No último dia 16 de março o Comando Nacional dos Bancários (Contra-Cut) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) criaram um comitê de crise para acompanhar as orientações das autoridades de saúde diante da pandemia gerada pelo novo coronavírus. O tal comitê teria como função “tratar das medidas a serem tomadas pelos bancos, de acordo com a evolução da epidemia”(site Contra-Cut 16/03/2020)
Em relação da formação do comitê da organização dos trabalhadores conjuntamente com os banqueiros cabe uma pergunta: será que os banqueiros estão, verdadeiramente, preocupados com a saúde dos trabalhadores bancários e da população em geral?
A resposta é um sonoro NÃO.
Como depositar confiança naqueles que foram um dos carro chefe do golpe de Estado, que culminou na farsa da eleição do tresloucado Bolsonaro (veja a atitude do mesmo expondo as pessoas ao contágio do vírus, já que é um vetor, no último dia 15 de março na manifestação da extrema- direita em Brasília), como depositar confiança naqueles que executam uma política de terra arrasada para a categoria bancária através de demissões em massa, arrocho salarial, assédio moral, terceirização, rebaixamento salarial, privatização, etc., como depositar confiança no setor que engrossou o lobby pela “reforma” na previdência com objetivo de aumentar ainda mais os seus lucros, os banqueiros são os mesmo que se beneficiam com quase a metade do orçamento público com o pagamento do juros da dívida. Essa direções sindicais acham mesmo que os banqueiros farão um esforço, o mínimo que seja, para atender as reivindicações dos trabalhadores em momento de uma grave crise de uma pandemia!? Só se tais medidas, e não é o caso, aumentasse os lucros dos banqueiros.
No dia 12 de março a Contraf-Cut enviou um ofício para os bancos com uma pauta extensa de reivindicações para atender as demandas dos bancários como forma de prevenção contra o vírus e o que se viu até agora foi um suposto reforço na limpeza e a adoção da quarentena para os bancários que retornem de viagens ao exterior, determinações esses que não suprem em nada em relação às medidas que devem ser tomadas nas agências superlotadas, com ambientes fechados, não arejados, os trabalhadores não tem mascaras de proteção, luvas, álcool gel, etc., sem falar nas diversas demandas que deveriam ser colocadas em execução imediatamente já que as agências de dependências bancárias são ambientes propícios para a propagação do Coronavírus.
Os trabalhadores bancários não devem depositar nenhuma confiança nos banqueiros que vivem, única e exclusivamente, de parasitar os trabalhadores e toda a população. Eles não querem e, nem têm condições de dar uma saída positiva para a crise da categoria bancária.
Para que seja atendida todo um rol de reivindicações, de extrema urgência, para minorar a gravidade que é o Coronavírus, somente a mobilização de toda a categoria bancária, conjuntamente com os demais trabalhadores poderá impor tais demandas.




