A esquerda que a direita gosta

As relevantes posições do PSOL

O presidente do PSOL, Juliano Medeiros ataca o PCO para esconder as posições absurdas e direitistas do seu partido

O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, mostrou recentemente que não tem a mínima ideia da situação política do Brasil e de como atuar para derrotar a direita que tomou de assalto o País para atacar os trabalhadores.

Em meio aos acontecimentos recentes em relacionados à prisão do presidente do PTB, Roberto Jeferson, e no caso da tentativa de destruir a estátua do bandeirante Borba Gato, em São Paulo, e frente a posição do PCO sobre o voto impresso, o presidente psolista entrou na campanha de ataques ao PCO e – indo a reboque da burguesia, realizou  uma séria de calúnias, sem nenhuma argumentação.

Em seu twitter, por exemplo, disse que “O PCO, partido pouco relevante que tenta aparecer através de posições bizarras, conseguiu o feito de – na mesma semana que defendeu o voto impresso – ignorar a prisão de Paulo Galo e denunciar a prisão de Roberto Jeferson.”

Sem entrar nas acusações realizadas por Juliano Medeiros, mas apenas na calúnia sobre “posições bizarras”. Medeiros claramente não consegue argumentar nada contra o PCO e se esquece (talvez de maneira intencional para esconder as lambanças e posições atreladas ao imperialismo do PSOL) que o partido que preside é talvez o partido que mais possuem posições bizarras dentro da esquerda.

Separamos aqui algumas posições extremamente relevantes do PSOL para responder ao presidente psolista.

Em 2014, a burguesia já começava uma tentativa de golpe para impedir que a presidente Dilma Roussef ganhasse as eleições contra o candidato tucano Aécio Neves. Para isso iniciou uma enorme campanha contra a “corrupção” petista baseada na Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro e organizando o movimento “Não vai ter copa” impulsionado pela imprensa golpista. Diante de todos os ataques da direita, o PSOL se posicionou sempre contra o PT e foi a justificativa pela “esquerda” para esses ataques.

Em 2016, já com o golpe em pleno vapor, o PSOL se posicionou afirmando que não teria golpe nenhum. A expressão dessa posição ficou mais evidente na corrente do MES, de Luciana Genro, que disse que “Não, não vai ter golpe. O que sim pode ter é o impeachment. Sim, sem dúvida Temer está conspirando para entrar no lugar de Dilma. Mas não estamos diante da possibilidade e da iminência de um golpe contra revolucionário agora”, e disse ainda mais para defender a Operação Golpista da Lava Jato: “Primeiro alerta. Há um golpe sim em preparação: um golpe contra a Operação Lava Jato.” Continua dizendo “Mas o PSOL não pode ceder a este “canto de sereia”. Temos que apoiar a Lava Jato, mesmo críticos aos excessos de Sérgio Moro, excessos típicos em nosso sistema penal, que agora são cometidos em desfavor das elites.” Todas essas informações estão na publicação no sítio do PSOL (https://movimentorevista.com.br/2016/03/vai-ter-golpe/). Somente após ficar evidente o golpe, setores do PSOL se colocaram dizendo que era golpe e votaram contra o impeachment.

Em relação aos golpes do imperialismo pelo mundo, o PSOL se colocou de maneira que demonstra que não consegue analisar corretamente. Na Síria, na Bielorúsia, nas manifestações de Hong Kong contra a China, no Egito, na Bolívia, na Venezuela, dentre outros. Sempre o PSOL se posicionou afirmando serem “levantes” populares contra governos ditatoriais, quando na realidade o que ocorria eram golpes financiados pelo imperialismo para derrubar governos nacionalistas ou que opunham obstáculos à penetração imperialista. O caso mais grave é na Ucrânia, onde o governo nacionalista aliado da Rússia foi derrubado por grupos neonazistas ligados ao imperialismo dos EUA e Alemão; lá também o PSOL  “viu” uma revolução.

Outra posição absurda colocada em prática pelo PSOL e Juliano Medeiros até a retomada dos atos de rua há poucos meses, foi a política do “fique em casa”. Essa política foi colocada em prática pela militância psolista e seus dirigentes sindicais, exceto no período eleitoral que foram para as ruas com “força” total. Foi um ano em casa contra os atos e a necessidade de sair às ruas contra Bolsonaro e os ataques da direita, enquanto a população era obrigada a ir trabalhar, pegar transporte público e enfrentar os patrões, e no campo os sem terras, indígenas e quilombolas foram atacados pelo latifúndio e suas milícias.

O PSOL é o partido que mais posições relevantes….para a burguesia e para o imperialismo da esquerda nacional. O presidente do PSOL ataca o PCO para esconder os absurdos que seu partido defende e que poderíamos escrever páginas e mais páginas de informações em defesa favor da direita e do imperialismo.

Na defesa dos trabalhadores e contra a direita, o PSOL é irrelevante. Tanto que ainda há uma grande parcela do partido que ataca mais Lula e o PT do que a direita, afirmando que o petismo é ainda pior que a direita.

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