As últimas semanas foram marcadas por grandes mobilizações que modificaram a conjuntura política brasileira. Os atos dos dias 15 e 30 de maio, e – principalmente – a greve no dia 14 de junho marcaram as manifestações e representam o aprendizado de importantes lições.
As paralisações representam o desenvolvimento da luta classista contra o golpe de Estado que ocorreu em 2016 contra a ex-presidenta Dilma Roussef, das lutas contra o governo golpista de Temer etc. Vem ocorrendo um evolução da classe operária.
O governo Bolsonaro, desde o início, foi marcado por uma ofensiva generalizada contra praticamente todos os direitos conquistados pelos trabalhadores. Desde a “reforma” que quer acabar com a aposentadoria, passando pela entrega do petróleo de outras riquezas naturais (até parques estão sendo privatizados), até o corte brutal de gastos com a Educação, Saúde, Moradia etc. e tudo mais que interessa ao povo.
Na reação a estes ataques, fomos justamente, nós os professores que demos o passo inicial no sentido de enfrentar o governo Bolsonaro, da mesma forma, que foi a nossa categoria a primeira a se levantar contra o golpe de Estado, em 2015.
O ensino público, das redes municipais, estaduais e federal, tornou-se um dos principais alvos dos diversos ataques, por concentrar pesados recursos (resultado de conquistas anteriores) e por ser alvo da política da direita que busca transformar a Educação em uma máquina de propaganda reacionária, impondo a censura nas Escolas e Universidades e reprimindo professores e estudantes por meio do “escola com fascismo” (disfarçado de escola sem partido).
A greve mostrou que o caminho para derrotar o governo, é a luta unificada dos trabalhadores pela derrubada do governo e não as lutas parciais e isoladas, por essa ou aquela reivindicação. Nossa categoria tomou a dianteira, por sermos um dos setores mais organizados, em grandes sindicatos, partidos de esquerda etc.
Nossa mobilização contagiou outros setores e na greve do dia 14 tivemos uma importante participação de setores importantes da classe operária, como metalúrgicos, petroleiros, trabalhadores da construção civil, dos correios, eletricitários etc.




