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São Paulo: hoje, às 13h, os movimentos sem teto farão ato no Pateo do Colégio contra a perseguição a ativistas


Após a prisão arbitrária, e típica de uma ditadura, de dirigentes do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) nesta segunda-feira (24), os movimentos sem teto de São Paulo irão realizar nesta quarta-feira (26), uma concentração no Pateo do Colégio (próximo à Praça da Sé), por volta de 13h, saindo em Ato para a Secretaria de Segurança Publica com encerramento no Tribunal de Justiça. Um ato pela liberdade dos companheiros ainda presos e pela liberdade de luta da Frente de Luta por Moradia (FLM).

Presos injustamente por fazer a luta por moradia, os companheiros em liberdade estão organizando mais este Ato Público de luta, convocando todos para participar, estudantes secundaristas, pais, professores, movimentos socais, partidos de esquerda e populares que queiram fazer corpo para pressionar os golpistas. Junto a todos movimentos da cidade e região, pretendem cobrar das autoridades esclarecimentos sobre as prisões arbitrárias e tentativa de criminalização dos movimentos sociais, uma regra ditada pelo presidente fascista Jair Bolsonaro antes de sua eleição fraudada.

Segue a Nota Oficial encontrada no facebook do MSTC sobre os fatos:

Criminalização dos movimentos sociais.

Estão tentando associar a liderança do MSTC – Movimento Sem Teto do Centro (Dona Carmen) com o edifício Wilton Paes de Almeida que pegou fogo no ano passado. A confusão promovida por parte dos órgãos de imprensa chama atenção.

O edifício incendiado era coordenado pelo MLSM – Movimento de Luta Social por Moradia. O MSTC não tinha relação com o edifício incendiado. Desde a ocorrência do incêndio, no ano passado, autoridades viram ali uma oportunidade para perseguir movimentos de luta por moradia.

Um dos argumentos da polícia civil contra a liderança do MSTC é a de que cobravam valores para que moradores permanecessem nos edifícios ocupados.

Os moradores colaboram com os movimentos de diversas formas, com atividades de preservação, manutenção, limpeza e segurança seja de modo direto ou com contribuições em dinheiro, sempre de modo voluntário e de acordo com suas possibilidades, conforme informado por participantes do movimento. Tentar generalizar as atividades dos movimentos sociais de moradia pela conduta individual de quem supostamente age de modo irresponsável é uma forma de tentar criminalizar e minar a credibilidade destes movimentos perante a sociedade mais ampla. Esta prática, acolhida por setores da imprensa, visa reduzir a capacidade de defesa de lideranças honestas dos movimentos de luta pela moradia. Mas o cerceamento de defesa não se limita ao cenário mais amplo e difuso do domínio da opinião pública.

Os advogados de defesa das lideranças presas ontem não estão tendo o devido acesso aos documentos de acusação o que limita individualmente o direito de defesa dos presos na ação da polícia civil e do Ministério Público. (Vide o vídeo acima).

Dona Carmen e outras lideranças do MSTC haviam sido acusadas meses atrás do crime de extorsão e a investigação realizada à época concluiu que a coordenadora do movimento e as demais lideranças são inocentes.

Nas redes sociais pessoas que acompanham os movimentos de luta pela moradia enxergam no ato da polícia paulista uma tentativa de criminalizar os movimentos de esquerda.

Uma das presas na manhã de ontem foi Preta Ferreira uma das mais importantes líderes de movimento social e artístico do estado de São Paulo e do Brasil. Filha de Dona Carmen, Preta apresenta um programa de TV na rede TVT que acompanha outra prisão que se demonstrou arbitrária: a do ex-presidente Lula.

A ação das autoridades paulistas suscita suspeita de forte motivação política viabilizada pelo uso do poder policial e jurídico para tentar intimidar movimentos de esquerda, indicaram estudantes, pesquisadores, professores e lideranças políticas nas redes sociais desde o momento das divulgação das prisões. O Deputado Paulo Teixeira do PT fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais quando estava em frente à delegacia responsável pela execução das prisões. Teixeira destacou o viés e as conseqüências políticas das prisões e as definiu como uma tentativa de calar a esquerda.

Neste momento é de extrema importância que estudantes, professores, pesquisadores juntem forças para evitar que outras arbitrariedades sejam cometidas por autoridades policiais e jurídicas.

O MSTC atualmente se reúne na Ocupação Nove de Julho e como sempre mantém suas portas abertas para o diálogo com a sociedade. Desde de 2014 instituições como a Universidade de São Paulo por meio de seus alunos e pesquisadores acompanham ações e iniciativas do movimento e da Frente de Luta por Moradia.

A frase que motiva os membros do Movimento Sem Teto do Centro, liderado por Dona Carmen é:

“Quem não luta tá morto!”

Preta Ferreira estamos com vc! 
#movimentosresistem
#vigiliapelamoradia 
#mstc

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COTV

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