Na segunda-feira, 27 de julho, o governo da Polônia iniciou, formalmente, a saída do país da Convenção de Istambul. O objetivo do tratado europeu, assinado por 47 países, é de prevenir e combater a violência contra as mulheres. O ministro da Justiça, Zbigniew Ziobro, havia dito no domingo (26) que o tratado seria “nocivo” porque exige que as escolas ensinem às crianças temas ligados ao gênero e que conteria “elementos de natureza ideológica”.
A Polônia é um dos países europeus que se encontra sob o domínio da extrema-direita. O atual presidente, Andrzej Sebastian Duda, reeleito recentemente, está no poder desde 2015 e vem avançando sistematicamente contra os direitos dos trabalhadores e dos setores oprimidos.
Em resposta à decisão do governo, que já era conhecida anteriormente, duas mil pessoas haviam se manifestado na última sexta-feira (24) em Varsóvia. Os manifestantes desfilaram em direção ao Ministério do Trabalho, brandindo cartazes com a frase “A greve das mulheres” e gritando “fim à violência contra as mulheres”.
A ofensiva da extrema-direita contra os direitos democráticos não é um evento específico da Polônia ou de alguns países da Europa, mas é parte de um movimento geral da burguesia em todo o mundo. Com a crise cada vez mais acentuada do capitalismo, a burguesia tem impulsionado cada vez mais a extrema-direita fascista, que se volta, sobretudo, contra os setores oprimidos.
No Brasil, essa ofensiva fica muito clara com o governo Bolsonaro, inimigo da esquerda, do povo e das mulheres. Na esteira do bolsonarismo, está também uma série de ataques conservadores contra a mulher, como os ataques ao direito ao aborto e os ataques trabalhistas que levam a mulher às amarras domésticas.
Para impedir que a extrema-direita continue avançando contra os trabalhadores e os setores oprimidos, é preciso intensificar a mobilização contra o fascismo em todo o mundo. As instituições, como vem ficando cada vez mais óbvio, não irão se opor a esse avanço. O STF, no Brasil, tem contribuindo com o golpe diariamente. As eleições, controladas pela burguesia, têm sido um caminho para a extrema-direita chegar ao poder.





