FUNAI a serviço dos ruralistas

Presidente da Funai chama indígenas de invasores e retira apoio

A ficha corrida de Marcelo Augusto Xavier da Silva merece todas honras quando o assunto é atacar os interesses dos índios, mas não é só isso

O presidente da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), delegado da PF (Polícia Federal), Marcelo Augusto Xavier da Silva, publicou ofício no Diário Oficial da União, instruindo os Coordenadores Regionais para que não prestem apoio jurídico aos indígenas ditos “integrados”, nos casos em que ações envolvam a invasão das terras dos índios.

O termo “índio integrado” e “não integrado” foi usado pela ditadura como forma de escolher quais índios deveriam ser atendidos ou não, a razão pra uso desses termos ficavam ao bel prazer do interesse daqueles que comandavam a FUNAI à época, em todos os sentidos quem sempre perdia era o índio.

Com esse ofício fica a cargo de cada coordenador regional decidir quem é índio e quem não é, e decidir se existe interesse em defender a causa apresentada pelo índio ou não, como sabemos a resposta será sempre negativa.

O governo do golpista/fascista de Jair Bolsonaro, através de acordos com o setor ruralista assumiu o compromisso de acabar com as demarcações e o reconhecimento de terras indígenas, e não apenas isso, atuar para que as atuais terras possam ser usadas e exploradas para os interesses de ruralistas e capitalistas interessados nas riquezas existentes nelas, não somente, mas principalmente as que estão localizadas no norte do país.

Tentou transferir a FUNAI para o Ministério da Agricultura através de medida provisória, foi barrado pela justiça.

Agora esta destruindo a FUNAI por dentro, como Ricardo Salles vem fazendo com o MMA. Nesse sentido nomeou para o cargo de presidente da FUNAI um delegado da PF alinhado com os interesses dos ruralistas.

A ficha corrida Marcelo Augusto Xavier da Silva merece todas honras quando o assunto é atacar os interesses dos índios, mas não é só isso.

Além de atacar os índios ele atacou o próprio pai, que tem 71 anos, com um soco na cara, além disso foi rejeitado em um concurso da polícia federal no teste psicológico, seus examinadores consideraram que a personalidade de Marcelo não era adequada ao cargo — policiais não podem ser pessoas excessivamente agressivas ou impulsivas, segundo um profissional que organiza essas avaliações.

Quando era delegado,  sua atuação foi contestada em duas investigações internas da corporação, e também foi afastado de uma operação de expulsão de invasores de uma terra indígena, por suspeitas de estar colaborando com os intrusos.

Como podemos ver o passado do atual presidente da FUNAI(Fundação Nacional do Índio) é de fazer jus, não evidentemente ao órgão que ele preside agora, mas a GESTAPO, órgão de repressão social e política da época do nazismo alemão.

Temos então que a FUNAI sob o governo Bolsonaro atua para atacar todo e qualquer interesse dos índios e deve ser removido junto com o presidente da republica direto para a prisão, que é o lugar de bandidos a serviço da burguesia.

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