Dia 14 de fevereiro está previsto o início das demissões de mil trabalhadores da fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).
O governo do fascista Jair Bolsonaro está decidido a acabar com todas as empresas estatais do País e a Fafen, uma subsidiária da Petrobrás está sendo uma das primeiras neste ano e com ela, tanto os trabalhadores quanto seus familiares serão os próximos a se somarem aos mais de 17 milhões de desempregados no país.
No último dia 21, os operários decidiram pela ocupação e controle de quem poderia ou não, entrar na fábrica, se acorrentando ao portão de entrada, devido ao anúncio, no início de janeiro, do fechamento da Fafen.
Direção fascista contrata segurança em “negociação”
Dispostos a tudo contra os trabalhadores, na última sexta-feira (24) em uma reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná, a direção da Petrobrás, cujo presidente é Roberto Castello Branco, parceiro de Paulo Guedes, na Escola de Chicago, nos EUA, adeptos do regime imposto por Pinochet, no Chile, em um claro clima de terror, contratou capangas armados para intimidar, tanto os dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), quanto os dirigentes do Sindicato dos Químicos do Paraná (Sindiquimicos-PR), ou seja, querem impor à força, a demissão dos trabalhadores da Fafen.
Operários da Fafen e da Petrobras aprovam greve
Já são oito dias em que os trabalhadores mantêm a ocupação. No dia 24, os trabalhadores tomaram decisão de entrarem em greve a partir do dia primeiro de fevereiro, decidiram ainda, para hoje, a partir das 10h30 ato, na praça Vicente Machado, em Araucária. Durante o protesto, serão doados aos moradores de Araucária uma tonelada e meia de feijão.
Os petroleiros, em seu conjunto estão colocados na mesma situação da Fafen-PR, pois já definiram que as refinarias serão as próximas, daqui a pouco serão todos os poços de petróleo etc..
A manobra já está montada, ou seja, o governo ilegítimo de Bolsonaro está vendendo todas as ações ordinárias da Petrobras, ou seja, ações com direito a voto, como as que hoje pertencem ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (9,86%) , da mesma forma que a Caixa Econômica Federal já havia entregado as ações da Petrobras, no ano passado.
Com essas ações, a iniciativa privada, ou seja, os abutres da bolsa de valores poderão decidir todo o restante pertencente ao governo, pois terão mais de 58% dessas ações ordinárias.
A situação da Fafen está colocada para todos o sistema Petrobras, com todo o restante da maior estatal do país. Diante do que é urgente para o conjunto dos petroleiros a unidade em defesa da Fafen-PR e de seus trabalhadores.
No caso da Fafen, intensificar a ocupação e, que todo o setor seja controlado pelo conjunto de seus funcionários, sem nenhuma ingerência dos golpistas, bem como, os especuladores que estão feito abutres atrás de carniça, devorando tudo, algo que lhes dê muito dinheiro, pegando todas as riquezas existentes do país.
As direções da FUP os respectivos sindicatos dos petroleiros decidiram pela greve geral. Elaboraram um documento à direção da Petrobrás e fizeram assembleias pelo país, ontem (28) foi o último dia para os petroleiros que ainda não tinham realizado assembleias, às realizassem:
Quadro parcial das assembleias
Abaixo a lista de locais que já decidiram pela paralisação, segundo a FUP e os respectivos sindicatos.
Amazonas – 63% dos trabalhadores aprovam a greve
Rio Grande do Norte – 80% dos trabalhadores a favor da greve
Pernambuco e Paraíba – 89% dos trabalhadores estão aprovam a greve
Ceará e Piauí – 42% dos trabalhadores a favor da greve, 19% contrários e 39% de abstenções
Bahia – 60% dos trabalhadores aprovam a greve
Espírito Santo – assembleias concluídas e greve aprovada por 75% dos trabalhadores
Duque de Caxias – 84% dos trabalhadores aprovam a greve
Minas Gerais – 85% dos trabalhadores aprovam a greve
Norte Fluminense – 62% dos trabalhadores aprovam a greve
Paraná e Santa Catarina – 87% dos trabalhadores aprovam a greve
Araucária (Fafen-PR) – assembleia concluída e greve aprovada por 100% dos trabalhadores
Rio Grande do Sul – 78% dos trabalhadores aprovam a greve
É necessário, não só reforçar a ocupação da Fafen-PR, mas impulsionar uma luta de conjunto para todas as unidades da Petrobrás, com todas as direções do movimento operário, não só dos petroleiros, mas todas as estatais do país, seguindo o exemplo da Casa da Moeda, da própria Fafen, mas também, Correios, Bancários da CEF, do BB, Dataprev, Serpro, entre outras.




