O Clube Militar, que em 2018 era presidido pelo atual vice-presidente da República, general Mourão, publicou comunicado na última segunda (9), declarando apoio às manifestações do dia 15 de março, convocada pela extrema direita, com apoio direto do presidente ilegítimo, Jair Bolsonaro, tendo como eixos o apoio ao seu governo e contra os poderes Legislativo (o “centrão”) e o Judiciário, instituições do próprio regime golpista que ajudaram a colocar Bolsonaro no governo, por meio da fraude que foram as eleições de 2018, iniciadas com a condenação sem provas e prisão ilegal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato apoiado pela maioria da população e pelas imensa maioria das organizações de luta dos explorados.
O clube de oficiais militares, sediado no Rio de Janeiro, declarou “hipotecar solidariedade aos movimentos cívicos (…) em inconteste apoio ao presidente que busca incrementar medidas saneadoras na nossa economia, bem como resgatar os valores nacionais, ultimamente vilipendiados”.
As manifestações do 8 de Março, Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora, evidenciaram as tendências crescentes à mobilização e enfrentamento contra o governo, já expressas, dentre outras, na greve dos petroleiros e nas manifestações espontâneas do carnaval. Em todas elas, é crescente a consciência do ativismo dos trabalhadores, da juventude e demais setores explorados (destacadamente entre as mulheres) de que é preciso colocar abaixo o governo, mobilizar pelo Fora Bolsonaro. Uma perspectiva que se opõe à orientação geral da imensa maioria das direções da esquerda e das organizações do movimento operário de capitular diante do regime golpista, de acompanhar o “centrão” (com quem setores da esquerda, como o PCdoB e da direita do PT, defendem a formação de uma “frente ampla”) e de realizar apenas protestos parciais contra as medidas do governo, contra seus crimes etc.
No próximo dia 14, sábado, completam-se dois anos do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ) e do seu
motorista Anderson Gomes, ocorrido em meio à intervenção militar no Rio de Janeiro.
A data foi incluída no calendário de mobilizações da CUT, Frente Brasil Popular e inúmeras outras organizações em todo País, compondo com o dia 8 e 18, o conjunto de atividades da esquerda nesse mês de março.
Para muitos setores da esquerda, incluídos, os correligionário de Marielle, e a esquerda pequeno burguesa em geral, trata-se apenas se realizar protestos genéricos contra o governo, contra a falta de apuração (“quem matou Marielle?”) , com um claro intuito de exploração eleitoral, com vem acontecendo abundantemente nesses dois anos e sem que se coloque como objetivo dar à mobilização o cárter de continuidade da mobilização que se levanta pelo Fora Bolsonaro, confrontar o ato convocado pela direita golpista, no dia 15 etc.
É justamente o oposto disso que deve ser buscado. Contra essa perspectiva capituladora e derrotas, é preciso impulsionar uma perspectiva independente dos explorados, de unificar a mobilização nas ruas pela derrubado do governo golpista, de levantar como eixo o “fora Bolsonaro e todos os golpistas”.
Essa política precisa ser impulsionada por meio do crescimento da organização dos trabalhadores e da juventude nos Comitês de Luta e em um intenso trabalho de agitação e propaganda nos locais d trabalho, estudo e moradia.
Dia 14, agrupar o setor classista, as alas cada vez maiores de ativista que querem impulsionar a luta por uma política independente dos golpistas e fazer avançar essa mobilização.
Seguir o exemplo das mulheres no 8 de março. Sair às ruas pelo fora Bolsonaro!





