Com a curva cada vez mais íngreme entre infectados e mortos nos E.U.A, escolas reabrem e já foi identificado o primeiro caso de Covid-19, no primeiro dia de aula no estado de Indiana.
Uma ligação do departamento de saúde do condado notificou a escola Greenfield Central Junior, onde um estudante que caminhava pelos corredores e sentado em várias salas, tinha testado positivo.
Foi dado início ao protocolo de emergência por parte dos administradores da escola, isolando o aluno e ordenado que todos os que tiveram contato com o mesmo, entrassem em quarentena – mesmo assim, o colégio permanece aberto.
A superintende da escola afirma: “Ficamos muito chocados, pois era o primeiro dia”. Chocados com o que?
Eles estão no epicentro mundial da pandemia.
Estados como Flórida e Texas pretendem reabrir os seus colégios a algumas semanas, caso a curva de casos caia e Nova York – o maior epicentro da doença no mundo – planeja a reabertura das aulas em 10 de setembro, o que tem causado objeções por parte dos sindicatos dos professores.
Uma análise do New York Times aponta que muitos distritos do Cinturão Sol – região do país onde está localizado o sul e o oeste – pelo menos 10 pessoas infectadas por coronavírus seriam esperadas em uma escola com aproximadamente 500 estudantes.
Em uma entrevista ao site de notícias Axios divulgada na noite de segunda-feira (03), o fascista Donald Trump disse que “ o surto de coronavírus está o mais controlado possível nos Estados Unidos” – local onde constam quase 5 milhões de infectados e mais de 155 mil mortos – e também afirma que: “Estão morrendo, é verdade”, disse ele. “É o que é. Mas isso não significa que não estamos fazendo tudo o que podemos. Está sob controle, tanto quanto você pode controlá-lo. Esta é uma praga horrível.”
Não bastasse as declarações que são uma mistura de escatologia com pura demagogia, o presidente americano por meio de sua conta no Twitter, prossegue pressionando as escolas do país a reabrirem.
O genocida Donald Trump é mais um empregado do imperialismo que não dá a mínima para a sobrevivência do povo estadunidense e quer desesperadamente reabrir os colégios, pois os estudantes é um dos nichos de mercado que mais consomem e como o capitalismo não aguenta nenhum tipo de crise, a sede desse sistema opressor não pode manter os seus estudantes dentro de casa, mesmo que a curva de infectados e mortos estejam batendo recordes, principalmente devido a ingerência do psicopata que ocupa a cadeira da presidência da república, gerando essa imensa crise na saúde pública que não consegue conter o aumento de casos.
Os Estados Unidos tem passado por um série de crises que têm sido sinalizadas pelos constantes protestos por parte da população após a morte de George Floyd, mas que foi intensificada com o decorrer dos dias por uma série de outros fatores, como o opressão policial e a crise sanitária do coronavírus.
O acirramento da luta de classe está muito evidente no maior centro capitalista do mundo e a questão da voltas às aulas deve ser combatida ferozmente pelos sindicatos de professores e os pais dos alunos e acima de tudo, é necessário mais do que nunca que seja denunciado a dominação da burguesia em toda a sociedade que, para não perder as suas pomposas contas bancárias, assassina há anos o povo por meio da fome e falta de acesso à saúde e agora usam a crise sanitária para prosseguirem com a matança desenfreada e, a identificação de um aluno em uma escola contaminado pelo vírus é só o começo.





