A cidade de São Paulo passa por uma regularização de parte da infraestrutura para o 5G, mas como sempre, a periferia está fora dos planos de modernização na telecomunicação.
A Prefeitura de SP editou um decreto que regulamenta a instalação de small cells (células pequenas) ou mini ERBs (Antenas), que nada mais é do que um pequeno conjunto de equipamentos de radiofrequência que podem ser alocados em postes, o que dispensa obras de construção civil.
As small cells são adequadas justamente para áreas com alta concentração de pessoas e o 5G tem tecnologia superior no quesito frequência, em comparação às atuais tecnologias, mas demanda mais antenas para o funcionamento em postes centrais.
Mas o projeto contempla apenas bairros centrais, excluindo a periferia e por desculpas totalmente esfarrapadas e que esbarram com outras pendências que a população periférica sofre.
O economista Marcos Ferrari – presidente do SindiTelebrasil – declara em uma entrevista para a Folha de SP que: “ A rua precisa ter 10 metros de largura. Em bairros carentes, não é possível atender assim. O que a lei prevê, é uma antena que não existe mais as antenas hoje são pequenas”.
Na mesma matéria da Folha, a advogada especialista em telecomunicações, Flávia Lefévere, informa que: “ O 5G vai precisar de ERBs, porque quanto maior a capacidade de transmissão, menor o alcance de abrangência da antena, mas não adianta ter só o 5G, demanda fibra ótica também, que está na áreas mais ricas da cidade.” A advogada informa também que o decreto remove a barreira para instalação de antenas, mas que peca em não garantir que as instalações sejam feitas em áreas com defasagem de infraestrutura.
A verdade é que essa notícia brinda o povo da cidade de São Paulo com o mais do mesmo de sempre: o descaso da gestão pública do tucana Sr. Bruno Covas, para com a periferia da cidade.
Primeiro fato, é que existem bairros do município de SP que sofrem com a falta de sinal, mesmo com atual tecnologia, o que dirá ter acesso ao 5G. Segundo fato, é que nos esbarramos com o problema de urbanização das periferias, uma vez que é necessário que a rua tenha pelo menos 10 metros largura, porém, as vielas das nossas favelas tem um “pouco” menos que isso. Há muito tempo que as periferias de SP sofre com o descaso do PSDB, e hoje, isso é muito bem revelado com esse projeto de implementação de 5G apenas para a classe alta e alguns setores da classe média da cidade, que por uma grande “coincidência da vida”, é justamente o sítio eleitoral do partido mais golpista da história deste país: PSDB.
Para o povo não há sinal, mas para a burguesia e a pequena-burguesia que apoia Covas e, até a pequena-burguesia que apoia o tucano em um segundo turno, como a esquerda pequena-burguesa, terá 5G. Isso revela uma descarada compra de votos, uma demagogia eleitoral com vista nos votos da classe média e isso é fruto dessa estatização de tudo, com a desculpa na “melhora” do serviço” e “enxugar os gastos públicos”. Mas essa tal melhora nunca foi vivenciada pelo povo, que paga uma “nota preta” com esses provedores para ter um péssimo serviço e o povo também nunca recebeu qualquer benefício sobre esse tal “enxugamento dos gastos públicos”, pois tudo o que a população tem contemplado, é o enxugamento do seu salário e do seu poder de compra.
É urgente que seja levantado um forte e amplo movimento popular para que o serviço de telecomunicação seja estatizado, para que todos tenham acesso a esse serviço de forma gratuita, não apenas um pequeno grupo seleto da nossa sociedade, parasitas, que bebem dos benefícios da sociedade às custas da classe trabalhadora.





