de países com governos subservientes aos interesses do imperialismo e que trabalhavam pela desestabilização governo venezuelano sob comando de Nicolás Maduro. E, apesar do atual presidente esboçar uma reaproximação com a Venezuela, abriu as portas para os Estados Unidos se instalarem na Amazonia, o que constitui um problema regional, em especial para o Brasil. 

No diz respeito a política econômica, Petro também não dispõe de uma política para enfrentar a crise, a inflação atingiu no seu governo o mais alto patamar desde o ano de 1999. Assim o governo que foi eleito por uma diferença muito pequena nas eleições e que já reprimiu manifestações populares que pediam a soltura de mais de 330 presos políticos, tem futuro cada vez mais incerto. 


COTV

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