Em recente levantamento de dados realizado ao longo de um ano foram quase 60 mil acidentes de trabalho registrados no Rio Grande do Sul. Em uma média de 164 ocorrências por dia. O dado, que consta no Anuário Estatístico da Previdência Social referente a 2014.
O Rio Grande do Sul está entre os três maiores estados do país em registros de acidentes e doenças do trabalho, perdendo somente para os estados de São Paulo em primeiro lugar com (37%) e Minas Gerais em segundo lugar com (10%), o estado corresponde a (7,96%) e o resultado dessa situação, todos os meses, em média morrem 11,39 trabalhadores.
Só em 2015, foram ajuizadas cerca de 11 mil ações envolvendo acidentes e doenças na Justiça do Trabalho no RS.
Apesar de o Ministério Público do Trabalho (MPT) considerar os acidentes e doenças do trabalho como parte de “uma guerra silenciosa”, na verdade é uma guerra aberta e escancarada contra os trabalhadores por aumento do lucro, com as piores condições possíveis e imagináveis, com falta de manutenção, maquinários sem proteção, a exemplo do Coordenador estadual de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho do MPT-RS, o procurador Ricardo Garcia que define como uma infração das empresas, com o impacto direto no trabalhador.
Mesmo não havendo um levantamento específico sobre os abatedouros e frigoríficos no Rio Grande do Sul, ao menos mais recentemente, sabe-se que esse setor produtivo, tanto nos três estados do Sul, no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, bem como na região Centro Oeste, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, etc., os principais responsáveis por tamanha tragédia contra os trabalhadores, sendo, inclusive o primeiro do ranking.




