A Sociedade de Prisioneiros Palestinos (PPS) denunciou que “Israel” está ampliando prisões e ataques contra mulheres palestinas na Cisjordânia ocupada, na terça-feira (16), em comunicado divulgado em Ramala. A entidade afirmou que ao menos 95 mulheres palestinas estão presas em cadeias de “Israel” e apontou uma escalada de detenções, agressões, humilhações e maus-tratos, em meio ao avanço da repressão contra palestinos desde outubro de 2023.
A PPS citou a prisão de três mulheres na segunda-feira (15) e a detenção, na semana anterior, de quatro estudantes da Universidade de Birzeit. O caso reforça a denúncia de que a perseguição não atinge apenas militantes ou lideranças públicas, mas também estudantes, trabalhadoras, mães e familiares de presos, usadas como alvo de pressão permanente pela ocupação.
A organização afirmou, com base em relatos de advogados e de ONGs, que as mulheres presas enfrentam espancamentos, isolamento, negligência médica, revistas humilhantes e superlotação. Em algumas celas, detentas são obrigadas a dormir no chão, enquanto doenças se espalham em meio à falta de atendimento e ao uso da fome como instrumento de pressão.
A situação das presas palestinas se soma ao quadro mais amplo das prisões de “Israel”, verdadeiros campos de concentração com constantes abusos físicos e psicológicos. A PPS afirmou que essas práticas fazem parte de um sistema de tortura organizado contra presos e presas palestinas, e não de episódios isolados.
Desde o início da ofensiva contra Gaza, em outubro de 2023, mais de 680 mulheres palestinas foram detidas por forças militares e policiais de “Israel”. A continuidade das prisões na Cisjordânia ocupada mostra que a repressão contra palestinos não se limita à Faixa de Gaza, mas atravessa todos os territórios ocupados, com mulheres submetidas ao cárcere, ameaças e terrorismo de Estado.




