Da redação – Foi divulgado nesta manhã (28) uma decisão do dia 25, de que o ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), tornou-se réu em uma ação penal por conta de uma suposta lavagem de dinheiro em benefício próprio, durante as eleições de 2014. É o quinto processo que a burguesia arrumou para Pimentel, em mais um processo claro de perseguição política.
Pimentel está sendo acusado de haver cometido “caixa 2”, omitindo receitas e despesas na prestação de contas de sua campanha eleitoral para o governo do estado de Minas Gerais, em 2014. O famoso “caixa 2” é uma prática tradicional realizada durante as eleições burguesas, e portanto fica claro a perseguição política, pois existe uma clara seletividade contra o PT.
Outra coisa é que não existem provas, apenas suspeitas. E também o caso é absurdo. Pimentel estaria sendo acusado de ter se utilizado de uma gráfica (provavelmente para imprimir material de campanha), sem haver declarado os valores – que comparado ao resto da campanha deve ser uma mixaria. O que demonstra que a campanha contra o “caixa 2” é apenas um fortalecimento da burocracia eleitoral que persegue os políticos de esquerda e de menor porte.
As outras “provas” contra Pimentel são oriundas de delação premiada. O dono da gráfica, que foi enquadrado pela polícia, delatou que o ex-governador teria cobrado uma propina milionária ao grupo JHSF, “responsável pelo aeroporto Catarina, em São Roque, na Região Metropolitana de São Paulo” (Globo). “O valor teria sido usado como compensação pelo lobby que Pimentel fez para que o grupo pudesse operar no aeroporto”.
Porém, sabe-se quanto essas delações são fraudadas e compradas. Portanto, não se deve levar a sério esse tipo de acusação. Trata-se de mais um processo de perseguição política contra o PT.





