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Expulsão dos EUA

Afegãos mostraram novamente que é possível vencer o imperialismo

De armas na mão, Talibã expulsou o imperialismo norte-americano, que saiu com o rabo entre as pernas frente ao avanço popular no Afeganistão


A guerra imperialista no Afeganistão foi uma das mais longas da história dos Estados Unidos. Foram 20 anos de destruição, retirada total de direitos e aumento da miséria no país, nos quais os EUA cometeram diversas atrocidades inimagináveis contra a população afegã.

Tal situação foi (ou é) similar ao que aconteceu em diversos países da África e do Oriente Médio, como Iraque, Somália e Síria. A ocupação por parte de exércitos estrangeiros, os governos fantoches, o ataque à população — todos estes e outros elementos fazem parte dos planos de destruição do imperialismo, visando países pobres que, de uma forma ou outra, prejudicam seus interesses e se tornam um possível problema, como quando demonstram um caráter mais nacionalista, rejeitando portanto o imperialismo, ou quando possuem algo de interesse dos capitalistas, como petróleo ou algum minério específico.

Falando sobretudo dos EUA, a maioria dessas invasões possui um motivo por vezes obscuro. Não interessa onde seja, de alguma forma o país ou o povo que está sendo atacado é acusado de atacar alguma frota, aviões ou soldados norte-americanos, o que faz com que o país imperialista entre de cabeça em conflitos os quais não estava envolvido de maneira alguma ou até que crie conflitos (e razões para entrar neste) artificialmente para atender aos seus interesses.

Um exemplo da questão descrita acima é o próprio Afeganistão. Os EUA invadiram o país em 2001, destituindo o Talibã do poder, após os ataques às torres gêmeas, em 11 de setembro. O acontecimento deu lugar a uma campanha intensa ao que o governo norte-americano começou a chamar de “terrorismo”, iniciando também a chamada “guerra ao terror”. Indo atrás do líder do grupo que supostamente havia causado o incidente, a Al-Qaeda (liderada por Osama Bin Laden), os EUA começaram uma ofensiva intensa em todo o Oriente Médio. 

Bin Laden foi morto em 2011, no Paquistão, mas isso não parou os EUA. A ocupação começou a ser desmontada no governo Trump, sendo continuada agora, por Biden. Após 20 anos de destruição que já não tinha justificativa nenhuma (embora a de antes fosse bem fajuta, ela pelo menos existia), o país imperialista tira suas mãos do Afeganistão e, quase que como um estalo de dedos, aqueles que resistiram durante estes vinte anos tomaram o poder novamente.

Apesar da guerra sem fim, o grupo nacionalista Talibã tentou resistir à invasão. Na primeira oportunidade, o grupo colocou todo seu esforço na reconquista do Afeganistão, andando pelo país enquanto rumava à capital, Cabul. Esta foi tomada, tendo tudo isso acontecido em menos de duas semanas. O Talibã retomou o poder, declarando o Emirado Islâmico do Afeganistão, e encerrando a ocupação imperialista no país. Agora, os EUA e outros países saem com o rabo entre as pernas, após serem expulsos desta maneira.

Biden, o senhor da guerra (3): décadas de terror no Afeganistão

Essa foi uma notícia muito positiva. Um país oprimido se livrou das amarras do imperialismo com um tapa em um momento de fraqueza. Além de significar a libertação do Afeganistão, significa também mais uma gota de esperança e ânimo para os outros diversos países oprimidos que ainda se encontram amarrados, sobretudo pelos EUA. 

Frente a esta questão, é importante observar e ressaltar que o imperialismo pode ser sim derrotado. Não só isso, mas pode ser derrotado pela população. De armas na mão e com organização, o Afeganistão demonstrou para o mundo inteiro o poder do povo e a possibilidade de derrotar o império, em uma velocidade estrondosa. Revelou a grande debilidade do imperialismo. O regime imperialista está em frangalhos e mesmo a maior de todas as potências não consegue derrotar sequer um grupo de algumas dezenas de milhares de combatentes vestidos de sandálias que criam cabras em montanhas.

Por esse motivo, a vitória do Talibã serve como exemplo para os povos oprimidos do mundo, principalmente para aqueles do Oriente Médio. Paquistão, Palestina, Iraque, Síria — todos estes países acabaram de ver algo que prova que sua resistência popular não é em vão e que a luta contra o imperialismo e seus fantoches é válida e deve ser travada com um enorme empenho.

O acontecimento é um impulso para a luta contra o imperialismo nessas nações oprimidas e, por esse motivo, o Talibã e o povo afegão no geral marcam uma vitória não apenas em seu país, mas em sua região inteira. O grupo nacionalista está sendo mais atacado do que nunca pela imprensa capitalista ao redor do mundo, a qual, por sua vez, inventa mil e uma justificativas para tentar provar que a ocupação imperialista é muito melhor e democrática.

A questão, no final das contas, é que cada derrota do imperialismo significa uma vitória dos povos oprimidos, e portanto deve ser comemorada e apoiada como tal. É preciso incentivar a luta dos grupos anti-imperialistas, reforçando que é apenas desta maneira que os povos oprimidos começaram a ter verdadeiramente algum tipo de liberdade.


COTV

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