A Venezuela está sofrendo mais um ataque do imperialismo, desta vez vindo da Inglaterra e em meio a pandemia. O governo venezuelano tenta a liberação e a devolução de 31 toneladas de ouro depositadas no Banco da Inglaterra, que equivalem a U$1 bilhão, valor que seria usado no combate ao coronavírus no país.
O ataque imperialista acontece porque os britânicos, em um tribunal comercial, vão julgar quem, segundo eles, seria o verdadeiro representante do povo venezuelano, entre Nícolas Maduro e o golpista Juan Guaidó. O tribunal começou sua “análise” nesta segunda-feira (22) e as audiências devem durar quatro dias, e esta é uma clara tentativa de interferência política no país, afinal as outras tentativas de golpe feitas por Guaidó fracassaram. A Venezuela já tentou de várias maneiras conseguir o repatriamento do ouro depositado no banco, porém sem respostas até o momento, ao mesmo tempo em que Guaidó já escreveu duas vezes às autoridades britânicas pedindo para que rejeitassem o pedido do governo de Maduro. Nesta situação, o Banco da Inglaterra só vai entregar o ouro venezuelano quando os britânicos decidirem quem é o verdadeiro presidente do país, ou seja, um verdadeiro absurdo e mais um golpe imperialista contra a soberania venezuelana.
Além da tentativa de interferência política, o imperialismo britânico tenta pressionar a Venezuela para assim conseguirem de alguma forma uma política de beneficiamento dos bancos ingleses no país, tendo em vista a necessidade do repatriamento e do dinheiro para o combate a pandemia. Ao cogitarem que Juan Guaidó possa ser considerado o presidente legítimo do país e a entrega do dinheiro seja feita a ele, a Inglaterra desrespeita de uma forma completamente desonesta a soberania e a decisão do povo venezuelano, que elegeu Maduro para presidir o país. O ataque imperialista vem de várias formas, pois tenta interferir politicamente, ao colocar mais uma vez em cheque a legitimidade do governo de Maduro, ataca a soberania, ao não considerar que esta foi a vontade do povo venezuelano nas eleições, e também ataca o povo em questões de saúde e economicamente em meio a pandemia, já que o dinheiro seria usado para as ações de combate a doença.
A defesa da Venezuela e do governo eleito pelo povo é uma questão de todos na América Latina, pois os ataques imperialistas representam também um ataque as outras soberanias da região, tendo em vista que essas políticas e decisões adotadas são uma tentativa de dominação política, econômica, das riquezas nacionais e em favorecimento da burguesia imperialista. É preciso denunciar e defender a Venezuela do imperialismo mundial que tenta de todas as formas, junto com seu aliado golpista Juan Guaidó, a dominação da Venezuela e de toda a América Latina, ao trabalharem junto com outros governos tão golpistas quanto Guaidó, como é o caso do governo de Jair Bolsonaro, que não reconhece Maduro como presidente, além de ter participado do golpe contra Evo Morales na Bolívia. Somente a derrubada da extrema direita e de governos golpistas e a defesa das soberanias são capazes de conter a investida e a dominação imperialista na América Latina.




