Os governadores petistas do Nordeste têm se apresentado como uma espécie de conselheiros – como se isso fosse possível – para o governo Bolsonaro, apresentando modelos que seriam menos ruins de reforma da Previdência. Isso apenas para ficar em um exemplo. Nesse sentido, acabam apoiando o governo golpista e fraudulento de Bolsonaro.
Uma excessão tem sido o governo de Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte. Por mais que se possa criticá-lo, fato é que o governo potiguar não está na ponta dessa política direitista.
É nessa situação que surge a notícia da greve de policiais e bombeiros militares no estado, que começou na segunda-feira, dia 17. Fique claro que existe uma articulação direitista para desestabilizar o governo petista. Com raríssimas exceções, as greves de policiais militares são manipuladas pela direita, que é quem domina politicamente esse setor.
Enquanto que os demais governadores do Nordeste estão procurando uma conciliação com a direita e portanto estão estabelecendo ligações mais estreias com setores tradicionais da direita, o governo do Rio Grande do Norte está em maior conflito. Mesmo porque, diferente da Bahia, Ceará, Piauí e Maranhão (PCdoB), Fátima Bezerra é a única que foi eleita contra um governo anterior da direita. Em todos os outros estados, os governadores foram reeleitos. Ou seja, Fátima herdou um governo com maiores contradições entre o PT e os setores tradicionais da burguesia.
Nesse sentido, a greve de policiais precisa ser denunciada como uma armação da direita, mais ou menos ao estilo do que ocorreu em Minas Gerais, quando Fernando Pimentel era governador. Por mais que possamos discordar de seu governo, a direita golpista impôs uma política de desestabilização que resultou na vitória fraudulenta de Romeu Zema.





